sexta-feira, 7 de agosto de 2009

"Defensores dos animais suspeitos de ataques contra farmacêutica suíça "

"Activistas de direitos dos animais terão sido responsáveis por uma série de ataques na Áustria à companhia farmacêutica suíça Novartis.

O mais recente dos ataques ocorreu no início da semana na cidade de Bach, onde um incêndio deflagrou na casa de férias do director executivo da empresa suíça, Daniel Vasella, havendo suspeitas de que terá sido uma acção criminosa, avança a agência Reuters.

Na semana passada os activistas vandalizaram os túmulos dos pais de Vasella e a urna com os restos mortais da mãe foi roubada. Deixaram também uma mensagem na lápide da mãe do director da empresa que dizia “Deixem a HSL já”, referindo-se ao financiamento da Novartis à companhia inglesa Huntingdon Life Sciences (HLS), que realiza testes em animais para companhias farmacêuticas.

O episódio assemelha-se ao ocorrido no Reino Unido em 2004, em que defensores dos direitos dos animais desenterraram um caixão e roubaram os restos mortais de uma mulher cuja família tinha um negócio de produção de porcos como cobaias para pesquisas.

A HSL foi alvo de uma grande campanha de activistas de direitos dos animais, cujos líderes se encontram na maioria presos. A Novartis afirmou que já não trabalha com a companhia inglesa há vários anos.

Há três semanas atrás surgiram “graffitis” a condenar a acção da Novartis e o seu director na igreja da localidade de Risch, Suíça, onde reside Vasella.

Também foram deixadas mensagens nas estradas perto da residência do director, indicou a cadeia de televisão CNBC, como “Vasella é um assassino”, “estamos a vigiar-te”, “morte a Vasella” e “vamos voltar”.

Casos e carros de empregados da Novartis também foram alvo de acções atribuídas aos activistas.

A forma de agir dos activistas na Áustria assemelha-se à utilizada na campanha no Reino Unido contra a HSL, com fortes ataques a indivíduos específicos.

O activismo dos defensores de direitos dos animais tem aumentado na Europa e nos Estados Unidos, apesar de ter diminuído no Reino Unido depois dos julgamentos dos extremistas que fizeram campanha contra a HLS, no ano passado."

Jornal "Publico"

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Comunicado da Nestlé/Purina - experiências em animais?...

Após ter recebido a informação de que a Nestlé/Purina (ração para animais), testava os seus produtos em animais e que submetendo estes a um possível sofrimento, não fazia sentido promover acções / campanhas de ajuda a animais abandonados, porque o sofrimento de uns não justifica a felicidade de outros...e portanto pedi à empresa um esclarecimento sobre este assunto, porque sendo uma multinacional com consciência social, e a ser verdade, tudo isto não passaria de manobras de marketing.

Para meu espanto e mesmo surpresa, a empresa não se colocou em cima do seu pedestal de grande multinacional e enviou-me um comunicado que visa o esclarecimento pretendido, fica-me a tranquilidade de tudo ser efectuado sobre a vigência da lei Suíça, que é bastante rigorosa no que à protecção dos direitos dos animais diz respeito, mas deixa-me inquieta o facto de contudo estes testes serem efectuados...

O comunicado da Nestlé/Purina:

"
Declaração sobre
A Posição da Nestlé relativamente a
Experimentação Animal

No desenvolvimento de produtos alimentares para consumo humano, a Nestlé faz uso limitado de experimentação em animais, conduzido sobre a autoridade e a responsabilidade do Centro de Pesquisa Nestlé (NRC – Nestlé Research Center), situado cerca de Lausanne, na Suíça. Estes testes, que lidam com a segurança alimentar, alergias, imunologia e nutrição, são parcialmente mandatórios de acordo com a legislação suíça e/ou internacional.

Os testes são levados a cabo no estrito cumprimento da Lei Suíça, uma das mais restritivas do mundo. Nenhum teste pode ser levado a cabo sem a prévia aprovação de um comité independente, nomeado pelas autoridades. Esse comité é presidido pelo cirurgião veterinário cantonal e inclui representantes de associações de protecção dos animais.

O número total de animais usados nos testes (quase exclusivamente ratazanas e ratos, bem como alguns hamsters e porcos) decaiu significativamente durante os últimos anos devido à implementação da política “Triple R” (Reduce, Refine, Replace) pela estrutura de investigação da Nestlé. No entanto, não será possível no futuro eliminar completamente a experimentação animal na pesquisa alimentar.

Na área de Petfood, os investigadores da Nestlé Purina PetCare focam a sua pesquisa na nutrição e saúde dos animais de companhia. Em diversos locais por todo o mundo, novas dietas são testadas (também pela sua palatibilidade) nas espécies a que se destinam (cães e gatos), usando exclusivamente procedimentos não-invasivos. Novos produtos são igualmente desenvolvidos, respondendo a problemas de saúde dos animais de companhia como a saúde do tracto urinário dos felinos, obesidade, bolas de pelo, diabetes, alergias alimentares e saúde oral.

A Nestlé Purina PetCare não apoia nem utiliza quaisquer procedimentos invasivos que possam causar sofrimento a gatos ou cães, nem participa em qualquer pesquisa que requeira a indução de doença ou eutanásia de cães ou gatos.
A estatística tem demonstrado que os gatos e cães criados em instalações da Nestlé Purina PetCare vivem mais tempo do que a média dos indivíduos das respectivas espécies/raças."...

Para mais informações contactar a Nestlé/Purina através do e.mail: faleconnosco@pt.nestle.com – ou se preferir, Serviço de Informação Nestlé Purina 800 207 139, nos dias úteis entre as 8:30 e as 18:30.

Pode ainda saber de mais marcas de empresas, que testam produtos em animais, aqui:

Animal Rights Africa.org


A.P.A.C. - Associação Protectora de Animais do Cadaval


ou Centro Vegetariano

Baltazar, outra vítima da cobardia do ser humano!


"Amigos dos Animais,

As desgraças de Verão continuam... Ontem quando nos dirigíamos ao local onde nasceram 10 cachorrinhos para cuidar deles, ligou-nos a sra. que os alimenta com mais esta triste notícia:

Na noite anterior, a tranquilidade do bairro da Atrozela foi interrompida pelo chiar dos pneus de uma carrinha. Alguns vizinhos foram à janela e testemunharam - o que infelizmente já vem sendo um hábito nos útimos tempos - um cão a ser atirado da carrinha em movimento quem nem sequer travou para que, cobardemente, pudessem fugir do local com rapidez.



Chegámos ao local e deparámos com o Baltazar, nome que lhe demos, um Mastim dos Pirenéus. Estava faminto e cheio de sede mas recusava-se a mover-se da frente dos caixotes do lixo para onde tinha sido atirado, pois ainda estava à espera que o viessem buscar... Rapidamente percebemos o motivo do abandono, este cachorro que, segundo o veterinário não deve ter mais de oito meses, partiu-nos o coração, não conseguindo ficar indiferentes à sua tristeza e ao seu delicado estado de saúde.Assim, pouco nos importou as suas feridas ensanguentada, as falhas de pêlo, ou seu focinho coberto de crostas, agarrámo-nos a ele confortámos o seu sofrimento sendo recompensados com lambidelas e carinhos.
Levámo-lo de imediato ao veterinário, fez-se os testes necessários, conseguindo-se apurar que o nosso menino sofre de um grave problema de pele.

Fomos então confrontados com as duas soluções possíveis para o nosso querido Baltazar:

1 - Um tratamento muito dispendioso que passa por uma alimentação específica a base de ração hipoalergénica, medicação que ronda, sem receita médica, os € 100, cada caixa, idas frequentes ao veterinário e o alojamento em hotel porque não dispomos de espaço próprio.



2 - O abate.

Apesar de estarmos no limite das nossas capacidades financeiras e logísticas, porque infelizmente, temos os tostões contados para os animais que já estão a nosso cargo, e os voluntários são poucos, não desistimos do nosso menino e vamos fazer o possível e o impossível para que recupere a sua saúde, beleza e a alegria natural de cachorro que é. O Baltazar merece a oportunidade que os donos não lhe deram, preferindo cruelmente abandoná-lo à sua sorte junto do lixo, como ele próprio, pelo estado em que se encontrava, de lixo se tratasse.

Para fazer face a todas as despesas que teremos de suportar com o Baltazar, precisamos da ajuda monetária de todos aqueles que não ficarem indiferentes a esta história. Seja madrinha/padrinho contribua com o que puder. Ajude-nos a ajudar o menino dos olhos doces, vitima da negligência, ignorância e maldade humana.

NIB: 0033 0000 4534 7808 946 05

Para mais informações sobre o Baltazar contactar UPPA

91 695 90 24

933 719 225

--
UPPA
União Para a Protecção dos Animais
A UPPA é uma associação sem fins lucrativos que presta assistência a cães e gatos abandonados, errantes ou em situação de risco.
Para saber mais e ajudar visite http://uppa2007.hi5.com e www.uppa.pt"

Canil Municipal de Ovar, mais uma mancha NEGRA!

Eu gostaria realmente que os meus post's versassem também sobre outros temas do meu interesse, mas perante a realidade com que me deparo num assunto que me é tão querido, como a causa animal, não vejo outra saída senão continuar a desenvolver matérias relativas à mesma questão.

E uma vez mais, exponho aqui a denuncia apresentada num jornal local, de mais um canil municipal acusado de negligência e maus tratos a animais abandonados e capturados para o mesmo espaço...Há quem refira com insistência que estas denuncias se justificam apenas por causa das eleições que se aproximam, tratado-se apenas de calúnias, mas gostaria eu de perceber o que beneficiam pessoas envolvidas na luta de defesa animal, com a difamação de autarcas ou médicos veterinários, a meu ver tudo o que conseguem é muitas dores de cabeça e depois, teríamos que estar a braços com uma grande "cabala" a nível nacional, uma vez que estas denuncias referem diferentes autarquias de diferentes cidades e de partidos políticos bem dispares!

Infelizmente não me parece plausível esta desculpa, dará jeito a quem tem a responsabilidade de fiscalizar e agir, dá também menos trabalho! Até porque se trata de animais, coisa insignificante e secundária...neste país tão pequenino!E os autarcas claro, têm mais com que se preocupar...

Aqui está agora também o Canil Municipal de Ovar, desenvolvimento da notícia aqui - Jornal "Praça Publica online"

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

...Não deixe de assinar e divulgar!

"Aos Amigos(as) dos Animais

Encontra-se disponível no endereço http://www.peticao.com.pt/esterilizacao-caes-gatos uma carta a dirigir aos partidos candidatos às próximas eleições legislativas e autárquicas sobre a extrema necessidade e urgência de lançar uma campanha nacional de esterilizações de cães e gatos que ponha fim à sobrepopulação, ao abandono e aos abates realizados nos canis.

Esta carta, se for subscrita por muitas centenas de activistas e por associações, trará o tema para as campanhas eleitorais e mostrará aos partidos a nossa determinação em usar o voto para obtermos reais alterações de comportamento e de políticas das entidades públicas.
O email de contacto é campanha.esterilizacao@gmail.com

A petição será entregue aos Partidos no dia 15 de Setembro pelo que se pede o maior empenhamento na divulgação da mesma, de forma a recolher-se o maior número possível de assinaturas.

Saudações
Margarida Garrido"

...Mas não há ninguém capaz de agir, perante tanta arrogância!?

"Olá a todos os que se importam! Vimos dar conhecimento da resposta da Câmara Municipal da Guarda ao pedido de esclarecimento da Anvetem no seguimento de uma exposição escrita por email da Engenheira Zootecnica daquele Canil.

Esta resposta parece ter sido suficiente para demover a disponibilidade da Anvetem para um esclarecimento mais aprofundado
sobre o assunto. Parece ter sido suficiente para eles. Não queremos
pensar que seja porque o Director Técnico deste Canil, o Veterinário
Municipal, faz parte da Anvetem. Queremos antes pensar que não estão é para se chatear com o bem estar do cãozinho e do gatinho, como já
estamos habituados.

Será que é só a nós que esta resposta parece uma piada? Será que o
esclarecimento (fraco) que utilizaram invalida a possibilidade de que seja verdade o que a Engenheira diz ter visto e ver todos os dias no seu local de trabalho? Não nos parece.

Eles dizem:

- O Canil Municipal da Guarda encontra-se devidamente licenciado como CRO - Centro de Recolha Oficial, pela entidade competente (DGV);

Se se encontra devidamente licenciado calculamos que os cães não
estejam submetidos a temperaturas negativas no Inverno. Calculamos que os tratadores não lavem as boxes à mangueirada com os cães
(suficientemente socializados para serem acarinhados por crianças em
visitas de estudo mas não para se retirarem das boxes para estas serem higienizadas) lá dentro, permanecendo estes molhados (sejam adultos ou cachorros) submetidos a temperaturas negativas. Calculamos então que as lâmpadas de infravermelhos são ligadas e que a maioria não está partida e que não há ordem da Câmara para permanecerem desligadas para cortar no orçamento. Se está licenciado então tudo isto que presencia quem lá vai não passa de uma ilusão óptica. Isto são pequenos exemplos... haverá mais. Quem não acredita tem bom remédio. Vão lá ver e com sorte são recebidos pela competência e boa educação que os tratadores aprenderam nas tantas formações que frequentaram. Não sei se ficámos mais descansadas com este esclarecimento ou se começámos a pôr em questão a DGV.

- Possui um Director Técnico - Médico Veterinário Municipal;

Pois possui. Mas infelizmente este Senhor é da opinião que assim as
coisas estão bem e opiniões individuais não se discutem, certo? E o
facto de este Senhor existir justifica de imediato que as palavras da Engenheira (que ao contrário deste Senhor está lá de segunda a sexta em horário completo de trabalho) são descabidas?

- Encontra-se dotado de pessoal qualificado para o efeito (com
frequência de acções de formação continuada, nomeadamente, tratador e captura de animais (ministrado pela DGV) e HST;

Basta um pequeno contacto com os tais tratadores para percebermos a
qualidade e quantidade de formações que receberam. Basta um telefonema para o Canil. Basta ir à Câmara para terem conhecimento do número de queixas escritas de munícipes chocados com o tratamento que estes dão aos animais e aos próprios munícipes ou ao número de abaixo assinados a população descontente. Ou talvez não sirva de nada porque estas queixas NUNCA TIVERAM RESPOSTA por isso o mais certo é "não existirem". Mas se a DGV qualificou tão bem este pessoal ... quem é a população para se queixar. Quem são os donos dos animais capturados para refilar? Quem são os potenciais adoptantes para abrir a boca? Era o que faltava. Neste município as coisas funcionam assim.


- Relativamente às declarações enunciadas pela Srª Eng. Zootécnica
Gabriela Lopes, técnica contratada por esta Câmara Municipal, não
correspondem à verdade;


Claro que não. Ela arriscou o seu posto de trabalho porque quer férias mais cedo. E ela, ao contrário dos senhores destacadas do serviço de "recolha de lixo" para a captura e tratamento de animais, não tem qualquer formação de qualidade. Pelo menos da qualidade que lhes convém... Já estamos todos a ver no que isto vai dar. Esta Senhora vai ser destacada para outro serviço onde não possa continuar a questionar a incompetência humana e o Canil será um inferno mas fechado à população para que ninguém possa questionar. É o que falta. E já agora... esta afirmação baseia-se em quê? Foi uma resposta imediata a um email que os fez sentir-se atacados? Não tiveram tempo de fazer averiguações? Quem responde, aposto que nem nunca pôs os pés no Canil Municipal. É tão fácil dizer que é mentira... é tão fácil não acreditar que o seja. Deixa-se ao critério de cada mente iluminada.

- São opiniões isoladas de carácter individual, sem qualquer
autorização desta Câmara Municipal.

A sério? Não será essa opinião partilhada por muitos munícipes?
Sugerimos que se faça contagem das queixas escritas que deram entrada na Câmara. Sem autorização da Câmara? Ficávamos surpreendidas de dessem autorização para admitir incompetência. Se fosse para lisonjear davam a cara num segundo e admitiam que realmente é tudo a mais pura das verdades pois quem lá está todos os dias é que vê e sabe o que diz.

- Pensamos ter contribuído para o esclarecimento da situação.

Estamos deveras esclarecidos! Vocês não?

Já percebemos que isto não vai a lado nenhum. Já percebemos que as
coisas são abafadas quando não interessam. Já percebemos que vai haver uma retaliação para quem falou. Quando esta Engenheira sair do seu posto de trabalho terão a confirmação da veracidade das suas palavras!

Esta resposta envergonha o município, envergonha esta cidade, os seus representantes e as pessoas que engolem este tipo de esclarecimentos.

Será que a única resolução para este problema é política? Então temos
bom remédio. Todos temos uma voz e não precisamos gritar por quem não nos quer ouvir. Somos muitos e se já provámos que a união move montanhas quando queremos ajudar só temos que encarar a necessidade de mudança como uma outra forma de ajudar... mas desta vez em grande escala.

Aguardamos uma resposta mais esclarecedora e esperamos pelo regresso
da Engenheira para sabermos se o Rico continua para adopção ou foi
abatido já que um dos bem formados "tratadores" nos respondeu que não sabe qual é o Rico, que há lá muitos cães grandes castanhos e todos os dias entram muitos. Pois claro!

Para os que têm duvidas não sigam o exemplo da Anvetem e façam uma
visita na ausência da Engenheira.

Façam o que nenhum dos Senhores com poder de fazer mudanças se lembrou de fazer... vejam o comportamento daqueles animais na presença dos bem formados "tratadores". O facto de eles estarem aterrorizados enrolados num canto da boxe, de terem medo da mangueira, de fazerem chichi pelas patas abaixo quando eles passam não nos parece fingido... mas quem sabe!!! Se calhar são opiniões individuais dos animais, que não que alguém coloque em risco o seu local de trabalho, o seu cargo, só para se divertir ou chamar as atenções sobre si.... sim, porque depois disto, a Eng.ª correspondem à verdade e não são autorizadas por esta Câmara."

...Mais uma situação, muito mal explicada, sim porque não me parece que alguém arrisque o seu posto de trabalho, por brincadeira ou para chamar até si as atenções...a Engª Zootecnica deste canil, ou será dispensada ou afastada das funções que exerce naquele local...estamos em Portugal, meus senhores!


É inacreditável, que não exista uma autoridade, tipo a "ASAE", "isenta" que investigue estas situações (de preferência, internacional, claro...), sim, porque a DGV, o que faz é muito pouco, ou vai camuflando as questões...É inacreditável a prepotência dos autarcas e funcionários das autarquias, patentes nas nossas cidades...tendo em conta as suas atitudes para com os seus próprios munícipes...mas a culpa é nossa, somos nós que os elegemos!


À
Srª Eng. Zootécnica Gabriela Lopes, o meu MUITO OBRIGADA pela sua coragem!

domingo, 2 de agosto de 2009

"Abandono deixou de ser prática exclusiva do período de férias - associações "

"Lisboa, 02 Ago (Lusa) - O abandono de animais de estimação em Portugal deixou de ser uma prática exclusiva dos meses que antecedem as férias de Verão e passou a acontecer todos os dias do ano, acusam responsáveis de associações.

"Qualquer pretexto serve" para abandonar um animal de estimação quando se torna incómodo ou um entrave. Quem o afirma é Ana Pino, uma das responsáveis da Associação Portuguesa de Cães Abandonados (APCA), que diariamente acolhe os animais que tiveram a rua como destino ou os que são entregues directamente à porta da associação.

"Vou trabalhar para o estrangeiro" ou "vou mudar para uma casa onde o senhorio não permite animais" são, segundo a responsável da APCA, apenas "algumas das muitas desculpas" que diariamente ouve quando os até então melhores amigos do homem se tornam um obstáculo para os donos.

"Há dois ou três anos verificava-se um aumento significativo de cães abandonados antes do Verão. Mas essa tendência já não se nota. Infelizmente, o abandono passou a acontecer todos os dias do ano", lamenta Ana Pino, que já conta 206 cães na associação.

É uma "situação dramática que já vinha a aumentar e que agora foi agravada pela crise económica", refere, por sua vez, o presidente da associação Animal, para quem, no entanto, continuam a "notar-se picos de abandono entre Junho e Agosto".

Segundo disse à Lusa Miguel Moutinho, os factores económicos contribuem cada vez mais para o abandono de animais em Portugal. "Muitos já não conseguem suportar as despesas mais básicas, como a alimentação, e optam pelo abandono do animal, que é sempre o elo mais fácil", critica.

Mas não é apenas o aumento do número que preocupa Ana Pino. A responsável da associação sedeada em Sintra lamenta que os cães que até lá conseguem chegar estejam "em cada vez pior estado".

"Há uma grande falta de responsabilidade. As pessoas não percebem o que significa ter um cão e as despesas quase nunca são tomadas em conta", critica, referindo que "tudo o que tem a ver com dinheiro é muito complicado".

Quando os donos são confrontados com "grandes despesas veterinárias - que não têm nenhum tipo de comparticipação nem podem ser descontadas no IRS - os cães são simplesmente abandonados porque não há como os tratar".

Há até, muitos que "recusam pagar um cêntimo quando entregam os animais à associação", que para receber um cão pede "uma taxa de 20 a 50 euros", refere.

As estimativas que apontam para que cada ano sejam abandonados dez mil cães em todo o país não convencem quem já está no terreno há muitos anos. "Parece-me muito pouco, quando a APCA, que é pequena, acolhe cerca de 300 cães por ano e os canis municipais, em média, entre 40 e 50 por semana", reage Ana Pino.

Opinião partilhada por Miguel Moutinho, que considera tal número "absurdo". "Se fossem apenas dez mil animais estaríamos muito bem", refere, salientando que as estimativas que as associações fazem no terreno "são muito mais dramáticas".

"Não existe qualquer estudo que permita falar de números próximos da realidade. Mas, se admitirmos, que, em média, 500 animais (números conservadores) são abandonados em cada um dos 308 concelhos por ano, já estamos a falar de 150 mil", explicou."

Agência Lusa / Expresso online

Update on St. Bernards Suffering in Johnstown, PA, July 31, 2009 and Thayne's attempt to help them.


...Parte II...


St. Bernards Suffering in Johnstown, PA July 30, 2009: Thayne tries to get help for the dog


Veja, comente,escreva, divulgue, mas não fique indiferente...


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mais um...

Um deste dias publiquei aqui um "post" que divulgava uma "cãominhada" a ter lugar na Guarda, onde entre outros iam ser levados numa caminhada animais do Canil Municipal Da Guarda, e então pensei, bom mais um bom exemplo no país e fiquei convencida disso, até porque depois vi nas notícias da Sic, uma reportagem sobre o mesmo acontecimento...e fiquei bem impressionada, mas entretanto, eis que hoje recebo, aquilo que considero um autêntico "banho de água fria" e afinal o canil em questão é mais um péssimo exemplo, da forma como em Portugal se tratam os animais, neste caso por mais um órgão público...

E pior, a questão nem se prende com as infra-estruturas do canil, mas sim e principalmente com os recursos humanos do mesmo, gente que tem a sensibilidade de uma pedra, o humanismo de um "calhau" e que descarrega as suas frustrações nos pobres dos animais, vitimas como sempre!

Leia e indigne-se, escreva, reclame e denuncie!


E.mail:canilmunicipalguarda@gmail.com

URL Site:http://canilguarda.hi5.com

Sediada em:Guarda - Guarda - Guarda (São Vicente)
Galegos (antiga ETAR)
6300 - Guarda

Telefone: 271225357

Um novo serviço, colocado à disposição de todos quantos queiram reclamar e reivindicar algo, junto das respectivas autarquias: Plataforma _ Autarquias.org


Por alguém que vive de perto a realidade deste canil:

"Depois do que hoje vi no Canil, o Vosso texto sobre a "minha" Cotovia (sim, eu sou a madrinha... ela veio da Quinta dos Cuviais e por isso ficou Cotovia) fez-me chorar... hoje fui lá buscar a Xaninha que amanhã vou entregar no Buçaco... o Canil estava fechado a sete chaves... pelos vistos ninguém queria que eu entrasse embora seja o meu local de trabalho... não só tiraram a chave que dá acesso às celas onde estão os animais, como puseram uma corrente com cadeado no portão grande... é escandaloso, é inaceitável, é uma vergonha haver quem dê cobertura a estas atitudes... quem não deve não teme e nada há a esconder, ou pelo menos, nada devia haver....fiquei aterrada com o que vi que pelos vistos é habitual ser assim qd estou de férias... o canil era assim há três anos, entravam, sofriam horrores e eram abatidos... às vezes parece que há muita gente que quer que o Canil volte a ser o que era... um centro de tortura e abate.... hoje vi lá cães pequenos e grandes, novos e velhos, com coleira, bem tratados e todos sem excepção a pedirem q alguém os salve... há ali cães com dono, há ali cães que não foram entregues... há ali cães que precisam MUITO de um novo dono.

Estou de férias... as minhas férias implicam que aqueles pobres não tenham o mínimo contacto com seres humanos para além de dois "artistas" que vão de mangueira em punho, quase de madrugada, lavar os dejectos da noite... nada mais... não há saídas para apanharem sol e esticarem as patas, não há janelas abertas para verem algo mais que paredes frias, não há festinhas,não há ninguém que lhes diga que vale a pena.

Deixei o caozarrao, o Rico, feliz e contente, um cão colinha que só queria festas... hoje vi de novo o Rico assustado, a temer o contacto humano, a esconder o olhar... fiquei doente e não aceito que o Canil Municipal da Guarda seja assim na minha ausência... não há direito que assim seja, não podem brincar assim com a vida dos animais... quem não gosta de cães NÃO PODE trabalhar num canil; quem acha que TODOS os cães que ali entram deviam ser abatidos, NÃO PODE trabalhar num canil, quem agride animais por puro gozo, NÃO PODE trabalhar num canil... muitos sabem de histórias tristes, outros pensam que o Canil Municipal da Guarda é um paraíso... pois a esses deixo um desafio... vão visitar o canil AMANHÃ!!! POR FAVOR, se algum de vocês puder, vá ao Canil, vão tentar ajudar aqueles tristes, vão tentar consolá-los, vão exigir um tratamento diferente... não precisa ser assim, basta haver um mínimo de dedicação, basta gostar de animais, basta saber respeitar a vida, e isso falta MUITAS vezes no Canil Municipal da Guarda.

NÃO VOU CONTINUAR CALADA E A DAR COBERTURA ÀS ATROCIDADES QUE ALI SÃO COMETIDAS em especial quando eu não estou... o normal é abaterem TODOS os que entram nas minhas férias e acreditem que vi lá montes de focinhos novos... em Junho abateram todos... cães jovens, saudáveis, cães que tinham entrado há meia dúzia de dias... se ninguém fizer nada, segunda-feira muitos vão ser abatidos sem a MÍNIMA razão plausível. CANSEI-ME DE SER CONIVENTE!

NÃO VOLTO A FICAR CALADA!

Obrigada a todos os que ajudam e aos que vão ajudar...."

(...)

E por fim o lema deste canil, municipal da Guarda, é:

"Não os podemos salvar a todos mas podemos salvar muitos!"

"Somos um Canil Municipal, e não sendo o típico canil municipal que funciona como um fim de linha, aqui, embora cada vez mais esporádicos, os abates são uma realidade.

A culpa nem sempre é dos canis, a culpa é dos responsáveis que obrigam a que eles existam."

Canil Municipal da Guarda

...No mínimo irrisório!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

"Ajude-nos a abrir uma Clinica"

"“Estou na 2ª Circular junto a um cão que foi atropelado por diversos carros. Preciso de ajuda urgente!” - Este foi o pedido de socorro para o Scott (fotos), um de muitos que é habitual recebermos todos os meses. O Scott chegou até nós já em coma, em muito mau estado. Teve de ser submetido a diversas cirurgias para o salvar, uma das quais para a remoção de uma das patas.

Felizmente, chegamos a tempo e graças à ajuda de muitas pessoas, conseguimos salvar o Scott.

Actualmente, o SOSAnimal está a receber mensalmente mais de 500 pedidos de ajuda urgente, pelo que os custos veterinários tornaram-se incomportáveis.

Apesar de felizmente contarmos com a ajuda de muitas pessoas que têm contribuído para as Bolsas de Saúde que temos lançado, estas correspondem apenas a uma pequena parte dos custos reais que temos com a saúde dos animais que chegam até nós.

A sua ajuda é essencial!
Com a sua ajuda, vamos conseguir adquirir estes equipamentos.

(...)


Como ajudar:

Pode ajudar enviando cheque à ordem de:
Grupo de Socorro Animal de Portugal
Com o valor que puder dar, para a seguinte morada:
SOSAnimal - Ao cuidado de Ligia Santos
Apartado 8105
1802-001 Lisboa

Se preferir ou não tiver cheques, também poderá fazer transferência bancária para o NIB do grupo SOSAnimal: (Conta especial para o equipamento da Clínica)

NIB: 0035 0202 00036403730 49
IBAN (transferências feitas do estrangeiro): PT50 0035 0202 00036403730 49
Conta da Caixa Geral de Depósitos, em nome de Grupo de Socorro Animal de Portuga
l

Se fizer transferência Bancária, envie-nos os dados da transferência para que possamos alterar a informação que está no site. Pode enviar para o e-mail: sosanimal@sosanimal.com

Mesmo que não possa contribuir, pode ajudar divulgando este apelo.

Pode enviar o link directo para esta página: http://sosanimal.com/html/clinica.html Ou Faça download do ficheiro abaixo e envie para os seus contactos:

Ficheiro Clinica formato PDF

Resta-nos agradecer a sua ajuda.

De toda a equipa do SOSAnimal, por ELE"

Pode ver em detalhe mais informações em SOS Animal

Já agora, daria concerteza uma grande ajuda, se veterinários altruístas se aliassem à causa...

"Candidaturas à CML, e as medidas concretas em relação ao canil/gatil de Monsanto!"

...Esta é uma carta tipo que pode enviar aos candidatos à autarquia de Lisboa e EXIGIR, alterações urgentes no funcionamento, nas estruturas e forma como os animais são tratados no canil municipal da capital do nosso país...VERGONHOSO, teremos que insistir até que a realidade mude!


"Ex.mos. Senhores,

Enquanto munícipe de Lisboa, venho por este meio solicitar a V. Exs. a correcção definitiva e em larga escala da situação desumana e selvagem que se vive no canil/gatil municipal de Lisboa.
Este canil não está sequer a cumprir a legislação nacional (DL-315/2003) e comunitária à qual é obrigado. Gostaria muito que V. Exs tornassem públicas as medidas concretas que pretendem tomar relativamente a este assunto, bem como o prazo para o cumprimento das mesmas.

É inaceitável que o único canil/gatil Municipal, apenas tenha acesso a quem tiver carro, pois o comum munícipe que utilizar transportes públicos tem que percorrer com risco de ser atropelado pela berma de uma estrada sem passeio ou outras condições durante cerca de 1,5 km, quando se poderia aceder pela parte de cima do canil, se aí se construísse um acesso que levaria directamente ás paragens de autocarro que servem o parque do Alvito!

Para tal bastaria a construção de um percurso pedonal, em escada talvez até utilizando os toros provenientes da limpeza da mata adjacente, seria uma opção barata e muito ecológica, para além de permitir o acesso a todos os Munícipes!

Esta situação, apesar da publicidade no site da CML , é por si, um factor de exclusão da maior parte da população em aceder aos serviços aí prestados!

Corrigir o modo de funcionamento do canil/gatil da CML é uma questão de princípio básico civilizacional. Diria mesmo uma questão de cultura e de humanismo.

Em finais de 2006 e já em 2007 muitos cidadãos denunciaram a desumanidade vivida no canil/gatil municipal de Lisboa, tendo-se testemunhado:


. cães presos a pequenas correntes - por vezes presas em 2 elos -, que os impediam de se deitar, beber ou comer convenientemente;


. recipientes de comida cheios de dejectos (diarreia) que só são limpos à hora estipulada para a limpeza e são deixados assim até à limpeza seguinte, que pode ser no outro dia;


. cães de grande porte que mal cabem nas próprias boxes;


. mangueiradas diárias de água gelada em TODOS os cães nas boxes, que ficam em pleno Inverno encharcados 24h por dia, adoecendo gravemente com pneumonia numa semana;

. uma altíssima percentagem de animais saudáveis que adoecem em poucos dias;

. falta de condições de higiene (e.g., sala dos gatos);

. base de dados de animais muito deficiente e falta de campanhas para adopção em locais de grande acesso para a população;

. gatos e cachorros mantidos em jaulas de metal minúsculas, sem luz, com paredes de metal e bases de grade (onde partem as patas que aí entalam com pânico);

. gatas que dão à luz nestas mesmas "jaulas" sem qualquer conforto e recém nascidos espezinhadas pelos outros ocupantes provenientes de outras capturas;

. animais mortos em caixotes a céu aberto;

. inúmeros testemunhos de maus-tratos sobre animais, patentes nas feridas não tratadas;

. um cão mantido numa cela há mais de 1 ano, com músculos atrofiados por não se poder movimentar e cujas unhas encaracoladas (de compridas) se cravavam nas almofadas das patas, o qual era pontapeado até à consulta por não conseguir andar;

. eutanásia de animais nas próprias boxes;

Esta descrição continua actual hoje passados TRÊS ANOS, isto com a degradação do espaço e a sua utilização deficiente em comparação com o modelo/planta afixado à entrada das instalações onde até consta uma sala de estar para os Munícipes que aí se deslocassem isto fica bem no papel, pois na realidade aguarda-se junto ao portão por vezes horas, dependendo da afluência (e da pouca vontade dos funcionários), ao sol ou à chuva dependendo das condições climatéricas!!

Esta descrição não é compatível com a definição de canil municipal de um país europeu civilizado.
É uma verdadeira vergonha para a capital de um país que até há dias ocupava a presidência da União Europeia.
A correcção desta situação é uma obrigação basilar de qualquer autarca.
Há óptimos exemplos em Portugal e em muitos outros países que provam ser possível um modelo de gestão humano e condigno.
É isso que defendo para o município de Lisboa.

Esperando uma atitude concreta e justa por parte de V. Exs., aguardo então a divulgação pública dos vossos planos de remodelação do canil/gatil da Câmara Municipal de Lisboa, a discussão pública deste assunto e a tomada de medidas concretas para corrigir esta situação.


Aguardando a vossa resposta
Com os meus mais respeitosos cumprimentos

Nome: ...
Freguesia (opcional)"


Contactos dos candidatos à CM de Lisboa:

gp_ps@ps.parlamento.pt,
gp_psd@psd.parlamento.pt,
blocoar@ar.parlamento.pt,
gp_pcp@pcp.parlamento.pt,
gp_pp@pp.parlamento.pt,
PEV.correio@pev.parlamento.pt,
mpt@mpt.pt,
josesafernandes@lisboaegente.net,
candidatura@unirlisboa.com,
secretariado@lisboacomcarmona.net,
lisboa@garciapereira.org,
ppm.geral@sapo.pt,
geral@cidadaosporlisboa.org,
lisboa@pnr.pt,
info@pnd.pt

Ligue e seja solidário!




- Ligue para o 760 50 10 15 e estará a ajudar a União Zoófila; http://www.uniaozoofila.org/



- Ligue para o 760 30 00 30 e estará a contribuir para a campanha de esterilização, da Associação BIANCA - ASSOCIAÇÃO DE PROTECÇÃO AOS ANIMAIS SEM LAR DO CONCELHO DE SESIMBRA (mês de Julho). http://www.bianca.pt/

(Custo de cada chamada 0,72€)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

"AAAA pede a colaboração de todos.. vamos andar bonitos e ajudar!!!"

"Pessoal, Voluntários e Amigos!

ALÉM DE DIVULGAR, DIVULGAR, DIVULGAR.... É NECESSÁRIO COMEÇAR A ENCOMENDAR!!!!

Deixo aqui o link que vos leva ate á pagina da AAAA onde podem ver as nossas T-Shirts já com as medidas e respectivos preços.

Sem a ajuda de todos não conseguimos ter sucesso nesta campanha de angariação de fundos tão necessários a esta associação!

Fico aguardar vossos mails (animaisagueda@gmail.com) URGENTES.
Por favor não esqueçam de mencionar: Modelo, Cor e Tamanho


São Lindas e realmente são mais uma forma de nos ajudarem!!
Vejam o link abaixo para poderem escolher:

http://www.facebook.com/l/;animaisagueda.googlepages.com/home32


OBRIGADA A TODOS
AAAA"

Petrúquio - A história de um abondono...



"Olá!

«O meu nome é Petrúquio, mas outrora terei sido um cão diferente com um nome diferente.
Só vos poderei relatar a minha história desde o famigerado dia 8 de Julho de 2009, porque o que antes se passou guardo na grande tristeza que envolve o meu coração e se denuncia nos meus olhos.

«Terei sido abandonado por alguém de quem sinto inúmeras saudades!... E as minhas almofadinhas nas patas são prova de que terei palmilhado muitos quilómetros para encontrar o meu caminho de volta a casa… Cansado, decidi repousar durante uns dias no largo da feira de uma terra com gente simpática, onde não me faziam mal, e onde eu podia dormir confortavelmente.

Só que depois montaram uma festa, e vieram os feirantes, e eu já não sabia qual era o meu lugar.
Confuso tonto e desnorteado, deambulei por lá, e tentei atravessar uma estrada com inúmeros carros. Não sei bem para onde queria ir, só sei que não cheguei ao outro lado. «Vocês compreendem que para nós, que só usamos as patinhas como meio de transporte, o frenesim dos carros é algo que não percebemos, não compreendem?

Pior ainda, nem sequer percebemos o perigo. Foi então que alguém que não deu por mim bateu com o seu carro contra as minhas patinhas dianteiras.
Fiquei ali, ferido e apático, no meio da estrada, levando a que outros condutores contornassem o meu corpo para que não me esmagassem. Julgo que por aquela altura queria desistir de viver… «Eu sei que vocês, humanos, estão em constante correria. É o ritmo da sociedade, ouço dizer… Por isso é que não me ajudaram mais cedo, não foi?

Felizmente dois amigos que por ali passavam, pegaram em mim e levaram-me para o passeio onde fiquei a salvo dos vossos pneus velozes. Eles não sabiam o que fazer e chamaram alguém de quem hoje reconheço o sorriso e a quem retribuo de cauda erguida e a abanar. Esta minha nova amiga acalmou-me com uns afagos, enquanto a ouvia falar ao telemóvel a clamar que alguém a ajudasse a ajudar-me.


«Ainda não passou uma semana, e parece que não encontrei ainda uma solução definitiva…

Sou demasiado meigo e estou demasiado assustado. Sei de cor o rosto de quem me quer mal e dos
que me estão a tratar bem. Mas eu não guardo rancor de nenhum de vocês. Porque eu preciso de ajuda, e só um humano de grande e bom coração me poderá salvar…»

O Petrúquio é um cão de porte médio, com menos de 1 ano. Precisa do melhor de todos os remédios: CARINHO e ATENÇÃO



Desde há uma semana passou já noites em 3 locais diferentes: uma casa onde também havia muitos cães e não pode continuar para além daquela noite, em casa da primeira família que se comprometeu a acolhê-lo e a dar-lhe tudo o que ele necessitava (mas que se livrou dele na primeira oportunidade), e em casa de uma generosa amiga que tem tentado o possível para lhe dar conforto.

Porém ela tem um cão com alguma idade e que já está demasiado habituado ao "seu território", que não tolera a presença de um "estranho" e que tenta de todas as formas mordê-lo e lutar com ele.

Mas o Petrúquio é calmo, e continua psicologicamente muito assustado e abalado…
Tudo o que ele mais queria e nós mais desejávamos era encontrar alguém que pudesse tomar bem conta dele. E definitivamente. Porque ele merece encontrar o seu lugar no mundo!

O Petrúquio nutre um carinho especial por crianças, e é amistoso com todos os animais.

*AJUDEM-NOS A AJUDÁ-LO*

*P.f. contactem o 918840378.*

*Vocês entregam o vosso coração. Nós temos o vosso melhor amigo*

Veja a nova edição do Jornal "Menos Zero em:
http://www.aanifeira.pt/Jornal.html"

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mingu, para adopção responsável!

"Esta é a Mingau, uma cadelinha de porte pequeno/médio com cerca de um ano de idade que apareceu completamente desorientada numa rua de Ermesinde.

Está bem alimentada e com o pêlo muito bem tratado, pelo que presumimos que se tenha perdido de casa ou sido abandonada muito recentemente.

Uma vez que não conseguimos localizar a sua família anterior (muitas pessoas não percebem ainda a importância de colocar um microchip e uma coleira com contactos nos seus animais de companhia), a Mingau precisa de uma nova família que a estime até ao fim da sua vida.



É muito meiga, ideal para companhia.

A Mingau será entregue com microchip, esterilizada, vacinada e desparasitada interna e externamente.

Condições de adopção: comparticipação nas despesas das vacinas e micro-chip, no valor de 25€

Tentaremos encontrar uma boleia para ela, caso seja adoptada em outras zonas do país.

Contactos para adopção:
* Ana Mota 93 837 62 50
* mailto:ana.mota@animaisderua.org>ana.mota@animaisderua.org

Agradeço muito toda a ajuda que possam dar na divulgação deste apelo. A Mingau encontra-se num hotel canino à custa da http://www.animaisderua.org/ - Associação Animais de Rua , que não poderá suportar essa despesa muito mais tempo.
Se quiser ajudar sendo Madrinha/Padrinho de esterilização ou de hotel da Mingau, por favor contacte-nos para o mail:geral@animaisderua.org"

Não compre animais, não se justifica, adopte!

Blog's que divulgam animais para adopção, em situação de urgência!

http://sandracaesgatos.blogspot.com

http://caesescontrados.blogspot.com

http://cmsintra-caes.blogspot.com

http://cmsintra-gatos.blogspot.com

De variadas raças e de todos os géneros e feitios...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O estado do mundo num mapa

Mais uma útil ferramenta para medir o pulso ao estado do mundo, nomeadamente no que às emissões de gases de estufa diz respeito.

A consultar em http://www.breathingearth.net/

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Arrebatador, como se lá tivesse estado...


..."Fim do mês de Maio, eis que chegou a tão aguardada autorização. Na semana seguinte eis que surge a nossa oportunidade. Os níveis de ansiedade são elevadíssimos, e dormir é quase “um pesadelo”. Os preparativos para este trabalho começaram semanas antes da minha partida para a Ilha do Faial.

O factor físico e psíquico, bem como o bom conhecimento do comportamento destes enormes Mamíferos marinhos, são fundamentais para se efectuar um bom trabalho.

Estamos em meados de Julho, nesta época do ano os cachalotes (Phiseter macrocephalus) encontram as condições ideais para o acasalamento. Pensa-se que a época de reprodução destes animais ocorra na Primavera, embora se possa alargar até ao Verão, podendo variar entre os meses de Março e Junho. Neste período este é um dos melhores locais do Mundo para observação de Cetáceos desta espécie.

Depois de uma noite de preparativos com os equipamentos de fotografia e Apneia, eis chegado o dia para começarmos o nosso trabalho. A manha está linda, o Sol brilha de uma maneira especial como se me estivesse a desejar boa sorte. 7.00 Horas da manha tomo a decisão de não levar o caiaque por questões de espaço. O barco está na água com todo o equipamento a bordo, mas nem um sinal de cachalotes.

No ano de 2001, após semanas de autêntica epopeia marítima, foi-me de todo impossível captar uma única imagem de cachalotes. Essa ideia perseguia-me. Será que a má sorte iria continuar?

Até que uma voz se ouve no VHF e tudo muda: “ Baleias, um grande grupo” diz o Vigia do Salão. O meu instinto de Homem do Mar reagiu, aquela mensagem entrou em mim da mesma maneira que nos caçadores, que outrora ouviam o rebentar do foguete e o grito: “Baleia à vista”. (Desta feita o princípio era muito mais nobre com este trabalho pretendi mostrar ao mundo a beleza destes Mamíferos e a importância para a continuação da preservação da sua espécie).

De imediato o Skiper dirige-se para perto da zona do Salão. As grandes profundidades perto da costa facilitam o avistamento dos Cetáceos que aí aproveitam para caçar e descansar.

O barqueiro, peça importante na realização deste trabalho pelo seu conhecimento sobre o comportamento dos animais, dá o sinal de partida. Pelo caminho foi-me dando alguns conselhos que mais tarde se revelaram vitais, embora me tenham destruído fisicamente. Como é hábito antes de qualquer trabalho, a auto-concentração começa, embora todas aquelas baleias me fizessem perdê-la por alguns momentos.

Um primeiro grupo de Cachalotes está a cerca de 100 metros da embarcação. Caio na água; o meu batimento cardíaco acelera de maneira brutal, limitando a minha Apneia a apenas alguns segundos. Vou-me aproximando de um macho de dimensões gigantes, perto dos 18 metros. Os raios de Sol entram na água de uma maneira pouco favorável ao meu trabalho, mas logo as primeiras imagens são registadas. Regresso ao barco para nos posicionarmos melhor em relação ao Sol e recuperar do stress inicial.

O primeiro impacto foi desgastante, os animais são muito grandes, mas só um pensamento me ocorria: tenho que me aproximar mais, muito mais…

Quando me dirigi para a água pela segunda vez tive de nadar uns bons 200 m sem fazer o mínimo barulho. O azul da água era vertiginoso, a ponto de reflectir a minha própria sombra na superfície. Ao fundo, vultos imóveis apareciam à medida que me aproximava, como se de rochas se tratassem.

Não imaginava eu, ser contemplado com tamanho Espectáculo oferecido pela Mãe natureza.

Grandes Cachalotes socializavam (os biólogos peritos em Cetáceos só à relativamente pouco tempo começaram a compreender algo sobre a complexidade social destes animais), num único grupo com nove elementos, constituído na sua grande maioria por fêmeas adultas e duas crias, emitindo um infindável número de estalidos, denominados por “Codas”, num perfeito sincronismo, como se estivessem a perguntar uns aos outros.” Quem é este, o que faz aqui?”

Comecei a disparar a máquina, tão rápido quanto possível. Consegui um grande número de imagens e até mudei de câmara. Não sei quanto tempo durou tal cena, nem de quantos minutos ou segundos foram as minhas Apneias, mas sei que algo em mim mudou para sempre.

Com o Sol bem posicionado e a luz dentro de água perfeita a minha alegria enchia grande parte daquele imenso Oceano.

Por momentos senti-me com vontade de deixar a câmara de lado. Senti vontade de ser um deles, de lhes tocar, o que foi de todo impossível, mas só porque vai contra as regras impostas para a protecção dos animais e não porque eles fugissem.

O seu gigantesco porte, contrasta com a delicadeza dos seus dóceis movimentos, provocando um autêntico bailado subaquático.

De novo no barco, agora mais tranquilo, assisto à lenta fragmentação do grupo em três. Mais à frente avistamos uma fêmea adulta e uma cria, paradas a dormir.

Mais uma vez deslizo lentamente para dentro de água e começo por me aproximar pelas barbatanas caudais. Os Cachalotes tem uma má visão periférica, as aproximações devem ser feitas pela cabeça ou pela barbatana caudal.

Cuidadosamente desloco-me para a cabeça. Os animais nem se mexem e começo a fotografar. Primeiro as baleias completas, depois vou-me aproximando mais e tenho dentro do fotograma a cabeça do Cachalote. Mais algumas fotos e aproximo-me mais. Estou, como é óbvio, a fotografar com uma grande angular. Por momentos perco a noção da distância entre mim e os animais, de tal forma que a cria acorda e num rápido movimento imerge, levando-me consigo. Enfim, coisas do oficio.

De volta ao barco, o meu corpo já não reagia da mesma maneira, mas era imperativo continuar. As grandes descargas de adrenalina tinham roubado quase todas as minhas energias, mas oportunidades como esta podem nunca mais acontecer.

Mal podia acreditar. Tudo isto num só dia. Estava a conseguir um trabalho que poderia demorar anos e tinha a sorte de ter um grupo de baleias muito numeroso, o que também é pouco usual.

São 15.00 horas, há mais de 30 minutos que nada acontece. Os Cachalotes mergulharam e demoram a aparecer. Estamos no mar há quase oito horas, tudo começa a esmorecer.

A luz do dia continua boa. No meu pensamento ocorrem, a grande velocidade, extractos de tudo aquilo que tinha acontecido. Não conseguia pensar em mais nada.

Eis que surge o primeiro Cachalote, submerso há quase 30 minutos. Imerge fazendo um “Breaching” (acto de saltar de um Cachalote, saindo totalmente, ou parcialmente, da água, provocando uma forte agitação) rompendo por completo o silêncio que se fazia. Geralmente os juvenis brindam-nos mais frequentemente com estas brincadeiras.

Preparo-me e volto à água. Desta feita, com outro equipamento e filme. O cansaço desaparecera dando novamente lugar à adrenalina.

Na minha direcção aproxima-se uma grande fêmea com ar dócil. Passa por mim a escassos cm e, com um movimento imaculado, desaparece no azul imenso. Parei. Comecei de novo a escutar os estalidos dos Cachalotes.

Tudo isto para mim é novo, não consigo compreender algumas coisas, mas sei que é um grupo mais pequeno.

Nas minhas costas algo de novo aconteceu. Reparo no estranho comportamento de um Cachalote que colocava a cabeça toda fora de água a “espiar” (acto de colocar a cabeça fora de água, expondo pelo menos um olho para observar em redor), e consegui obter registos deste comportamento, até agora menos visto em imagens fotográficas.

Este foi o último momento em que estas majestosas criaturas estiveram por perto. Não mais as avistei, esperei mais um pouco, e nada… Tão rápido quanto começou, tinha acabado aquele espectáculo maravilhoso. Durante horas houve uma grande cumplicidade entre mim e estes gigantes do mar, outrora caçados, agora felizmente protegidos.

Algo em mim mudou radicalmente, despertando na totalidade o meu lado selvagem, levando-me a perceber o quanto teremos que aprender com estes animais, para que haja um perfeito equilíbrio entre o Homem e a Natureza.

Com este relato pretendo descrever momentos inolvidáveis para sensibilizar todos aqueles que ainda não despertaram para a importância da preservação da vida Animal neste magnifico e por vezes cruel, Planeta Maravilhoso.

A necessidade premente de existir alguém que politicamente defenda com perseverança todos os animais, sejam eles selvagens ou não é de elevada importância para o nosso Planeta. Por tudo isto apoio incondicionalmente o PPA – Partido Pelos Animais e juntamente com eles tentarei reunir o máximo de apoio para que sejam uma força politica em defesa dos Animais com voz no nosso Parlamento."

Manuel Silva

Underwater Photography"