"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo."... Johnny Welch
quinta-feira, 9 de março de 2006
sexta-feira, 3 de março de 2006
Acções de Adopção de Animais
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
A vida presa a uma corrente!

«“Cães Sem Correntes”: Campanha de Pelos Animais — Associação de Sensibilização Para os Direitos dos Animais»- Para mais informações ou esclarecimentos:
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
620 mil esperam a mesma reação ....
A Publicis Dialog criou uma impactante campanha para a Proefdiervrij (Associação Holandesa Contra Experimentação Animal).
O objetivo é conscientizar as pessoas para comprarem apenas cosméticos livres de crueldade, já que a principal maneira de acabar com esse ato brutal é simplesmente não comprar.
No hotsite criado para a campanha, o consumidor pode descobrir quais produtos são ou não testados em animais. O título dos anúncios impressos diz: "Diga não a experimentação animal para cosméticos"." ...


..."É bom lembrar que, não apenas a indústria de cosméticos, mas também a de medicamentos é plenamente capaz de abolir a experimentação animal. Para mais informações e estudos, acesse os links:
Testing Today (BUAV) Behind The Beauty Stop Animal Tests Covance Cruelty Testes da Huntingdon Life Sciences com cães (.mpg - 8.6 MB) Caso Huntingdon (Wikipedia) Animal Testing (Wikipedia) Testes em Animais 50 Conseqüências Fatais da Experimentação em Animais Consumo Consciente"
In http://www.brainstorm9.com.br/
Marcas de produtos (cosméticos) não testados em animais: Nivea www.nivea.com, Avon www.avon.com, O Boticário, Chanel, Christian Dior, Clinique Labs, Estée Lauder, Revlon, The Body Shop, Victoria Secrets, Yves Rocher www.yves-rocher.com, Donna Karan Beauty Company www.donnakaran.com ,Estée Lauder www.esteelauder.com,
Tommy Hilfiger www.tommy.com...
Estes e outros produtos em:
http://www.caringconsumer.com/searchcompany.asp
"Eu abomino a vivissecção. Devia pelo menos ser restringida. Melhor, devia ser abolida. Eu não conheço qualquer avanço através da vivissecção, nenhuma descoberta cientifica, que não pudesse ter sido obtida sem tamanha barbárie e violência. Toda a ideia é perversa."
Charles Mayo
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Em nome da vaidade humana!

" [Pêlo e Peles] - As Peles: Um Genocídio AberranteA injustificabilidade do uso de peles de animais é ainda maior quando se tem em consideração o facto de existirem imensas alternativas sintéticas – e, portanto, não-cruéis – ao uso de peles naturais. Os materiais sintéticos conseguem, de resto, ser muito mais bonitos, elegantes, confortáveis e quentes do que as peles naturais, razão pela qual ainda mais injustificável se torna o uso destas. Não participe neste massacre. Não use peles nem pêlo de animais. Prefira as alternativas sintéticas. Eles agradecem."


"Enquanto matarmos e torturarmos animais, vamos continuar a torturar e a matar seres humanos - vamos ter guerra. Matar precisa de ser ensaiado e aprendido em pequena escala; enquanto prendermos animais em gaiolas, teremos prisões, porque prender precisa de ser aprendido em pequena escala; enquanto escravizarmos os animais, teremos escravos humanos, porque escravizar precisa de ser aprendido em pequena escala."
Edgar Kupfer-Koberwitz
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
"Sometimes they can make it on their own!"
...E assim os U2 conseguem ver premiado mais um trabalho "How to Dismantle an Atomic Bomb", desta vez com cinco Grammys Awards (em todas as categorias para que estavam nomeados)... poderei dizer que é só somar e seguir, são hoje e sempre a melhor banda do MUNDO!..."The end is not as fun as the start
Please stay a child somewhere in your heart"...
"O beijo de Bono
Bono Vox beija a barriga de Gwen Stefani, depois de a cantora norte-americana ter anunciado os U2 como vencedores de mais um Grammy"..." Foto: Richard Hartog/Los Angeles Times/AP"
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
Pura Crueldade!
Estão sem nada, e desesperados! Parece que até muros partiram. A notícia saiu no Diário de Notícias no passado dia 18.
Eles estão a pedir encarecidamente ajuda, nem que seja uma vassoura. Ontem parece que os animais só tiveram o que comer por generosidade de um veterinário da zona.
Sei que a vida é difícil para quase todos, de modo geral, mas se esta associação não tiver ajuda urgente não se sabe o que vai ser daqueles animais.
Deixo aqui o site da associação , e por favor divulguem, já é uma grande ajuda.
http://afectu.bedigital.tv/
Se entretanto, mesmo sem visitarem o site, decidirem ajudar, mesmo que seja com alguns poucos “eurozitos”, poderão
fazer os donativos através da conta no Banco Bilbau e Vizcaya Argentária com o
NIB: 0019 0011 0020 0045 1640 3
Se preferir contribuir com alimentação, mantas, tapetes, artigos de limpeza ou qualquer outro donativo
Poderá contactar a Associação através do telemóvel 968625207
Ou para o Apartado 3863811-901 Aveiro
Ou ainda através do e-mail afectu@bedigital.tv"
Associação dos Amigos dos Animais do Porto
http://www.aaaporto.com//php/destaques.php?idt=1548
"Aqueles que se recusam a ser chamados à razão, são intolerantes; aqueles que não conseguem, são idiotas; e aqueles que não se atrevem, são escravos."
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
"Reclamação sobre ineficiência policial na Amadora /Concelho da Mina"
"o Zoófilo - Outubro/Dezembro 2004 - nº 25 - 3ª série
Esta carta foi enviada para a Governadora Civil de Lisboa, com conhecimento para a Sociedade Protectora dos Animais, Câmara Municipal da Amadora, Liga Portuguesa dos Direitos do Animal, Procurador-geral da República, Comandante Geral da P.S.P. e Ministro da Administração Interna.
Estando devidamente reconhecida a assinatura de quem presenciou tais factos, só não divulgamos o seu nome, para salvaguardar a sua integridade física. Infelizmente é neste país que vivemos, onde nem as autoridades policiais são competentes, para travar a criminalidade e o abuso de poder sobre os animais. É mais fácil para a policia, fechar os olhos, olhar para o lado, fingir que não vê, a prender quem maltrata e assassina cães na via pública à paulada.
Mas vamos ler esta arrepiante carta que nos foi enviada.
C.C – Câmara Municipal da Amadora
Sociedade Protectora dos Animais
Liga Portuguesa dos direitos do animal
Procurador-geral da Republica
Comandante Geral da PSP
Ministro da Administração Interna
Exmo (a) Senhor (a)
Governador Civil de Lisboa
Sra. Dra. Teresa Figueiredo de Vasconcelos Caeiro
Rua Capelo
1249-110 Lisboa
Lisboa, 17 de Agosto de 2005
Assunto: Reclamação sobre ineficiência policial na Amadora /Concelho da Mina
Lutas de cães
Exmo (a) Senhor (a)
Venho por este meio manifestar o meu total desapontamento e indignação com a prestação da Policia da Esquadra da Mina e a consequente falta de humanidade com todos os seres vivos.
Ontem, dia 16 de Agosto de 2005 às 02h10m da manhã, telefonei para a referida esquadra, afim de poderem intervir numa situação que me pareceu no mínimo lamentável e desumana, digna de um espectáculo bárbaro do século XV, mas que aparentemente sem importância para as ditas autoridades deste País, ou seja, a Av. Lourenço Marques (Amadora-Mina), teve mais uma vez a oportunidade de ouvir e ver o que se vai passando dia após dia naquela rua, além dos assaltos constantes a tudo e todos, em que inclusive também já fui vitima, somos agora observadores sem qualquer poder de acção de luta de cães constantes.
Cães esses na sua generalidade de raça “Pitt-bull” ou “Rotweiller” pertencentes a pessoas que residem no bairro de barracas na Quinta de Santa Filomena, e que se dão ao luxo de noite colocarem os seus treinados cães a morderem até matarem outros animais que passam abandonados, esses quando não morrem nas lutas, dá-se o caso que se passou ainda ontem, de os espancarem com paus na cabeça e não só, até morrerem e já não conseguiram gritar mais.
Depois dos primeiros “gritos” de aflição do cão em causa, que por acaso estava a passar na rua errada á hora errada, levantei-me e telefonei para a Policia, passando-lhe a mensagem do que se estava a passar e dizendo onde se encontravam essas “pessoas” que de humanos tem muito pouco, inclusive dizendo à policia a roupa que trazia vestida o indivíduo que estava a matar o cão, e que já não é a primeira vez, porque já foi visto em circunstâncias iguais com outras vitimas, ao qual o policial que me atendeu retorquiu que ia mandar um carro para a zona...qual não é o meu espanto que depois de 10 minutos apareceu um carro da policia, passou pelos indivíduos em causa, situados no sitio que eu referi ao telefone ou seja no fim da Av. Lourenço Marques, deu uma volta e foi-se embora, tendo eles tempo para fugirem, agarrarem no cão ainda com vida e quando a policia deu a curva da rua eles espancarem o cão até já não se ouvir mais nada...
Penso que perante uma situação destas, qualquer pessoa minimamente humana se revoltaria, porque se nem as autoridades têm competência para actuarem nestas situações, que repito são diárias, o que poderemos fazer nós cidadãos indefesos e sujeitos a todo o tipo de retaliação por parte destes indivíduos que em nada contribuem para a Sociedade.
Em resumo da explicação dada a questão que coloco é: “Em que tipo de casos está a policia apta a responder e a actuar?”, “não deverá a policia no minimo identificar as pessoas?”
Não tomando mais o tempo de V. Ex.a, agradeço toda a disponibilidade que teve em ler a minha carta.
Atentamente
Assinatura reconhecida"
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Simples Registos!

É aquele céu que o sol teima em “bronzear” a cada dia que finda, é o sabor do quente café ao abrir a fria manhã, é o cheiro das torradas pelos corredores da casa, é o vendedor de castanhas que ocupa com a sua baforeira a paisagem da baixa, é um beijo sentido, um sorriso profundo, um sono tranquilo, um animal acolhido, o afago de uma mão, o abraço de um amigo, o regresso a casa, o Porto sentido, a ribeira que se faz brindar com o refrescante verde vinho, a beleza espontânea de uma orquídea, sobrevoar montanhas e partir à descoberta do mundo errante, o capricho de um pedaço de chocolate que lentamente se derrete num interior oculto, a evasão de um fim de semana, a serenidade da correnteza de um rio, a neve que tinge o cinzento do dia, os ocres que pintam a cor da terra, a evidência de alguém, uma música que apetece dançar, a imprevisibilidade de um caminho, o nascimento que se prenuncia num segundo, a ambição de um sonho, a coerência de um sentimento, a lareira que aquece o escuro da sala, a palavra que dita o equilíbrio entre as razões, a genialidade do acto de criar... E sei lá quantas mais são, as reticências que terminam o incomplexo da nossa singular existência!
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
APELO URGENTE!
"Juntos podemos fazer a diferença!Caros Amigos,
Mais uma vez temos uma situação de extrema urgência em mãos. Recebemos um apelo de que se encontrava uma cadelinha, tipo caniche, na rua, cega e muito doente. Fomos até ao local e deparamo-nos com um sere vivo nas piores condições. O pêlo era um nó só, muito suja, deitada em cima das próprias fezes. Quase não se levantava e quando andava mancava muito. Completamente cega, andava às cabeçadas aos carros e às paredes... os seus olhos pediam ajuda. Levamo-la para ser tratada e só a tosquia levou 3 horas. O pêlo estava cheio de cimento o que provocou uma irritação na pele, o rabinho estava todo assado das fezes. Depois de tosquiada e de banho tomado nem parecia a mesma cadela. Ficou linda. Super contente pulava para cima de nós, lambendo a nossa cara como forma de agradecimento. Deixou logo de mancar e só queria correr tal era a felicidade. Conseguimos que uns vizinhos ficassem com ela em casa até arranjarmos dono definitivo mas não tiveram paciência e ontem à tarde puseram a cadela na rua (para ir dar uma volta sozinha – CEGA). Resultado... a cadelita perdeu-se. Soubemos à noite que tinha sido atropelada (o carro nem parou, claro). Uma rapariga cheia de pena e sem saber o que fazer e de quem era a cadela recolheu-a. Soubemos hoje que esta rapariga a tinha mas apesar do alivio de sabermos que a cadelita está bem continuamos com o drama de não termos sitio onde a colocar pois a rapariga não a pode ter mais. A situação é a seguinte: até às 21h temos que encontrar um sitio para abrigar esta cadelita. Deve ter 14 quilos, é cega, muito linda e meiguinha. Por favor, se não puderem recolher esta cadelita passem aos vossos contactos, não consigo imaginar no que vai acontecer se não conseguirmos sito para ela LA foto foi tirada antes de tratada... agora está muito limpinha!
Susana 966 163 005/ 964 242 926 susanalmeida99@yahoo.com" / Localidade - Barreiro
..."Caros Amigos
Infelizmente a vida da cadelinha arraçada de caniche, cega, continua a correr mal. Depois de ter sido adoptada e com a promessa que iriam tomar bem conta dela, estando a cadelinha a ser tratada às custas da SOS Bicharada, resolveram colocar a cadela na rua, sem sequer nos comunicarem. Só agora a filha telefonou, porque infelizmente a cadelinha foi atropelada e fracturou uma pata e estava lá á porta, o que os incomodava. Vai ser feita participação na policia. Está neste momento com a Susana no veterinário e estamos aflitas pois não temos um único cantinho onde a colocar....
Precisamos urgentemente de um sitio temporário ou um dono definitivo para esta cadelinha doce que merece uma vida melhor.
Junto vai foto, depois de tosquiada.
POR FAVOR AJUDEM-NOS !"

Mohandas Gandhi
sábado, 14 de janeiro de 2006
Amarras que o coração tão bem escreve...
Quando nos prendemos ao mundo.
Quando agarramos a vida.
Quando dizemos com ternura a palavra mãe.
Quando sentimos a beleza do mar, a asa da liberdade, a solidez da terra.
Quando as folhas cobrem de verde a face do mundo.
Quando o sol se levanta e não queremos que se deite e se perca num momento.
Quando a lua quase rebenta de luz e o escuro da noite empalidece.
Quando as estrelas brilham nas marés do céu.
Quando um olhar acaba em nós.
Quando um sorriso se agarra como a âncora ao chão.
Quando as palavras dos poetas se mostram como as velas de um barco.
Quando o toque se desfaz em magia.
Quando a serenidade da lembrança não se desnorteia pelos caminhos da cidade.
Quando o desejo não se perde pela loucura.
Quando a felicidade é a ambição da eternidade.
Quando te revelas o perfume de alguém.
Quando o orgulho não nos tolhe os sentidos.
Quando a sensualidade se torna num suspiro da pele.
Quando a esperança anseia pela paz.
Quando a madrugada chama pela manhã.
Quando um beijo é como uma ilha no gesto de um instante.
Quando preenches o nada de outra alma.
Quando o Outono é apenas uma estação de transição.
Quando o amor avança sem medo de falhar!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
África - o filho renegado...
"Ralph Fiennes é Justin Quayle, um alto diplomata britânico a servir no Quénia. A sua mulher Tessa (Rachel Weisz) é uma activista que aparece morta passados 10 minutos de filme. Ao investigar, Justin descobre que Tessa sabia demais e tenta encontrar justificações para a morte dela, num enredo complexo que envolve conspirações, lobbies farmacêuticos e experiências de drogas em "cobaias humanas" moribundas....
Meirelles destila competência pelos quatro costados. Tem a acutilância de um Michael Moore pela forma como mete o dedo (e as duas mãos) na ferida e tem a mestria de um Peter Jackson no modo como usa a panóplia de recursos cinematográficos que tem ao seu dispôr para transmitir a gama de fortíssimas emoções que este filme transpira.
Menti ali em cima. Terei de revelar um pouco mais do enredo para perceberem o quão profundo Meirelles é (e vai) na forma como pensa, interpreta e executa esta adaptação da obra de John Le Carré. À medida que Justin vai investigando os segredos que Tessa guardava, Meirelles executa, com notável precisão, sequências de close-ups, imagens rápidas ou travellings suaves para transmitir a dor, incompreensão ou a incerteza que pululam pela mente de Ralph Fiennes ao longo do filme. Este assina um trabalho como há muito não via, exibindo, no écran, um carácter aparentemente calmo, mas que se acaba por perder em determinados momentos, inevitavelmente. Raiva, frustração e amor são outros vocábulos pelos quais Fiennes pauta a sua excelente interpretação, sempre com a alma de Tessa, a sua "casa", como inspiração. Porque, no meio das conspirações e dos lobbies, resta o amor, se calhar o último dos mais puros sentimentos e a última hipótese de unificar a espécie humana em torno de algo maior, que não sejam os interesses económicos.
O argumento é uma adaptação de um romance, como já foi referido. Mas a sua actualidade é inquestionável e as teorias da conspiração que levanta serão, com toda a certeza, muito mais do que isso. Serão factos indesmentíveis cuja veracidade nós, simples humanos a viver os nossos dia-a-dias mesquinhos e pacatos, nunca poderemos asseverar. No entanto, a ideia de existirem lobbies farmacêuticos a facturar milhões de dólares à custa das mais vis doenças humanas, como a SIDA ou a emergente gripe das aves, está longe de parecer disparatada. Terei de relembrar as pessoas que já foram com os cães após experimentarem o tão propalado Tamiflu, esse Santo Graal contra uma epidemia que ainda nem existe?
E quantos de nós alguma vez parámos para pensar no número de vidas que custou o actual grau de sofisticação dos medicamentos? Quantas vidas, quantos sonhos, quantas esperanças... Quantas potenciais experiências em animais e humanos para que nós possamos não ter dores de cabeça ou hemorróidas. Foda-se, uma dor de cabeça... O que Meirelles nos mostra, o que aquelas pessoas aguentam e sofrem por um comprimido faz-nos relativizar quase tudo.
...
Meirelles mostra também uma África empobrecida, triste, laranja, poeirenta, perdida no espaço e no tempo, que parece ter saltado umas quantas gerações de desenvolvimento, e à qual parece faltar quase tudo, menos uma alma e uma esperança, patente na cena final do filme, demasiado poderosa. E é esta África que é, aqui, palco do maior laboratório de experiências farmacêuticas à face da terra.
Tempo é dinheiro. Vidas moribundas, e ainda mais africanas, são baratas aos olhos da ganância.
Quanto mais rápido sai o medicamento, mais dinheiro se ganha. Não importa o preço em vidas.
E o mundo é mais triste, por haver gente assim a desonrar a nossa espécie...
Fazer isto a animais é cobardia. Fazer isto aos da própria espécie é desumanidade...
Mereceremos andar aqui? Talvez não, por isso creio que a nossa extinção já terá data marcada nos cânones divinos.
São apenas algumas das minhas reflexões, cada espectador do filme terá as suas.
Como já devem ter percebido, o filme, enquanto tal, é soberbo.
...
Para o resto do mundo, Fernando Meirelles mostra, com este filme, que é um realizador de estalo, pois alia uma notável capacidade de contar histórias delicadas com a mestria cinematográfica dos melhores do ramo. O argumento é tremendamente sensível, incomoda, mas abre consciências a martelo, o que nos dias de hoje é essencial pois, de alguma forma, há coisas que têm que chegar aos olhos e ouvidos do mundo.
Restam as minhas desculpas por esta crítica não ter sido tão linear como as precedentes, mas a hora vai alta e este filme é um campo de estudo tão vasto e subjectivo que é impossível sintetizar tudo em algumas linhas...
O melhor: Os polegares levantados das crianças no final. O olhar de Ralph Fiennes. O argumento. O amor. A raiva que os lobbies, a corrupção e o "fechar de olhos" provocam no espectador. As consciências iluminadas com uma porra dum holofote de 500W. A inocência perdida. O acreditar nas nossas causas e nos nossos princípios. Fernando Meirelles.
O pior: O poster do filme, como se pode ver. Uma paneleirice tão mal escolhida que, à primeira vista, faz o filme passar por um dramalhão romântico de Domingo à tarde. Não se deixem enganar!
Veredicto: Se calhar, o melhor do ano, a par de Crash."
Obrigada Edgar.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Na iminência de 2006...
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
Pai Natal, este ano vou gritar alto os meus desejos...
Espíritos iluminados,
Almas conscientes,
Borboletas de humildade, lágrimas secas,
“Líderes” coerentes,
A dor faminta, a tortura vazia,
Conformidade entre espécies,
A ganância pobre, desfavorecida,
A timidez a perder a vergonha de Amar,
“Inteligências” inspiradas pela emoção de uma canção,
Vitória da declaração dos direitos humanos,
A justiça sem preço,
Um Jesus de novo ressuscitado,
A integridade de mãos férreas,
A democracia de cara lavada,
Preconceitos desfeitos em momentos acabados.
Enfim, sentir que amanhã os sonhos podem ir além da fantasia e ultrapassar barreiras... ainda se pudéssemos.... se a vontade não desistisse de acontecer!...
segunda-feira, 12 de dezembro de 2005
Recuso-me a aceitar que este seja considerado o maior espectáculo do Mundo!!!
http://www.animal.org.pt/
"

Trabalhador do Circo Soledad Cardinali a Pontapear e Bater Num Pónei"

"VEJA as imagens em vídeo de um trabalhador do Circo Soledad Cardinali a esbofetear um burro. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível. " http://www.animal.org.pt/
"VEJA imagens em vídeo de cavalos severamente mal tratados no Circo Chen, no Circo Americano, no Circo Atlas e no Circo Dallas. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível. " - http://www.animal.org.pt/
- "VEJA Imagens de Animais com Distúrbios Comportamentais Graves em Vários Circos Portugueses"
- "Degradante como os Ursos são Mantidos em Diferentes Circos Portugueses " http://www.animal.org.pt/
Como se pode compreender que haja quem pague para assistir a este "espectáculo" que só defino como degradante...haja quem pegue nas suas crianças e as leve a aplaudir e aceitar como sendo o circo - as torturas desumanas a que estes animais são sujeitos para entreterem os nossos tempos de forma anti-natura... O ser humano não deveria ser pautado por esta índole, não é isto que caracteriza o nosso comportamento e o distingue dos restantes animais!
Não pactuem com esta miséria a que chamam de maior espectáculo do mundo, recusem a entrada num circo que exiba como atracção, as habilidades forçadas de inocentes animais que tiveram a infelicidade de um dia nascerem escravos da ignorÂncia e prepotência humana!...
"Renas em Circos
No passado dia 23 de Outubro a LPDA foi contactada por uma agência de organização de espectáculos para crianças a propósito do uso de renas para um show de Natal.
Para além do uso de animais para espectáculos constituir uma violação dos seus direitos e do seu bem-estar, a agência foi também alertada para os perigos para a saúde pública e do impacto negativo na educação humanitária deste tipo de acções.
No dia seguinte a LPDA foi informada pela directora do espectáculo de que o mesmo será reformulado e que será usada uma alternativa à presença de animais. Uma pequena vitória para uma época (quase) natalícia em que os circos voltam a estar cheios, milhões de perus e outros animais são abatidos para as festividades, as lojas enchem-se de casacos de peles, há uma correria às compras de produtos eticamente inaceitáveis...
Com esta pequena acção reduzimos o número de animais vítimas de sofrimento numa suposta época de paz e amor!
Dr. Alexandra Pereira
Voluntária e veterinária da LPDA"
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
Porque não encontrei melhores palavras em mim...
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti."
Para alguém que um dia me abraçou como se abraça o tempo ...
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Homossexualidade - o preconceito de uma assimetria...
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
The Beautiful People!
As pessoas, por norma aborrecem-me, principalmente aquelas cujos discursos são recorrentes e nada acrescentam à nossa história. O que me fascina realmente é aquele indivíduo capaz de revelar essência, dono de uma sabedoria detentora do "know how" da vida, explicado talvez pela idade da experiência. Fico simplesmente cativada e deliciada pelas horas devoradas na companhia de tais seres, posso viajar ao sabor do conhecimento com causa, ao sabor das ideias, dos sonhos concretizados, da filosofia e política pragmática, poderei, porventura, jogar em antecipação e dar um passo à frente do futuro, compreender que as palavras têm significado e que as promessas são honradas, os valores acreditados e a fé pode não ser um dogma, que os homens erram e as mulheres suportam metade do céu... A humildade constitui a força crua da convicção e a simplicidade, bem como a inteligência, fazem brilhar o colorido destes espíritos. Eles são, afinal,"the Beautiful People"!!!








