segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Touradas, espectáculo de sangue!

Em nome de?

...de uma tradição cruel
...de um prazer primitivo
...de um triste querer
...de um "divertimento" egoísta
...de um déficit emocional
...de um tempo frívolo
...de uma "tacanhez" cultural
...de uma incoerência mental
...de uma paixão inglória
...de um relativo humanismo
...de uma luta desigual
...de um espectáculo de sangue imoral!...

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Por momentos o "Sudão"...


"Shame on you, Mr. George Bush!"
Um país que se auto intitula como o exército de salvação do mundo, não consegue fazer face a uma catástrofe natural no seu próprio território(TRATADO DE KYOTO JÁ!)?!...deixando transparecer imagens de terror e decadência humana, um cenário a que nos habituamos a assistir em África/Ásia e que tão energicamente sua ex.ª diz ser necessário combater...
"Shame on you"!

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Anos 80, uma mão cheia de ilusões...

Entrar na adolescência nos anos 80 teve o seu quê de ambiguidade. Por um lado, a vida despreocupada de quem tem como missiva do dia o brincar na rua, por outro, o medo que acalentava, porque alguém na altura me falou na bomba atómica e sua ameaça (sustento da guerra fria). Sonhava com isso e achava que o amanhã não iria chegar. Enfim, lá ultrapassei esse tormento, talvez devido ao despertar de interesse pela música, pelos livros e com isso ocupava o espirito...
Sem saudosismo lamecha, recordo a escola, os amigos de então, tardes passadas a pensar no nada, as primeiras saídas nocturnas aos 16 anos de idade (recorrendo, para o efeito, a subterfúgios e mentiras) com horário de regresso marcado sem flexibilidade, os colegas que fumavam os primeiros cigarros, bebiam as primeiras cervejas e assistiam aos primeiros concertos, para mim tudo era uma miragem...
A segurança pairava num marcado ambiente urbano, as "playstation" eram ainda o projecto de alguém, os computadores algo aliciante, os DVD's uma ideia, tinha a liberdade e o prazer de desfrutar dos espaços abertos, de rebolar na terra, de subir às árvores, de pisar a erva e mergulhar nos rios (ainda) limpos. A casa não era o destino eleito para o após aulas, nem os meus pais corriam atrás de mim, como se de uma jóia de vidro se tratasse e que estivesse na iminência de partir ou desaparecer...
Vivi na inocência de quem dá pequenos passos e vai tropeçando na escalada do percurso do nosso crescimento. Gostei da rebeldia que marcou um período de audácia.
Olhando à rectaguarda, penso que deveria ter aproveitado mais, sugar o tutano à vida. Naquela época, achei que teria tempo para o fazer. Mas sabem, só se sente o nirvana às coisas nos momentos exactos, e só ali faz todo o sentido. Depois disso, não é perfeito, o encanto desvanece e a ilusão cai no vazio.

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

"Deus morreu", Nietzsche

Sempre me fez pensar, ouvir dizer: "sou católico, mas não praticante". Como se pode ser cristão não praticante? Penso tratar-se de uma resolução de contra-senso. Isto porque, se rezamos ou evocamos Deus, se somos baptizados ou se casamos pela igreja...estamos a agir em conformidade com as leis do catolicismo.
Apesar de não marcarmos presença assídua nas capelas, ou a Igreja como instituição (na nossa actualidade) não afirmar grande sentido, a verdade é que se acredita em algo que transcende tudo isso...Essa consistência (não obstante a ideia parecer, por si só, abstrata) que o nosso interior sabe existir, contrariando Nietzsche na sua "tese" sobre Deus...Assim sendo, encontramos na nossa razão a substância que concretiza e materializa o que sabemos ser um espirito absoluto.
Ainda que, por vezes, não compreendamos os seus desígnios e voltemos a questionar o sentido desta temática, a complexidade do universo e onde encaixa a nossa personagem neste enredo a que chamamos vida.
A fé, contudo, recoloca-nos nos trilhos de uma lógica pragmática - a harmonia e o equilibrio de todas as coisas está segura pela mão de um Deus maior... Mas será assim tão simples, tão linear?...

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

"Vertigo Tour" em Alvalade, absolutamente arrebatador!

Dia 14 de Agosto de 2005, inesquecível!
"Bono é um Deus e os U2 a minha religião", este era o slogan patente no cartaz de um entre os milhares de "discípulos", que marcavam presença em Alvalade. E claro, também eu lá estava como fiel seguidora, assistindo perplexa e sempre surpresa ao maior espectáculo do mundo - os "Deuses" que brilhavam no Olimpo.

Admito que a perfeição não foi a tónica dominante, o som, a meu ver, apresentava falhas e o cansaço era por demais sentido, não só visível na "performance" dos 4 fantásticos(que acusavam o final de uma exaustiva digressão europeia) mas reconhecido ainda nos corpos dos fãs, maçados pelos quase 40 graus que se fizeram sentir, ao longo daquele escaldante dia...

Não assistimos, como há oito anos atrás, a um deslumbre de acontecimentos cénico/visuais (aquando da Pop Mart), mas a referência e despertar para questões de carácter social/cívico e político eram constantes.


O delírio geral de uma audiência encantada fazia transparecer o rubro de emoções não contidas por vozes sempre "gritantes", das forças quase findas, que ao começo de cada música tinham que renascer pela obrigatoriedade que a arte impõe.

Não tenho palavras para mais dizer, a não ser que a memória já acusa em mim uma saudade, já só espera com ansiedade assistir de novo ao desfilar de canções ditas pela alma e sentidas pelo coração... "All because of you"!


segunda-feira, 25 de julho de 2005

O nosso maior medo...

...“O nosso maior medo não
é de sermos rejeitados

O nosso maior medo é de sermos
poderosos além da compreensão

O que mais nos assusta é a nossa
vida e não a escuridão

Não nos devemos encolher e sermos
submissos para que gostem de nós

Devemos brilhar como as crianças

Isso está dentro de todos e
não apenas de alguns

E brilhando, faremos com que
outras pessoas sigam o nosso caminho

pois nos libertaremos dos
nossos próprios medos

A nossa presença automaticamente
libertará os outros.”...




No fundo o que mais importa, é aquilo que damos e recebemos dos outros, é a isto que tudo se resume!

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Que estranha forma de vida...

Muitas são as definições que usamos para classificar a sociedade em que nos integramos, uns dizem que se trata de uma sociedade consumista, outros falam de uma sociedade de brandos costumes, outros referem ainda uma sociedade politicamente apática...eu diria que a palavra correcta é: individualismo! Uma realidade inegável, vivemos em função do hoje, em função do eu.
Não conhecemos o vizinho do lado, nem queremos conhecer, não sabemos dos seus problemas e pedimos por favor para não nos falarem deles, pois caso contrário, teremos que esperar que os outros se preocupem, mas os outros estarão ocupados com o seu egocentrismo, com o seu micro-mundo, não terão disponibilidade nem interesse, nem vontade para o querer saber, e portanto, o que faremos? O que faremos com o desinteresse dos outros, com a nossa consciência, o que faremos com esse peso pesado que nos interrompe o viver?
Deparamo-nos então, com a derradeira evidência - é tão mais fácil viver no desconhecimento, sem causas, sem abrangências, sem outros afectos, que não os do nosso pequeno e insignificante umbigo!...Que estranha forma de vida!

sexta-feira, 8 de julho de 2005

O Mundo em S.O.S.!

Onde tudo pode acontecer, já nada é salvaguardado. Parece-me tudo tão frágil, pouco do que parece é... Os líderes políticos (governantes) atropelam-se em favores e "arranjinhos" de interesses, ficando a verdade das coisas escondida por trás das palavras construídas pelo artifio dos entendidos. A corrupção ataca por todas as frentes, tornando-se um monstro de tentáculos longos e escorregadios, que escapam por entre os dedos daqueles que dizem basta, - queremos a justiça que a democracia proclama!

Países soberanos são ocupados em função das teorias vazias do ocidente, quando se sabe que o cinismo e a hipocrisia, são vocábulos de ordem na boca dos homens que falam em nome dos inocentes... O medo é cada vez mais uma condição ditada pelo terrorismo, que se faz sustentar por causas que o indivíduo ganha e a liberdade perde.

A pobreza e a desigualdade entre os povos impõe-se, na terra daqueles que fecham os olhos e seguem caminho, sem repararem nos rostos, cuja angústia está traçada, como se do destino se tratasse. Curioso... é o facto da vida humana adquirir um valor tão diferente, quando falamos do continente africano ou asiático. Parece que essa não é uma vida tão válida. O tempo passsa e nada muda!...
..."How long must we sing this song?"...

quinta-feira, 30 de junho de 2005

"Um país ou uma civilização podem ser julgados pela forma como os seus animais são tratados. "

Como podemos nós, cuja característica inata se define como humanos, ser tão bárbaros, como podemos nós ser tão cruéis ao ponto de assistirmos de braços cruzados ao esfolar (chacina) de animais vivos em função da nossa inútil vaidade, sim, porque todos somos culpados, se usas qualquer tipo de pele (lã) és culpado!
http://www.petaenespanol.com/cmp/leth1.html www.animalactivist.com/clothing.asp
http://www.jlodown.com/

Depois designers de moda há que desculpam os seus erros com os erros dos outros, para justificarem os seus interesses financeiros, num acto de pura e simples cobardia...

E quem dera fosse apenas isto, mas não, este é apenas o princípio relativo às atrocidades, seguem-se então os "grandes acontecimentos" circenses que utilizam como atracção os tristes animais, chicoteados e "conservados" em jaulas sob condições inacreditáveis (tal e qual como presenciei uma destas férias de Verão, estava eu muito bem instalada num qualquer restaurante em Vila Nova de Milfontes, quando me apercebo que tenho como vista panorâmica nada mais do que um peludo urso a agoniar ao sol, a uma temperatura de trinta e muitos graus - pleno mês de Agosto atrás de umas grossas grades de ferro. Pertencia a um circo, perdi de imediato o apetite)... Falamos portanto, de animais selvagens completamente deslocados do seu habitat, passam fome, sede, são acorrentados e obrigados contra natura a executarem habilidades. É a isto que chamam de maior espectáculo do mundo!?
http://www.animalactivist.com/entertainment.asp

Para já não mencionar os jardins zoológicos e "tanques gigantes" que, para mim, são apenas "prisões sem piedade"...

Outra coisa que tento compreender, em vão, é porque queremos nós adquirir cães para aprisionar a uma "corda" de metal por toda uma vida. Que fizeram eles para cumprir penas (castigos) de prisão perpetua e sem direito a condicional?
Não permita que o seu cão se torne um sem abrigo...
http://www.helpinganimals.com/feat/independence/










F
icaria por aqui a levantar múltiplas questões de forma continuada,inquietar ou não consciências, mas poderia não me sobrar espaço de escrita. Contudo, não posso dar fim a este meu pensamento sem referir as experiências laboratoriais em animais... é possível diariamente enfeitarmos o nosso rosto e ego com produtos (cosméticos e afins) que são tão desumanamente testados em animais, como se de objectos inanimados se tratassem, de forma a alimentar os "lobbys" perante a nossa conivência.
http://www.animalactivist.com/testing.asp
http://www.pelosanimais.org/recursos/lista.php
Existem alternativas, pois podes recorrer a marcas comerciais que NÃO o fazem!...

terça-feira, 28 de junho de 2005

E se?...

Já todos pensamos um dia e se?
E se tivessemos nascido em outra cidade, um diferente país... e se os nossos pais não fossem estes... e se o(a) companheiro(a)fosse outro(a)... e se o "curso" que tiramos não fosse este, e se os amigos fossem outros... E se tivessemos lido outros livros, escutado outras músicas, visto outros filmes... E se tivessemos mergulhado noutros mares, cheirado outras flores, pisado outras folhas... e se gostássemos de outras cores, de outros poetas e se o caminho da viagem não fosse este, e se outro fosse o comboio... E se o sentir a chuva não fosse imprescindível e a sensação da brisa tão agradável, e se o sol não fosse a luz que brilha mais alto e os sonhos a maior ilusão... Seria a nossa vida igual, o que a condiciona?
As nossas escolhas, o acaso ou o destino... E se?!...

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Ser passivo...

Não consigo perceber o porquê da passividade patente no comportamento do cidadão comum residente em Lisboa e periferia face aos múltiplos assaltos,isto quando, nos comboios se sucedem furtos a pessoas perante a inércia de outras.Eu sou natural da cidade do Porto, vivi por lá toda a minha vida, estou em Lisboa há já alguns meses e chego à conclusão de que realmente as duas cidades são por absoluto diferentes...Não imagino a ocorrência de todo este cenário no Porto.
Acredito que os presumíveis autores dos furtos não fugiriam com tanta ligeireza e boa saúde,talvez porque penso que a gente do Norte é bem mais espontânea (e não tão politicamente correcta),julgo que na capital as pessoas são em demasia controladas e amorfas.

segunda-feira, 20 de junho de 2005

Ou palavras livres...

Porquê mais um Blog?
Acho que pela necessidade de expressar o que sinto em relação à realidade em que nos inserimos, mas talvez e também partilhar e discutir ideias.Porque apesar de vivermos numa
pseudodemocracia uma coisa podemos dar como certa(ainda?), a liberdade das palavras...