terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

A vida presa a uma corrente!


"Imagine que vive acorrentado a um a árvore no fundo de um quintal. Está sempre atento à porta de casa, na esperança que alguém venha interagir consigo. Contudo, nunca ninguém vem ... Anseia correr e esticar as suas pernas , mas apenas consegue dar meia dúzia de passos ... Treme de frio no Inverno e exaspera com o calor do Verão... As pulgas que lhe mordem a pele são um a tortura constante ... Por vezes , fica emaranhado na corrente , o que restringe ainda mais a sua movimentação...À medida que os dias se vão transformando em semanas e os meses se vão transformando em anos, você continua a dormir, sentar-se , comer, beber, urinar e defecar dentro do mesmo raio dedois metros ... Eventualmente , desiste de ladrar para que lhe dêem atenção. Já perdeu toda a esperança de um a vida digna...É esta a triste vida de um cão acorrentado...Trocaria, por um único dia que fosse , a sua vida pela vida de um animal acorrentado? Seja qual foro motivo, a questão fundamental é que não está correcto (nem é legal) manter-se um cão acorrentado. Os humanos têm muito com que se entreter: televisão, passeios ,compras , jornais , desporto, etc. O seu cão só o tem a si! É de sua responsabilidade proporcionar-lhe as condições de bem estar para uma vida digna e feliz."
Fonte: «“Cães Sem Correntes”: Campanha de Pelos Animais — Associação de Sensibilização Para os Direitos dos Animais»
"O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo."
Émile Zola

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

620 mil esperam a mesma reação ....

"Nota: Números válidos apenas para a Holanda, pois no mundo todo de 50 a 100 milhões de animais são torturados anualmente por cientistas sádicos.
A Publicis Dialog criou uma impactante campanha para a Proefdiervrij (Associação Holandesa Contra Experimentação Animal).
O objetivo é conscientizar as pessoas para comprarem apenas cosméticos livres de crueldade, já que a principal maneira de acabar com esse ato brutal é simplesmente não comprar.
No hotsite criado para a campanha, o consumidor pode descobrir quais produtos são ou não testados em animais. O título dos anúncios impressos diz: "Diga não a experimentação animal para cosméticos"." ...





..."É bom lembrar que, não apenas a indústria de cosméticos, mas também a de medicamentos é plenamente capaz de abolir a experimentação animal. Para mais informações e estudos, acesse os links:
Testing Today (BUAV) Behind The Beauty Stop Animal Tests Covance Cruelty Testes da Huntingdon Life Sciences com cães (.mpg - 8.6 MB) Caso Huntingdon (Wikipedia) Animal Testing (Wikipedia) Testes em Animais 50 Conseqüências Fatais da Experimentação em Animais Consumo Consciente"

In http://www.brainstorm9.com.br/

Marcas de produtos (cosméticos) não testados em animais: Nivea www.nivea.com, Avon www.avon.com, O Boticário, Chanel, Christian Dior, Clinique Labs, Estée Lauder, Revlon, The Body Shop, Victoria Secrets, Yves Rocher www.yves-rocher.com, Donna Karan Beauty Company www.donnakaran.com ,Estée Lauder www.esteelauder.com,
Tommy Hilfiger www.tommy.com...

Estes e outros produtos em:

http://www.caringconsumer.com/searchcompany.asp

"Eu abomino a vivissecção. Devia pelo menos ser restringida. Melhor, devia ser abolida. Eu não conheço qualquer avanço através da vivissecção, nenhuma descoberta cientifica, que não pudesse ter sido obtida sem tamanha barbárie e violência. Toda a ideia é perversa."
Charles Mayo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Em nome da vaidade humana!

Dia Internacional de Protesto Contra o Uso de Pêlo



" [Pêlo e Peles] - As Peles: Um Genocídio Aberrante
A injustificabilidade do uso de peles de animais é ainda maior quando se tem em consideração o facto de existirem imensas alternativas sintéticas – e, portanto, não-cruéis – ao uso de peles naturais. Os materiais sintéticos conseguem, de resto, ser muito mais bonitos, elegantes, confortáveis e quentes do que as peles naturais, razão pela qual ainda mais injustificável se torna o uso destas. Não participe neste massacre. Não use peles nem pêlo de animais. Prefira as alternativas sintéticas. Eles agradecem."

..."Fátima Lopes e o Sofrimento dos Animais. Todos temos que saber!
Faça o Download Aqui"(*)

"A recém-formada Coligação Internacional Contra o Uso de Pêlo, representada em Portugal pela ANIMAL, e sendo formada por grupos e organizações de todo o mundo, assinalará na próxima 2.ª feira, dia 13 de Fevereiro, o maior protesto internacional (que acontecerá em simultâneo a partir de 32 cidades do mundo) contra a produção, comércio e uso de pêlo genuíno.
Este protesto acontecerá simbolicamente frente a embaixadas e consulados da China de todo o mundo, tendo em consideração que, cada vez mais, as quintas de peles na Europa e nos EUA estão a cessar actividade e o pêlo de raposas, coelhos, visons, martas, chinchilas, cães e gatos, entre outros animais, é exportado da China para os mercados europeu e norte-americano, a um preço muito reduzido, tendo estes animais sido criados e mortos em condições ainda mais cruéis e miseráveis do que nas já de si cruéis quintas de peles europeias e norte-americanas." - http://plosanimais.blogspot.com/



"Enquanto matarmos e torturarmos animais, vamos continuar a torturar e a matar seres humanos - vamos ter guerra. Matar precisa de ser ensaiado e aprendido em pequena escala; enquanto prendermos animais em gaiolas, teremos prisões, porque prender precisa de ser aprendido em pequena escala; enquanto escravizarmos os animais, teremos escravos humanos, porque escravizar precisa de ser aprendido em pequena escala."

Edgar Kupfer-Koberwitz

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

"Sometimes they can make it on their own!"

...E assim os U2 conseguem ver premiado mais um trabalho "How to Dismantle an Atomic Bomb", desta vez com cinco Grammys Awards (em todas as categorias para que estavam nomeados)... poderei dizer que é só somar e seguir, são hoje e sempre a melhor banda do MUNDO!



..."The end is not as fun as the start
Please stay a child somewhere in your heart"...

"O beijo de Bono
Bono Vox beija a barriga de Gwen Stefani, depois de a cantora norte-americana ter anunciado os U2 como vencedores de mais um Grammy"..." Foto: Richard Hartog/Los Angeles Times/AP"


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Pura Crueldade!

Venho aqui divulgar a desgraça que aconteceu na AFECTU - Associação de Protecção Animais em Aveiro. Esta associação foi altamente vandalizada, levaram toda a ração, vassouras, bacias, medicamentos, mantas, tudo.
Estão sem nada, e desesperados! Parece que até muros partiram. A notícia saiu no Diário de Notícias no passado dia 18.
Eles estão a pedir encarecidamente ajuda, nem que seja uma vassoura. Ontem parece que os animais só tiveram o que comer por generosidade de um veterinário da zona.
Sei que a vida é difícil para quase todos, de modo geral, mas se esta associação não tiver ajuda urgente não se sabe o que vai ser daqueles animais.

Deixo aqui o site da associação , e por favor divulguem, já é uma grande ajuda.
http://afectu.bedigital.tv/

Se entretanto, mesmo sem visitarem o site, decidirem ajudar, mesmo que seja com alguns poucos “eurozitos”, poderão
fazer os donativos através da conta no Banco Bilbau e Vizcaya Argentária com o
NIB: 0019 0011 0020 0045 1640 3
Se preferir contribuir com alimentação, mantas, tapetes, artigos de limpeza ou qualquer outro donativo
Poderá contactar a Associação através do telemóvel 968625207
Ou para o Apartado 3863811-901 Aveiro
Ou ainda através do e-mail afectu@bedigital.tv"

Associação dos Amigos dos Animais do Porto
http://www.aaaporto.com//php/destaques.php?idt=1548

"Aqueles que se recusam a ser chamados à razão, são intolerantes; aqueles que não conseguem, são idiotas; e aqueles que não se atrevem, são escravos."

Lord Byron

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

"Reclamação sobre ineficiência policial na Amadora /Concelho da Mina"

(Retirado de http://www.sp-animais.pt/pt/spa_carta.html)

"o Zoófilo - Outubro/Dezembro 2004 - nº 25 - 3ª série

Esta carta foi enviada para a Governadora Civil de Lisboa, com conhecimento para a Sociedade Protectora dos Animais, Câmara Municipal da Amadora, Liga Portuguesa dos Direitos do Animal, Procurador-geral da República, Comandante Geral da P.S.P. e Ministro da Administração Interna.
Estando devidamente reconhecida a assinatura de quem presenciou tais factos, só não divulgamos o seu nome, para salvaguardar a sua integridade física. Infelizmente é neste país que vivemos, onde nem as autoridades policiais são competentes, para travar a criminalidade e o abuso de poder sobre os animais. É mais fácil para a policia, fechar os olhos, olhar para o lado, fingir que não vê, a prender quem maltrata e assassina cães na via pública à paulada.
Mas vamos ler esta arrepiante carta que nos foi enviada.

C.C – Câmara Municipal da Amadora
Sociedade Protectora dos Animais
Liga Portuguesa dos direitos do animal
Procurador-geral da Republica
Comandante Geral da PSP
Ministro da Administração Interna

Exmo (a) Senhor (a)
Governador Civil de Lisboa
Sra. Dra. Teresa Figueiredo de Vasconcelos Caeiro
Rua Capelo
1249-110 Lisboa

Lisboa, 17 de Agosto de 2005

Assunto: Reclamação sobre ineficiência policial na Amadora /Concelho da Mina

Lutas de cães

Exmo (a) Senhor (a)

Venho por este meio manifestar o meu total desapontamento e indignação com a prestação da Policia da Esquadra da Mina e a consequente falta de humanidade com todos os seres vivos.
Ontem, dia 16 de Agosto de 2005 às 02h10m da manhã, telefonei para a referida esquadra, afim de poderem intervir numa situação que me pareceu no mínimo lamentável e desumana, digna de um espectáculo bárbaro do século XV, mas que aparentemente sem importância para as ditas autoridades deste País, ou seja, a Av. Lourenço Marques (Amadora-Mina), teve mais uma vez a oportunidade de ouvir e ver o que se vai passando dia após dia naquela rua, além dos assaltos constantes a tudo e todos, em que inclusive também já fui vitima, somos agora observadores sem qualquer poder de acção de luta de cães constantes.
Cães esses na sua generalidade de raça “Pitt-bull” ou “Rotweiller” pertencentes a pessoas que residem no bairro de barracas na Quinta de Santa Filomena, e que se dão ao luxo de noite colocarem os seus treinados cães a morderem até matarem outros animais que passam abandonados, esses quando não morrem nas lutas, dá-se o caso que se passou ainda ontem, de os espancarem com paus na cabeça e não só, até morrerem e já não conseguiram gritar mais.
Depois dos primeiros “gritos” de aflição do cão em causa, que por acaso estava a passar na rua errada á hora errada, levantei-me e telefonei para a Policia, passando-lhe a mensagem do que se estava a passar e dizendo onde se encontravam essas “pessoas” que de humanos tem muito pouco, inclusive dizendo à policia a roupa que trazia vestida o indivíduo que estava a matar o cão, e que já não é a primeira vez, porque já foi visto em circunstâncias iguais com outras vitimas, ao qual o policial que me atendeu retorquiu que ia mandar um carro para a zona...qual não é o meu espanto que depois de 10 minutos apareceu um carro da policia, passou pelos indivíduos em causa, situados no sitio que eu referi ao telefone ou seja no fim da Av. Lourenço Marques, deu uma volta e foi-se embora, tendo eles tempo para fugirem, agarrarem no cão ainda com vida e quando a policia deu a curva da rua eles espancarem o cão até já não se ouvir mais nada...
Penso que perante uma situação destas, qualquer pessoa minimamente humana se revoltaria, porque se nem as autoridades têm competência para actuarem nestas situações, que repito são diárias, o que poderemos fazer nós cidadãos indefesos e sujeitos a todo o tipo de retaliação por parte destes indivíduos que em nada contribuem para a Sociedade.
Em resumo da explicação dada a questão que coloco é: “Em que tipo de casos está a policia apta a responder e a actuar?”, “não deverá a policia no minimo identificar as pessoas?”
Não tomando mais o tempo de V. Ex.a, agradeço toda a disponibilidade que teve em ler a minha carta.
Subscrevo-me com os melhores cumprimentos,
Atentamente
Assinatura reconhecida"

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Simples Registos!

Passamos o tempo a complicar a vida, contudo, e ao que parece, é a simplicidade que dá sentido ao que vivemos. São os momentos simples que mais nos preenchem e triunfam na nossa memória;
(c) Mintegui

É aquele céu que o sol teima em “bronzear” a cada dia que finda, é o sabor do quente café ao abrir a fria manhã, é o cheiro das torradas pelos corredores da casa, é o vendedor de castanhas que ocupa com a sua baforeira a paisagem da baixa, é um beijo sentido, um sorriso profundo, um sono tranquilo, um animal acolhido, o afago de uma mão, o abraço de um amigo, o regresso a casa, o Porto sentido, a ribeira que se faz brindar com o refrescante verde vinho, a beleza espontânea de uma orquídea, sobrevoar montanhas e partir à descoberta do mundo errante, o capricho de um pedaço de chocolate que lentamente se derrete num interior oculto, a evasão de um fim de semana, a serenidade da correnteza de um rio, a neve que tinge o cinzento do dia, os ocres que pintam a cor da terra, a evidência de alguém, uma música que apetece dançar, a imprevisibilidade de um caminho, o nascimento que se prenuncia num segundo, a ambição de um sonho, a coerência de um sentimento, a lareira que aquece o escuro da sala, a palavra que dita o equilíbrio entre as razões, a genialidade do acto de criar... E sei lá quantas mais são, as reticências que terminam o incomplexo da nossa singular existência!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

APELO URGENTE!

"Juntos podemos fazer a diferença!

Caros Amigos,


Mais uma vez temos uma situação de extrema urgência em mãos. Recebemos um apelo de que se encontrava uma cadelinha, tipo caniche, na rua, cega e muito doente. Fomos até ao local e deparamo-nos com um sere vivo nas piores condições. O pêlo era um nó só, muito suja, deitada em cima das próprias fezes. Quase não se levantava e quando andava mancava muito. Completamente cega, andava às cabeçadas aos carros e às paredes... os seus olhos pediam ajuda. Levamo-la para ser tratada e só a tosquia levou 3 horas. O pêlo estava cheio de cimento o que provocou uma irritação na pele, o rabinho estava todo assado das fezes. Depois de tosquiada e de banho tomado nem parecia a mesma cadela. Ficou linda. Super contente pulava para cima de nós, lambendo a nossa cara como forma de agradecimento. Deixou logo de mancar e só queria correr tal era a felicidade. Conseguimos que uns vizinhos ficassem com ela em casa até arranjarmos dono definitivo mas não tiveram paciência e ontem à tarde puseram a cadela na rua (para ir dar uma volta sozinha – CEGA). Resultado... a cadelita perdeu-se. Soubemos à noite que tinha sido atropelada (o carro nem parou, claro). Uma rapariga cheia de pena e sem saber o que fazer e de quem era a cadela recolheu-a. Soubemos hoje que esta rapariga a tinha mas apesar do alivio de sabermos que a cadelita está bem continuamos com o drama de não termos sitio onde a colocar pois a rapariga não a pode ter mais. A situação é a seguinte: até às 21h temos que encontrar um sitio para abrigar esta cadelita. Deve ter 14 quilos, é cega, muito linda e meiguinha. Por favor, se não puderem recolher esta cadelita passem aos vossos contactos, não consigo imaginar no que vai acontecer se não conseguirmos sito para ela LA foto foi tirada antes de tratada... agora está muito limpinha!

Susana 966 163 005/ 964 242 926 susanalmeida99@yahoo.com" / Localidade - Barreiro

..."Caros Amigos

Infelizmente a vida da cadelinha arraçada de caniche, cega, continua a correr mal. Depois de ter sido adoptada e com a promessa que iriam tomar bem conta dela, estando a cadelinha a ser tratada às custas da SOS Bicharada, resolveram colocar a cadela na rua, sem sequer nos comunicarem. Só agora a filha telefonou, porque infelizmente a cadelinha foi atropelada e fracturou uma pata e estava lá á porta, o que os incomodava. Vai ser feita participação na policia. Está neste momento com a Susana no veterinário e estamos aflitas pois não temos um único cantinho onde a colocar....
Precisamos urgentemente de um sitio temporário ou um dono definitivo para esta cadelinha doce que merece uma vida melhor.
Junto vai foto, depois de tosquiada.

POR FAVOR AJUDEM-NOS !"



"Deveríamos ser capazes de recusar-nos a viver se o preço da vida é a tortura de seres sensíveis."



Mohandas Gandhi

sábado, 14 de janeiro de 2006

Amarras que o coração tão bem escreve...

As amarras de amar nos histórias de encantar;

Quando nos prendemos ao mundo.
Quando agarramos a vida.

Quando dizemos com ternura a palavra mãe.
Quando sentimos a beleza do mar, a asa da liberdade, a solidez da terra.

Quando as folhas cobrem de verde a face do mundo.
Quando o sol se levanta e não queremos que se deite e se perca num momento.

Quando a lua quase rebenta de luz e o escuro da noite empalidece.
Quando as estrelas brilham nas marés do céu.
Quando um olhar acaba em nós.

Quando um sorriso se agarra como a âncora ao chão.
Quando as palavras dos poetas se mostram como as velas de um barco.
Quando o toque se desfaz em magia.

Quando a serenidade da lembrança não se desnorteia pelos caminhos da cidade.
Quando o desejo não se perde pela loucura.

Quando a felicidade é a ambição da eternidade.
Quando te revelas o perfume de alguém.

Quando o orgulho não nos tolhe os sentidos.
Quando a sensualidade se torna num suspiro da pele.

Quando a esperança anseia pela paz.
Quando a madrugada chama pela manhã.

Quando um beijo é como uma ilha no gesto de um instante.
Quando preenches o nada de outra alma.

Quando o Outono é apenas uma estação de transição.
Quando o amor avança sem medo de falhar!


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(c) Jorge Palma

"Quando olhas para mim e vês o que eu vejo"... já é tanto para esta noite, quero parar, mas não consigo, quero apenas voar, sobrevoar o monte, o planalto, sentir os cheiros, o vento, não desistir e entender o mundo, entender o que pensam os homens dos seus silêncios?...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

África - o filho renegado...

"Ralph Fiennes é Justin Quayle, um alto diplomata britânico a servir no Quénia. A sua mulher Tessa (Rachel Weisz) é uma activista que aparece morta passados 10 minutos de filme. Ao investigar, Justin descobre que Tessa sabia demais e tenta encontrar justificações para a morte dela, num enredo complexo que envolve conspirações, lobbies farmacêuticos e experiências de drogas em "cobaias humanas" moribundas.
...
Meirelles destila competência pelos quatro costados. Tem a acutilância de um Michael Moore pela forma como mete o dedo (e as duas mãos) na ferida e tem a mestria de um Peter Jackson no modo como usa a panóplia de recursos cinematográficos que tem ao seu dispôr para transmitir a gama de fortíssimas emoções que este filme transpira.

Menti ali em cima. Terei de revelar um pouco mais do enredo para perceberem o quão profundo Meirelles é (e vai) na forma como pensa, interpreta e executa esta adaptação da obra de John Le Carré. À medida que Justin vai investigando os segredos que Tessa guardava, Meirelles executa, com notável precisão, sequências de close-ups, imagens rápidas ou travellings suaves para transmitir a dor, incompreensão ou a incerteza que pululam pela mente de Ralph Fiennes ao longo do filme. Este assina um trabalho como há muito não via, exibindo, no écran, um carácter aparentemente calmo, mas que se acaba por perder em determinados momentos, inevitavelmente. Raiva, frustração e amor são outros vocábulos pelos quais Fiennes pauta a sua excelente interpretação, sempre com a alma de Tessa, a sua "casa", como inspiração. Porque, no meio das conspirações e dos lobbies, resta o amor, se calhar o último dos mais puros sentimentos e a última hipótese de unificar a espécie humana em torno de algo maior, que não sejam os interesses económicos.

O argumento é uma adaptação de um romance, como já foi referido. Mas a sua actualidade é inquestionável e as teorias da conspiração que levanta serão, com toda a certeza, muito mais do que isso. Serão factos indesmentíveis cuja veracidade nós, simples humanos a viver os nossos dia-a-dias mesquinhos e pacatos, nunca poderemos asseverar. No entanto, a ideia de existirem lobbies farmacêuticos a facturar milhões de dólares à custa das mais vis doenças humanas, como a SIDA ou a emergente gripe das aves, está longe de parecer disparatada. Terei de relembrar as pessoas que já foram com os cães após experimentarem o tão propalado Tamiflu, esse Santo Graal contra uma epidemia que ainda nem existe?

E quantos de nós alguma vez parámos para pensar no número de vidas que custou o actual grau de sofisticação dos medicamentos? Quantas vidas, quantos sonhos, quantas esperanças... Quantas potenciais experiências em animais e humanos para que nós possamos não ter dores de cabeça ou hemorróidas. Foda-se, uma dor de cabeça... O que Meirelles nos mostra, o que aquelas pessoas aguentam e sofrem por um comprimido faz-nos relativizar quase tudo.
...
Meirelles mostra também uma África empobrecida, triste, laranja, poeirenta, perdida no espaço e no tempo, que parece ter saltado umas quantas gerações de desenvolvimento, e à qual parece faltar quase tudo, menos uma alma e uma esperança, patente na cena final do filme, demasiado poderosa. E é esta África que é, aqui, palco do maior laboratório de experiências farmacêuticas à face da terra.

Tempo é dinheiro. Vidas moribundas, e ainda mais africanas, são baratas aos olhos da ganância.
Quanto mais rápido sai o medicamento, mais dinheiro se ganha. Não importa o preço em vidas.
E o mundo é mais triste, por haver gente assim a desonrar a nossa espécie...
Fazer isto a animais é cobardia. Fazer isto aos da própria espécie é desumanidade...
Mereceremos andar aqui? Talvez não, por isso creio que a nossa extinção já terá data marcada nos cânones divinos.

São apenas algumas das minhas reflexões, cada espectador do filme terá as suas.
Como já devem ter percebido, o filme, enquanto tal, é soberbo.
...
Para o resto do mundo, Fernando Meirelles mostra, com este filme, que é um realizador de estalo, pois alia uma notável capacidade de contar histórias delicadas com a mestria cinematográfica dos melhores do ramo. O argumento é tremendamente sensível, incomoda, mas abre consciências a martelo, o que nos dias de hoje é essencial pois, de alguma forma, há coisas que têm que chegar aos olhos e ouvidos do mundo.
Restam as minhas desculpas por esta crítica não ter sido tão linear como as precedentes, mas a hora vai alta e este filme é um campo de estudo tão vasto e subjectivo que é impossível sintetizar tudo em algumas linhas...

O melhor: Os polegares levantados das crianças no final. O olhar de Ralph Fiennes. O argumento. O amor. A raiva que os lobbies, a corrupção e o "fechar de olhos" provocam no espectador. As consciências iluminadas com uma porra dum holofote de 500W. A inocência perdida. O acreditar nas nossas causas e nos nossos princípios. Fernando Meirelles.

O pior: O poster do filme, como se pode ver. Uma paneleirice tão mal escolhida que, à primeira vista, faz o filme passar por um dramalhão romântico de Domingo à tarde. Não se deixem enganar!

Veredicto: Se calhar, o melhor do ano, a par de Crash."

Obrigada Edgar.



sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Na iminência de 2006...

"Tudo aquilo que se tem, é tudo aquilo que se dá!"
SEJAM SOLIDÁRIOS! * NÃO PODEMOS MUDAR O MUNDO, MAS O QUE PODEMOS, DEVEMOS!

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(Isto a propósito do ano novo que se avizinha e desta ternurenta foto dos meus cães... Não resisti!)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Pai Natal, este ano vou gritar alto os meus desejos...

Se pudéssemos ter um planeta renascido, com;

Espíritos iluminados,
Almas conscientes,


Borboletas de humildade, lágrimas secas,

A humanidade fluida no mesmo rio,

Líderes” coerentes,
A dor faminta, a tortura vazia,

Conformidade entre espécies,
A ganância pobre, desfavorecida,

A timidez a perder a vergonha de Amar,

A imposição da liberdade,
Inteligências” inspiradas pela emoção de uma canção,

Vitória da declaração dos direitos humanos,
A justiça sem preço,

Um Jesus de novo ressuscitado,
A integridade de mãos férreas,
Eles” a deixar-nos voar sem correntezas...
A democracia de cara lavada,

Preconceitos desfeitos em momentos acabados.

Enfim, sentir que amanhã os sonhos podem ir além da fantasia e ultrapassar barreiras... ainda se pudéssemos.... se a vontade não desistisse de acontecer!...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Recuso-me a aceitar que este seja considerado o maior espectáculo do Mundo!!!

" VEJA as imagens em vídeo de Victor Hugo Cardinali, dono e director do Circo Victor Hugo Cardinali, a picar elefantes na zona dos olhos e da tromba durante o espectáculo de circo. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível. "
http://www.animal.org.pt/

"VEJA as imagens em vídeo de Soledad Cardinali, dona e directora do Circo Soledad Cardinali, a chicotear repetidamente um pónei numa sessão de treino filmada secretamente pela ANIMAL-ADI. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível. " http://www.animal.org.pt/

"VEJA as imagens em vídeo de um trabalhador do Circo Soledad Cardinali a dar pontapés e bater em póneis enquanto os treina. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível. " http://www.animal.org.pt/

"


Trabalhador do Circo Soledad Cardinali a Pontapear e Bater Num Pónei"






"VEJA as imagens em vídeo de dois trabalhadores do Circo Soledad Cardinali a atormentarem um chimpanzé. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível. " http://www.animal.org.pt/


"VEJA as imagens em vídeo de um trabalhador do Circo Soledad Cardinali a esbofetear um burro. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível. " http://www.animal.org.pt/

"VEJA imagens em vídeo de cavalos severamente mal tratados no Circo Chen, no Circo Americano, no Circo Atlas e no Circo Dallas. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível. " - http://www.animal.org.pt/

- "VEJA Imagens de Animais com Distúrbios Comportamentais Graves em Vários Circos Portugueses"

http://www.animal.org.pt/

- "Degradante como os Ursos são Mantidos em Diferentes Circos Portugueses " http://www.animal.org.pt/

Como se pode compreender que haja quem pague para assistir a este "espectáculo" que só defino como degradante...haja quem pegue nas suas crianças e as leve a aplaudir e aceitar como sendo o circo - as torturas desumanas a que estes animais são sujeitos para entreterem os nossos tempos de forma anti-natura... O ser humano não deveria ser pautado por esta índole, não é isto que caracteriza o nosso comportamento e o distingue dos restantes animais!

Não pactuem com esta miséria a que chamam de maior espectáculo do mundo, recusem a entrada num circo que exiba como atracção, as habilidades forçadas de inocentes animais que tiveram a infelicidade de um dia nascerem escravos da ignorÂncia e prepotência humana!...

"Renas em Circos
No passado dia 23 de Outubro a LPDA foi contactada por uma agência de organização de espectáculos para crianças a propósito do uso de renas para um show de Natal.

Para além do uso de animais para espectáculos constituir uma violação dos seus direitos e do seu bem-estar, a agência foi também alertada para os perigos para a saúde pública e do impacto negativo na educação humanitária deste tipo de acções.

No dia seguinte a LPDA foi informada pela directora do espectáculo de que o mesmo será reformulado e que será usada uma alternativa à presença de animais. Uma pequena vitória para uma época (quase) natalícia em que os circos voltam a estar cheios, milhões de perus e outros animais são abatidos para as festividades, as lojas enchem-se de casacos de peles, há uma correria às compras de produtos eticamente inaceitáveis...

Com esta pequena acção reduzimos o número de animais vítimas de sofrimento numa suposta época de paz e amor!

Dr. Alexandra Pereira

Voluntária e veterinária da LPDA"

http://www.lpda.pt//index2.htm

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Porque não encontrei melhores palavras em mim...

"A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.


Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.

Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti."

Para alguém que um dia me abraçou como se abraça o tempo ...

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Homossexualidade - o preconceito de uma assimetria...

Foto:"X. Maya"
Interessante como os outros ganham dimensão e interesse quando nos "merecem" que lhes apontemos o dedo. Parece-nos sempre tão fácil acusar, rotular e discriminar, como se todos nós não tivéssemos telhados de vidro. Nunca coube no meu âmbito de compreensão o porquê da diferença constituir, usualmente, uma ameaça... (Mas uma ameaça a quê???) o porquê do preconceito, do cinismo e da hipocrisia se sobreporem ao campo dos afectos e da razão? Não seria de mais utilidade se apenas coexistíssemos e tão simplesmente abraçássemos como valor maior o respeito pelo espaço e liberdade de outrem? Concerteza que a capa da nossa integridade/dignidade seria também salvaguardada.
Faz-me impressão que alguém seja diminuído ao nosso olhar, só porque a natureza quis que a sua orientação sexual fosse distinta, não se tratando de uma escolha pessoal ou de uma doença física ou psíquica, será apenas uma "desigualdade" imposta, ou talvez uma originalidade divina !?...

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

The Beautiful People!

Foto: "Marleninha"
As pessoas, por norma aborrecem-me, principalmente aquelas cujos discursos são recorrentes e nada acrescentam à nossa história. O que me fascina realmente é aquele indivíduo capaz de revelar essência, dono de uma sabedoria detentora do "know how" da vida, explicado talvez pela idade da experiência. Fico simplesmente cativada e deliciada pelas horas devoradas na companhia de tais seres, posso viajar ao sabor do conhecimento com causa, ao sabor das ideias, dos sonhos concretizados, da filosofia e política pragmática, poderei, porventura, jogar em antecipação e dar um passo à frente do futuro, compreender que as palavras têm significado e que as promessas são honradas, os valores acreditados e a fé pode não ser um dogma, que os homens erram e as mulheres suportam metade do céu... A humildade constitui a força crua da convicção e a simplicidade, bem como a inteligência, fazem brilhar o colorido destes espíritos. Eles são, afinal,"the Beautiful People"!!!

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

CHOCANTE, MAS BRILHANTE!!!


"TBWA Paris"

"TBWA Paris"

"Não trate os outros como não gostaria de ser tratado"
..."Um dia muito mais pessoas irão entender o sentido dessa frase e que uma evolução natural passa por mudança de hábitos há tanto tempo praticados de forma insensata. Mas tudo bem, senão vai por bem, vai por mal."...

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

A triste poesia de ser actor...

Onde páram os actores de verdade?!
Foto:"Vitor Dias Ferreira"
Começa a cansar ir ao cinema, teatro, olhar a TV e ver pouco mais que um desfilar de palmo e meio de caras bonitas na tela. Quem disse que a representação se destina a ser a ocupação de manequins na pré-reforma? A representação é uma arte subliminar, não é suficiente saber caminhar por uma "passerele" e ser fotogénico... O talento é inato, mas a técnica faz o saber expressar emoções, ideias, vivências muitas vezes estranhas às experiências pessoais.
A formação,o conhecimento, a bagagem cultural, são pressupostos fundamentais.

Os artistas que se completam, neste conjunto, são aqueles que preenchem fileiras no desemprego (papel ingrato). Tenho dificuldade em compreender os critérios de escolha dos directores, produtores ou realizadores de peças,...valerá o conceito de usar e deitar fora?
S
im, porque não assistimos ao desempenho da qualidade que assegura longevidade e
consistência, muito menos ameaço de carreiras.

Enfim, entristece-me, a realidade de pessoas ombreadas por uma genialidade arrecadada em armários esquecidos...

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

O País do Surreal!!

Quando a Sr.ª Fátima Felgueiras (entre outros senhores) ganha por maioria a Câmara Municipal de Felgueiras, nas eleições autárquicas de ontem... só me ocorre pensar que algo de muito podre acontece no "reino". É por estas alturas que ser português me envergonha e, se dúvidas houvesse, agora a evidência fala por si: vivemos num país de terceiro mundo, onde a corrupção domina e se impõe com o aval da democracia!... http://criticomusical.blogspot.com//

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Assim vai Portugal!!

Por vezes, questiono os resultados daquela nossa florida revolução... Fariam os responsáveis, os lutadores e, porventura, sacrificados da mesma, ideia de que, ao fim de trinta anos após a implementação da ideal democracia, iríamos assistir à inércia de uma instituição chamada justiça e passividade de um povo tão "inoportunamente" brando nos seus costumes, face a escândalos como o que constitui as candidaturas às autárquicas deste Portugal, de indivíduos sujos pela corrupção e má conduta?...
Que cegueira é esta que "tolhe" os valores e rectidão de carácter desta nossa nação?! Recuso-me a aceitar esta leveza na tolerância que nos assola... Vivemos tempos ingratos, que jogam em vão o fundamento de um sonho, acreditado a 25 de Abril do ano de 1974.
A nossa geração merece mais e melhor!... Pois fomos educados a crer que valeria a pena expressar a nossa vontade na língua de Camões. Acalento ainda a esperança de testemunhar, o erguer da dignidade de um orgulhoso país, que dá pelo nome de Portugal...Sou talvez uma optimista!

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Cultura, a quanto obrigas???

Foto:"Luis Vieira"
Houvesse alguém capaz de me explicar como se pretende que o usufruto daquilo que se faz em Portugal, em termos culturais, seja, nada mais que uma mera alucinação. Diz-se que em detrimento do cinema, seria útil a escolha por uma representação teatral, ida a uma galeria de arte - visionar um exposição ou mesmo atentar os museus... sim senhora, talvez pelo caminho concordasse, não fosse o facto de um bilhete para assistir a uma sessão de cinema, custar 5€ e uma entrada no teatro ficar pela irrisória quantia de 15€, o desequilibrio é evidente (para já não falar nos concertos de música, nomeadamente a ópera - absolutamente inacessível). No contexto sócio-económico em que nos integramos, como podemos nós darmo-nos a estes luxos?!
Os livros centram-se num outro estigma, apela-se à leitura, ao conhecimento, e quando somos impelidos por aquela vontade exacerbada de adquirir o tal romance, o tal escritor, deparamo-nos com aquele impune obstáculo que se determina por mais de 15€ + IVA cada. Nem mesmo as promoções lhe valem... É caso para se dizer: "assim vai a amargura da nossa cultura".
Esta não é, definitivamente, a melhor forma de combater o marasmo que tende em instalar-se no intelecto de um país, subjugado por uma pesada herança que teima em perder-se pelo desinteresse... pelo comodismo de uma elite.

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Crash - Uma dura realidade...


"Crash
Ano: 2004
Realizador: Paul Haggis
Actores: Don Cheadle, Sandra Bullock, Matt Dillon, Brendan Frasier
Continuando numa de filmes sérios, e sem desancar ou aparvalhar, segue-se esta magnífica e actual obra de Paul Haggis, realizador que se aventurou no cinema após longa carreira na televisão, e que agora, pelos vistos, espalha talento por Hollywood fora, como uma cadela com o cio a espalhar ferormonas.Realizado, escrito e produzido pelo dito, esta obra reduz-se a duas palavras: preconceito e estereótipo. Mas trata uma temática bem mais vasta pois, ao analisar "à lá Pulp Fiction" as histórias separadas de diversas pessoas, escrutiniza ao detalhe a extrema complexidade de cada ser humano e a suprema dificuldade que ele tem em coexistir com o vizinho do lado, se ele não compartilhar a sua raça, crença ou religião. Ao mesmo tempo, estirpa com precisão cirúrgica o quão erróneas podem ser as primeiras impressões sobre determinada pessoa, analisando "o lado de lá" e mostrando que, por vezes, esse lado pode não ser o que aparenta ser. Mas por vezes também é.Cinematicamente, tudo está alinhado e afinado pelo melhor diapasão. O elenco é escolhido a dedo, Don Cheadle está a um nível oscarizável, Brendan Frasier é ressuscitado... até Sandra Bullock parece boa actriz! De referir o "cameo" de Tony Danza, desaparecido há muito destas lides. Todos sabem o seu papel e todos o desempenham com naturalidade, fluidez e eficácia, fruto de um argumento e de uns diálogos realmente bons.Em termos de estrutura, aproxima-se muito do excelente Magnólia, e ao qual também não falta uma "chuva de sapos" perto do fim.No geral, é uma história de realidade, de vidas, de seres, de pessoas intrincadas, onde sobressaem ódios estereotipados e sentimentos mesquinhos para com o próximo, em vez de uma saudável convivência geradora de evidentes benefícios para o futuro da espécie humana.Mas não é um filme pessimista. Aliás, acaba por ser uma história de redenção, ao mostrar ao espectador que as circunstâncias da vida podem fazer com que os "pretos" não sejam todos ladrões, os "árabes" não sejam todos terroristas ou que os "mexicanos" não sejam todos ressabiados preguiçosos, e que, acima de tudo, não devemos deixar que quaisquer diferenças possam ser geradoras de atritos. Aceitemos o próximo tal como ele é, com as suas virtudes e defeitos, porque a vida é muito curta para ser desperdiçada...
O melhor: A cena do filme que ilustra o poster deste post.
O pior: Não reparei em nada de importante...
Veredicto: Para ver e pensar bem no que andamos aqui a fazer."
(Do especial Edgar)

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

O manifesto do inconsciente...

Se tivesse optado pela medicina, seria psiquiatra, porque no corpo humano, o cérebro é a parte que mais desperta o meu fascínio...A complexidade do funcionamento, o mistério que encerra, o domínio que impõe sobre o nosso desempenho, as fronteiras ténues traçadas entre a loucura e a sanidade, a tristeza e a alegria, a calma e a ansiedade, a fantasia e a realidade...tudo se encontra sob a alçada do seu arbitrio.

O inconsciente, define a inacessibilidade e a genialidade de uma matéria completa. Este, anuncia-se através das formas menos palpáveis: os sonhos - metáforas de uma possibilidade irascível... e a intuição - fruto da sensibilidade bruta. Vejo a intuição, como a capacidade de oscular a um ponto extremo, a mensagem emitida por um estado irreflexo. Arriscamos uma ideia, um acto, cuja determinação desconhecemos, mas assumimos a certeza de um pensamento coerente, objectivo, capaz de afectar uma decisão. Julgo que, algures por aqui, se traça a ponte entre o mundo que rodeia a razão e a envolvente da percepção. (Sem consistência cientifica, esta é apenas, a minha visão do tema em abordagem)Seja qual for o nível de entendimento, é efectiva a certeza de que é no âmago da referida massa (cinzenta), que a essência do nosso ser se mostra como o paradigma da nossa existência.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Touradas, espectáculo de sangue!

Em nome de?

...de uma tradição cruel
...de um prazer primitivo
...de um triste querer
...de um "divertimento" egoísta
...de um déficit emocional
...de um tempo frívolo
...de uma "tacanhez" cultural
...de uma incoerência mental
...de uma paixão inglória
...de um relativo humanismo
...de uma luta desigual
...de um espectáculo de sangue imoral!...

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Por momentos o "Sudão"...


"Shame on you, Mr. George Bush!"
Um país que se auto intitula como o exército de salvação do mundo, não consegue fazer face a uma catástrofe natural no seu próprio território(TRATADO DE KYOTO JÁ!)?!...deixando transparecer imagens de terror e decadência humana, um cenário a que nos habituamos a assistir em África/Ásia e que tão energicamente sua ex.ª diz ser necessário combater...
"Shame on you"!

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Anos 80, uma mão cheia de ilusões...

Entrar na adolescência nos anos 80 teve o seu quê de ambiguidade. Por um lado, a vida despreocupada de quem tem como missiva do dia o brincar na rua, por outro, o medo que acalentava, porque alguém na altura me falou na bomba atómica e sua ameaça (sustento da guerra fria). Sonhava com isso e achava que o amanhã não iria chegar. Enfim, lá ultrapassei esse tormento, talvez devido ao despertar de interesse pela música, pelos livros e com isso ocupava o espirito...
Sem saudosismo lamecha, recordo a escola, os amigos de então, tardes passadas a pensar no nada, as primeiras saídas nocturnas aos 16 anos de idade (recorrendo, para o efeito, a subterfúgios e mentiras) com horário de regresso marcado sem flexibilidade, os colegas que fumavam os primeiros cigarros, bebiam as primeiras cervejas e assistiam aos primeiros concertos, para mim tudo era uma miragem...
A segurança pairava num marcado ambiente urbano, as "playstation" eram ainda o projecto de alguém, os computadores algo aliciante, os DVD's uma ideia, tinha a liberdade e o prazer de desfrutar dos espaços abertos, de rebolar na terra, de subir às árvores, de pisar a erva e mergulhar nos rios (ainda) limpos. A casa não era o destino eleito para o após aulas, nem os meus pais corriam atrás de mim, como se de uma jóia de vidro se tratasse e que estivesse na iminência de partir ou desaparecer...
Vivi na inocência de quem dá pequenos passos e vai tropeçando na escalada do percurso do nosso crescimento. Gostei da rebeldia que marcou um período de audácia.
Olhando à rectaguarda, penso que deveria ter aproveitado mais, sugar o tutano à vida. Naquela época, achei que teria tempo para o fazer. Mas sabem, só se sente o nirvana às coisas nos momentos exactos, e só ali faz todo o sentido. Depois disso, não é perfeito, o encanto desvanece e a ilusão cai no vazio.

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

"Deus morreu", Nietzsche

Sempre me fez pensar, ouvir dizer: "sou católico, mas não praticante". Como se pode ser cristão não praticante? Penso tratar-se de uma resolução de contra-senso. Isto porque, se rezamos ou evocamos Deus, se somos baptizados ou se casamos pela igreja...estamos a agir em conformidade com as leis do catolicismo.
Apesar de não marcarmos presença assídua nas capelas, ou a Igreja como instituição (na nossa actualidade) não afirmar grande sentido, a verdade é que se acredita em algo que transcende tudo isso...Essa consistência (não obstante a ideia parecer, por si só, abstrata) que o nosso interior sabe existir, contrariando Nietzsche na sua "tese" sobre Deus...Assim sendo, encontramos na nossa razão a substância que concretiza e materializa o que sabemos ser um espirito absoluto.
Ainda que, por vezes, não compreendamos os seus desígnios e voltemos a questionar o sentido desta temática, a complexidade do universo e onde encaixa a nossa personagem neste enredo a que chamamos vida.
A fé, contudo, recoloca-nos nos trilhos de uma lógica pragmática - a harmonia e o equilibrio de todas as coisas está segura pela mão de um Deus maior... Mas será assim tão simples, tão linear?...

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

"Vertigo Tour" em Alvalade, absolutamente arrebatador!

Dia 14 de Agosto de 2005, inesquecível!
"Bono é um Deus e os U2 a minha religião", este era o slogan patente no cartaz de um entre os milhares de "discípulos", que marcavam presença em Alvalade. E claro, também eu lá estava como fiel seguidora, assistindo perplexa e sempre surpresa ao maior espectáculo do mundo - os "Deuses" que brilhavam no Olimpo.

Admito que a perfeição não foi a tónica dominante, o som, a meu ver, apresentava falhas e o cansaço era por demais sentido, não só visível na "performance" dos 4 fantásticos(que acusavam o final de uma exaustiva digressão europeia) mas reconhecido ainda nos corpos dos fãs, maçados pelos quase 40 graus que se fizeram sentir, ao longo daquele escaldante dia...

Não assistimos, como há oito anos atrás, a um deslumbre de acontecimentos cénico/visuais (aquando da Pop Mart), mas a referência e despertar para questões de carácter social/cívico e político eram constantes.


O delírio geral de uma audiência encantada fazia transparecer o rubro de emoções não contidas por vozes sempre "gritantes", das forças quase findas, que ao começo de cada música tinham que renascer pela obrigatoriedade que a arte impõe.

Não tenho palavras para mais dizer, a não ser que a memória já acusa em mim uma saudade, já só espera com ansiedade assistir de novo ao desfilar de canções ditas pela alma e sentidas pelo coração... "All because of you"!


segunda-feira, 25 de julho de 2005

O nosso maior medo...

...“O nosso maior medo não
é de sermos rejeitados

O nosso maior medo é de sermos
poderosos além da compreensão

O que mais nos assusta é a nossa
vida e não a escuridão

Não nos devemos encolher e sermos
submissos para que gostem de nós

Devemos brilhar como as crianças

Isso está dentro de todos e
não apenas de alguns

E brilhando, faremos com que
outras pessoas sigam o nosso caminho

pois nos libertaremos dos
nossos próprios medos

A nossa presença automaticamente
libertará os outros.”...




No fundo o que mais importa, é aquilo que damos e recebemos dos outros, é a isto que tudo se resume!

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Que estranha forma de vida...

Muitas são as definições que usamos para classificar a sociedade em que nos integramos, uns dizem que se trata de uma sociedade consumista, outros falam de uma sociedade de brandos costumes, outros referem ainda uma sociedade politicamente apática...eu diria que a palavra correcta é: individualismo! Uma realidade inegável, vivemos em função do hoje, em função do eu.
Não conhecemos o vizinho do lado, nem queremos conhecer, não sabemos dos seus problemas e pedimos por favor para não nos falarem deles, pois caso contrário, teremos que esperar que os outros se preocupem, mas os outros estarão ocupados com o seu egocentrismo, com o seu micro-mundo, não terão disponibilidade nem interesse, nem vontade para o querer saber, e portanto, o que faremos? O que faremos com o desinteresse dos outros, com a nossa consciência, o que faremos com esse peso pesado que nos interrompe o viver?
Deparamo-nos então, com a derradeira evidência - é tão mais fácil viver no desconhecimento, sem causas, sem abrangências, sem outros afectos, que não os do nosso pequeno e insignificante umbigo!...Que estranha forma de vida!

sexta-feira, 8 de julho de 2005

O Mundo em S.O.S.!

Onde tudo pode acontecer, já nada é salvaguardado. Parece-me tudo tão frágil, pouco do que parece é... Os líderes políticos (governantes) atropelam-se em favores e "arranjinhos" de interesses, ficando a verdade das coisas escondida por trás das palavras construídas pelo artifio dos entendidos. A corrupção ataca por todas as frentes, tornando-se um monstro de tentáculos longos e escorregadios, que escapam por entre os dedos daqueles que dizem basta, - queremos a justiça que a democracia proclama!

Países soberanos são ocupados em função das teorias vazias do ocidente, quando se sabe que o cinismo e a hipocrisia, são vocábulos de ordem na boca dos homens que falam em nome dos inocentes... O medo é cada vez mais uma condição ditada pelo terrorismo, que se faz sustentar por causas que o indivíduo ganha e a liberdade perde.

A pobreza e a desigualdade entre os povos impõe-se, na terra daqueles que fecham os olhos e seguem caminho, sem repararem nos rostos, cuja angústia está traçada, como se do destino se tratasse. Curioso... é o facto da vida humana adquirir um valor tão diferente, quando falamos do continente africano ou asiático. Parece que essa não é uma vida tão válida. O tempo passsa e nada muda!...
..."How long must we sing this song?"...

quinta-feira, 30 de junho de 2005

"Um país ou uma civilização podem ser julgados pela forma como os seus animais são tratados. "

Como podemos nós, cuja característica inata se define como humanos, ser tão bárbaros, como podemos nós ser tão cruéis ao ponto de assistirmos de braços cruzados ao esfolar (chacina) de animais vivos em função da nossa inútil vaidade, sim, porque todos somos culpados, se usas qualquer tipo de pele (lã) és culpado!
http://www.petaenespanol.com/cmp/leth1.html www.animalactivist.com/clothing.asp
http://www.jlodown.com/

Depois designers de moda há que desculpam os seus erros com os erros dos outros, para justificarem os seus interesses financeiros, num acto de pura e simples cobardia...

E quem dera fosse apenas isto, mas não, este é apenas o princípio relativo às atrocidades, seguem-se então os "grandes acontecimentos" circenses que utilizam como atracção os tristes animais, chicoteados e "conservados" em jaulas sob condições inacreditáveis (tal e qual como presenciei uma destas férias de Verão, estava eu muito bem instalada num qualquer restaurante em Vila Nova de Milfontes, quando me apercebo que tenho como vista panorâmica nada mais do que um peludo urso a agoniar ao sol, a uma temperatura de trinta e muitos graus - pleno mês de Agosto atrás de umas grossas grades de ferro. Pertencia a um circo, perdi de imediato o apetite)... Falamos portanto, de animais selvagens completamente deslocados do seu habitat, passam fome, sede, são acorrentados e obrigados contra natura a executarem habilidades. É a isto que chamam de maior espectáculo do mundo!?
http://www.animalactivist.com/entertainment.asp

Para já não mencionar os jardins zoológicos e "tanques gigantes" que, para mim, são apenas "prisões sem piedade"...

Outra coisa que tento compreender, em vão, é porque queremos nós adquirir cães para aprisionar a uma "corda" de metal por toda uma vida. Que fizeram eles para cumprir penas (castigos) de prisão perpetua e sem direito a condicional?
Não permita que o seu cão se torne um sem abrigo...
http://www.helpinganimals.com/feat/independence/










F
icaria por aqui a levantar múltiplas questões de forma continuada,inquietar ou não consciências, mas poderia não me sobrar espaço de escrita. Contudo, não posso dar fim a este meu pensamento sem referir as experiências laboratoriais em animais... é possível diariamente enfeitarmos o nosso rosto e ego com produtos (cosméticos e afins) que são tão desumanamente testados em animais, como se de objectos inanimados se tratassem, de forma a alimentar os "lobbys" perante a nossa conivência.
http://www.animalactivist.com/testing.asp
http://www.pelosanimais.org/recursos/lista.php
Existem alternativas, pois podes recorrer a marcas comerciais que NÃO o fazem!...

terça-feira, 28 de junho de 2005

E se?...

Já todos pensamos um dia e se?
E se tivessemos nascido em outra cidade, um diferente país... e se os nossos pais não fossem estes... e se o(a) companheiro(a)fosse outro(a)... e se o "curso" que tiramos não fosse este, e se os amigos fossem outros... E se tivessemos lido outros livros, escutado outras músicas, visto outros filmes... E se tivessemos mergulhado noutros mares, cheirado outras flores, pisado outras folhas... e se gostássemos de outras cores, de outros poetas e se o caminho da viagem não fosse este, e se outro fosse o comboio... E se o sentir a chuva não fosse imprescindível e a sensação da brisa tão agradável, e se o sol não fosse a luz que brilha mais alto e os sonhos a maior ilusão... Seria a nossa vida igual, o que a condiciona?
As nossas escolhas, o acaso ou o destino... E se?!...

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Ser passivo...

Não consigo perceber o porquê da passividade patente no comportamento do cidadão comum residente em Lisboa e periferia face aos múltiplos assaltos,isto quando, nos comboios se sucedem furtos a pessoas perante a inércia de outras.Eu sou natural da cidade do Porto, vivi por lá toda a minha vida, estou em Lisboa há já alguns meses e chego à conclusão de que realmente as duas cidades são por absoluto diferentes...Não imagino a ocorrência de todo este cenário no Porto.
Acredito que os presumíveis autores dos furtos não fugiriam com tanta ligeireza e boa saúde,talvez porque penso que a gente do Norte é bem mais espontânea (e não tão politicamente correcta),julgo que na capital as pessoas são em demasia controladas e amorfas.

segunda-feira, 20 de junho de 2005

Ou palavras livres...

Porquê mais um Blog?
Acho que pela necessidade de expressar o que sinto em relação à realidade em que nos inserimos, mas talvez e também partilhar e discutir ideias.Porque apesar de vivermos numa
pseudodemocracia uma coisa podemos dar como certa(ainda?), a liberdade das palavras...