segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A vida aos pedaços…

Mudei de casa muitas vezes. Vivi numa casa velha, com paredes grossas e tectos de estuque, e num T1, que me pareceu a porta da liberdade. Fui através da imaginação aos locais mais incríveis que possam calcular. Viajei incessantemente por Portugal e não só. Não fiz sky, bungeejumping nem surf, ainda. Li muitos livros e melhorei o meu francês. Criei um blog.


Apaixonei-me várias vezes. Por muitas coisas e por algumas pessoas. Desiludi-me mais do que o que queria. Fiz alguns amigos… Perdi uns poucos. Para sempre. Tive já algumas ameaças de ser processada, já insultei e fui insultada em nome dos direitos dos animais. Não consegui comprar aquilo que mais desejava. Fiz muitas asneiras das quais não me arrependo e fiz uma que não voltaria a fazer. Alterei o meu rumo profissional, que espero de forma definitiva. Ainda não aprendi a amar-me nem a valorizar-me como deve ser. Tive um cão, vários cães, para mim os meus melhores amigos de sempre. Perdi os meus avós maternos. Participei em manifestações. Cometi o maior erro da minha vida e sofri demasiado com ele. Estive muito, muito doente e fiquei boa. Plantei no jardim as minhas flores. Chorei muito e ri ainda mais. Saí de casa dos meus pais, mas continua a ser a minha casa. Fiz mais de 300.000 km de carro. Quase emigrei. Aprendi a cozinhar pratos vegetarianos. Desenvolvi o meu fascínio pela fotografia. Aprendi a gerir o meu próprio dinheiro. Aprendi a merecê-lo. Fui tia e madrinha pela primeira vez. Deixei morrer a roseira branca do quintal e consegui manter a orquídea em flor durante um ano. Percebi o que é realmente importante.


Experimentei muitas coisas só para ter o prazer de as sentir. Perdi a cabeça vezes sem conta. Menti. Fui inocente. Fui crédula. Vi a minha família desmoronar-se de dor e eu com ela. Percebi que há amigos que são muito mais sólidos e importantes que alguma família. Enganei-me. Iludi-me. Cresci, continuo a crescer. Já passei por momentos de algum sofrimento, já me senti a morrer de dores na alma. Dei-me de alma e coração e fui roubada. Nunca me fizeram mal. Despedi-me de gente até nunca mais. Realizei alguns dos meus sonhos. Tornei-me dependente da natureza e de interagir com ela… Continuo a gostar de cinema e de teatro. Adoro ler, muito, sempre. Passei a saber o que é viver com o coração fora do corpo. A música mantém-se o meu maior vício e os concertos ao vivo a minha mais deliciosa carência. Senti falta de gente, lugares e emoções. Percebi que a água é o meu elemento natural. Deslumbrei-me com paisagens e defini onde um dia desejo morrer. Saboreei o mais ensurdecedor dos silêncios e fiquei extasiada com a sensação. Reforcei convicções, lutas, dúvidas e incertezas, umas efémeras outras eternas… Envolvi-me nas mais deliciosas conversas sobre o mistério que é a vida… E assim, vou continuando a caminhar...


domingo, 20 de fevereiro de 2011

movies and words...

Jesse: Um, do you believe in reincarnation?

Céline: Yeah, yeah, it’s interesting.

Jesse: Most people, you know, a lot of people talk about the past lives, and things like that, you know, and even if they don’t believe in it in some specific way, you know, people have some kind of notion of an eternal soul, right?

Céline: Yeah.


Jesse: Okay. Well, this is my thought. Fifty thousand years ago, there are not even a million people on the planet. Ten thousand years ago, there’s like two million people on the planet. Now, there’s between five and six billion people on the planet, right? Now, if we all have our own, like, individual, unique soul, right, where do they all come from? Are modern souls only a fraction of the original souls?. Because if they are, that represents a five thousand-to-one split of each soul in just the last fifty thousand years, which is like a blip in the earth’s time. You know, so, at best, we’re like these tiny fractions of people, you know, walking… I mean, is that why we’re all so scattered? You know, is that why we’re all so specialized?

Céline: Wait a minute, I’m not sure I…I don’t….


Jesse: Hang on, I know, I know, its a totally scattered thought, which is kind of why it makes sense.


Para ti...


...porque quero. porque sim. porque apetece.
Só por isso. Apenas isso e nada mais.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

E assim sou...

E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância — irmãos siameses que não estão pegados.

Bernardo Soares, Livro do Desassossego, fragmento [10]


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Apenas um sorriso...

Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.



Eugénio de Andrade

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"O Vegetarianismo como obrigação ética"

"Fundamentalmente, há três possíveis vias de argumentação a favor do vegetarianismo: 1) o respeito pelos animais não-humanos, 2) a preservação do ambiente e 3) o cuidado com a saúde. Só as duas primeiras vias de argumentação é que são de ordem ética e, por isso, são apenas essas duas que vou analisar. Há ainda uma possível quarta via de argumentação a favor do vegetarianismo, que é o da eficiência económica, que pode também ter uma relevância ética, como procurarei demonstrar.
Neste artigo, defenderei que temos o dever ético de i) respeitar os animais não-humanos, de ii) preservar o ambiente e viver tão ecologicamente quanto possível, e de iii) ter um sistema de produção alimentar que seja o mais economicamente eficiente possível, essencialmente para corresponder às necessidades elementares de todos os humanos, e argumentarei que uma das implicações que se segue destes deveres é o vegetarianismo como obrigação ética."...

Fonte e desenvolvimentos aqui - http://www.filedu.com/mmoutinhoovegetarianismocomoobrigacaoetica.html


O que fazer em caso de maus tratos e negligência a animais...

"Andem sempre com uma cópia desta Lei e mostrem à Policia quando disserem que nada podem fazer pelos animais!

A lei é clara (lei nº 92/95, de 12 de Setembro):
são proibidos actos de violência contra animais de companhia, quer estes tenham dono ou sejam errantes (abandonados/vadios).
Nenhum cão ou gato pode ser maltratado. Quem o fizer sujeita-se a uma coima.

O que podemos considerar como actos violentos e passíveis de denuncia:
Negligência por parte dos donos (por exemplo, manter um animal preso num local em que esteja exposto a condições climatéricas graves (ex: ao sol no pico do verão);
Negligência dos donos que mantêm animais à sede e fome ou visivelmente doentes sem tratamento;

Abandono de um animal doméstico;
Violência física contra o animal, seja um animal com dono ou errante (agressões);
Combates/lutas de animais (situação que possui legislação própria (Decreto-Lei 312/2007)"

In Portugueses Pelos Direitos de Todos os Animais Humanos E NÃO Humanos



"Saiba o que fazer em caso de maus-tratos, negligência e abandono de animais

As Associações de Apoio Animal recebem diariamente dezenas de denúncias diferentes acerca dos mais diversos tipos de situações de maus-tratos, negligência e abandono de animais, sobretudo de animais de companhia, com especial destaque para casos em que as vítimas são cães e gatos, embora, em muitos outros casos, as vítimas sejam burros, cavalos, póneis, vacas, porcos, galinhas e até animais selvagens que são mantidos como animais de companhia. Apesar de haver diversos diplomas que se referem à protecção dos animais e, em especial, à protecção dos animais de companhia, muitas destas disposições são habitualmente desconsideradas no modo como muitas pessoas tratam os animais (os seus, os das outras pessoas e os que estão abandonados). É, pois, de fundamental importância divulgar o mais possível os procedimentos a ter quando alguém se encontra perante um caso destes.



Salvo nos casos extremos em que haja uma justificada razão de legítima defesa (do indivíduo, de outra pessoa, de outro animal ou de bens), é sempre proibido cometer actos de violência contra animais de companhia, quer sejam animais pelos quais alguém seja responsável, quer sejam animais errantes. A
violência contra animais é proibida e punível por lei, com coimas cujos valores podem variar entre os €500 e os €3740, ou de €44 890, se o autor dos actos for uma pessoa colectiva (uma empresa ou uma instituição). A negligência, nomeadamente a omissão de cuidados essenciais para a garantia do bem-estar dos animais no próprio alojamento (considerada como abandono nos termos do Art.º 6.º-A, do DL n.º 276/2001, de 17 de Outubro), é também proibida e punível neste quadro de sanções. A posse irresponsável de animais considerados potencialmente perigosos ou perigosos nos termos da lei (DL n.º 312/2003, de 17 de Dezembro), sobretudo quando apresenta claros riscos para a segurança pública, nomeadamente de pessoas e de outros animais, é proibida, assim como o treino destes animais para combates entre os mesmos e a própria organização e realização destes combates, sendo estes actos puníveis com coimas de valor compreendido entre os € 500 e os € 3740, ou de € 44 890 Euros, se o acto for cometido por uma pessoa colectiva. Em qualquer caso e consoante a gravidade do ilícito contra-ordenacional, as autoridades podem decidir aplicar sanções acessórias várias, nomeadamente podendo declarar a perda dos animais a favor do estado com a consequente possibilidade de serem reclamados para adopção.

Sempre que conhecer ou testemunhar alguma destas situações, saiba que compete às autoridades garantir que não aconteçam, assegurando a fiscalização e o cumprimento das normas legais vigentes de protecção dos animais. Se conhecer algum caso em que algum animal esteja a ser mantido de forma que lhe seja prejudicial num qualquer espaço, ou que não esteja a receber os cuidados elementares para que o seu bem-estar seja garantido, ou que tenha sido abandonado (e em que possua elementos acerca de quem o abandonou e das circunstâncias em que foi abandonado), ou que tenha sido ou esteja a ser vítima de maus-tratos por parte de alguém (seja o detentor do animal ou não), proceda da seguinte maneira:



Em casos urgentes, peça a presença e assistência imediata da autoridade policial da área (PSP ou GNR). Se o caso for grave mas se não for necessário pedir a colaboração imediata da autoridade policial no local, opte por ligar directamente para a esquadra da Polícia Municipal (se existir na área), da PSP ou posto da GNR da área, explicando a situação e pedindo à autoridade policial que compareça no local e que proceda de acordo com o que a lei prevê para o caso específico denunciado.



Apresente *sempre* uma queixa da situação que denuncia à Polícia Municipal (PM), à PSP ou à GNR. Cabe à PM/PSP/GNR dirigir-se ao local, avaliar a situação, impedir qualquer acto de violência, negligência ou abuso de animais, desde que seja proibido por lei, identificar os autores destas infracções, levantar o auto referente a esses casos e enviá-lo para o Ministério Público, que determinará se o acto em causa será um ilícito de natureza contra-ordenacional ou criminal. Lamentavelmente, os actos de violência, negligência e abandono de animais não são tipificados como crimes (excepto se os animais tiverem proprietário, caso em que poderá haver crime de dano), mas como contra-ordenações.


Nestes casos, é sempre importante denunciar o caso também ao Médico Veterinário Municipal da câmara municipal da área, que, sendo a autoridade veterinária local, é responsável pela fiscalização e aplicação da legislação vigente de protecção dos animais, competência que partilha e que deve executar
juntamente com o Presidente da Câmara Municipal e com as autoridades policiais. As autoridades policiais podem também pedir a colaboração do Médico Veterinário Municipal, da Direcção Regional de Agricultura da área (autoridade veterinária regional) ou da Direcção Geral de Veterinária (autoridade veterinária nacional). Qualquer destas autoridades pode receber directamente uma queixa, embora seja sempre aconselhável apresentar queixas às autoridades policiais e veterinárias locais.

Atenção: NÃO aceite um NÃO como resposta das autoridades. A legislação em vigor responsabiliza as autoridades acima referidas pela fiscalização e aplicação destes diplomas e das normas que estabelecem. Contacte a ANIMAL (através do 222 038 640) sempre que precisar de alguma informação sobre como proceder nestes casos."

Fonte: Saiba o que fazer em caso de maus-tratos, negligência e abandono de animais


Veterinário Municipal de Valongo, um exemplo para a classe.

..."CAMPANHA DE ESTERILIZAÇÃO DE CÃES E GATOS DE MUNÍCIPES CARENCIADOS

A fim de assegurar a diminuição da sobre-população animal é essencial o incentivo à esterilização de animais.
A Câmara Municipal de Valongo através de um acordo com clínicas veterinárias do concelho levará a cabo um programa de esterilização de animais domésticos, de forma continuada ao longo dos próximos anos, a fim de auxiliar os Munícipes carenciados na esterilização dos seus animais. Para beneficiar desta campanha bastará ter o animal registado na Junta de Freguesia e obter o certificado de proprietário carenciado, caso se enquadre em algum dos seguintes escalões:
- Proprietário reformado/ empregado com rendimento inferior ao ordenado mínimo nacional;
- Proprietário desempregado;
- Proprietário beneficiário do rendimento mínimo garantido.
Caso deseje mais informações, contacte o Centro Veterinário Municipal, no local ou através do n.º 224223040, nas manhãs de 2ª, 4ª ou 6ª."...

Mais informações, aqui - Canil Municipal de Valongo


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

movies and words...


Jesse: This friend of mine had a kid, and it was a home birth, so he was there helping out and everything. And he said at that profound moment of birth, he was watching this child, experiencing life for the first time, I mean, trying to take its first breath... all he could think about was that he was looking at something that was gonna die someday. He just couldn't get it out of his head. And I think that's so true, I mean, all - everything is so finite. But don't you think that that's what, makes our time, at specific moments, so important?

Celine: Yeah, I know. It's the same for us, tonight, though. After tomorrow morning, we're probably never going to see each other again, right?

Celine: We, maybe we should try something different. I mean, it's no so bad if tonight is our only night, right? People always exchange phone numbers, addresses, they end up writing once, calling each other once or twice...

Jesse: Right. Fizzles out. Yeah, I mean, I don't want that. I hate that.

Celine: I hate that too, y'know.

Jesse: Why do you think everybody thinks relationships are supposed to last forever anyway?

Celine: Yeah, why. It's stupid.

......

Jesse: I kind of see this all love as this, escape for two people who don't know how to be alone. People always talk about how love is this totally unselfish, giving thing, but if you think about it, there's nothing more selfish.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

...

Acredito em seguir o coração, ele nunca se engana.

Acredito em ser verdadeira.

Acredito que 1 segundo de felicidade vale uma vida inteira porque se o guardarmos bem em nós torna-se eterno.

Acredito que só vemos a nossa alma se reflectida no brilho de uns olhos especiais.
Acredito que a loucura não é uma coisa má.
Acredito que são as nossas lágrimas a tinta com que podemos desenhar o mapa da nossa alma no coração de alguém.

Acredito em afogar as lágrimas Acredito que as palavras podem tocar. Acredito em abraços e beijos.
Acredito que o ar tem de ter sabor ao fim de cada dia.

Acredito que o brilho da Lua é só para iluminar o cantinho escuro onde as vezes caio.

Acredito que um sorriso pode ser um mundo.

Acredito na paixão.

Acredito no Amor, quando de verdade.

Acredito em fazer amor com o olhar.

Acredito que ser tarada é bom e não uma perversão.

Acredito nos amigos, que não nos desiludem.

Acredito que podemos mudar a vida de alguém.

Acredito na defesa de causas.

Acredito que a Lua é minha.

Acredito nos desejos formulados às estrelas.

Acredito na natureza e na sua capacidade de transformação.
Acredito que as vontades podem fazer a diferença.

Acredito que a possibilidade é uma amante maravilhosa.
Acredito na inocência.

Acredito na liberdade.

Acredito nos sonhos.

Acredito em mim... ... e acredito sim em duendes, romance, nos animais, na poesia, nos mistérios da vida...e em um dia... ser Feliz...


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Blue Valentine.

..."You Always Hurt the One You Love"...

Perturbadoramente real, são as palavras que me surgem para descrever este filme. Em que testemunhamos de que jeito pode o desgaste do tempo afectar um amor em tempos arrebatador, como leva tudo, sem dó nem piedade, de um forma tempestiva e avassaladora... E à tentativa desesperada e sôfrega de salvar o que já não tem como ser salvo...na prova de que o amor não é mesmo eterno e vive apenas um momento, um tempo concreto e absoluto...e enquanto dura deve ser vivido em pleno, porque pode acabar mesmo ali...sem qualquer pré-aviso...apenas parte, sem se despedir...


OS BENEFÍCIOS DAS BAGAS DE GOJI...


"Para quem ainda não as conhece, as baga de Goji são as frutas de uma planta chamada Lycium barbarum, oriunda dos Himalaias, (Norte da China e Tibete). Estas baga vermelhas são muito semelhante com as nossas famosas passas de uva, mas o seu sabor é ligeiramente diferente. Apesar de serem usadas na alimentação dos chineses, tibetanos e indianos há milhares de anos, só muito recentemente começaram a ser consumidas pelos ocidentais, quando se descobriu o seu incrível poder antioxidante e qualidades nutritivas.

Muitos especialistas consideram as bagas de Goji como a fruta mais rica em nutrientes do mundo, isto porque são uma incrível fonte de proteína completa. Contêm 18 aminoácidos diferentes, entre os quais estão os 8 essenciais ao corpo humano. Contêm até 21 minerais, entre os quais: zinco, ferro, cobre, cálcio, selénio e fósforo.Contêm também vitaminas B1, B2, B6 e vitamina E, e também polissacarídeos, que fortificam o sistema imunitário, sendo que este é um dos elementos responsáveis pelo seu extraordinário efeito anti-envelhecimento.


Que mais benefícios nos oferecem?


Protege o corpo do envelhecimento e aumenta a longevidade

Promove a energia e bem-estar em geral
Protege contra doenças cardio-vasculares e inflamatórias

Fortifica e mantém um sistema imunitário saudável
Alguns estudos apontam como tendo propriedades anti-cancerígenas
Combate a artrite
Baixa o colesterol

Equilibra os níveis de pressão do sangue

Ajuda no processo digestivo e na perda de peso

Melhora os níveis de insulina nos diabéticos

Melhora as cataratas, a visão turva e a audição
Fortalece e suporta a função saudável do fígado e dos rins

Fortalece os ossos e os tendões

Mantém um sistema nervoso saudável
Protege a pele dos danos causados pelo sol
Aumenta a líbido e o desempenho sexual
Promove a fertilidade

Portanto, só bons motivos para você começar já a consumir estas deliciosas bagas.

Onde se vendem?

Em lojas de produtos naturais.
Atenção: existem várias marcas e vários preços. Não me compete a mim indicar-vos as melhores. Sigam a vossa intuição. O vosso corpo agradece.


Como podem ser consumidas?


De diversas maneiras: pode misturar com iogurtes, flocos, batidos, chás, ou comer directamente do pacote (esta última é a minha preferida). É um excelente snack."

Fonte: Vegetarian Dining

* Exige sempre Goji com selo de certificação do Tibete!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

... o SIM da tua dignidade.



Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.

Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.

Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de «elitismo», mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.

Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.

Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.

Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.

Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.

Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenamo-nos em gado sob o comando de um pastor.

Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.

Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.

E é do NÃO ao que te limita e degrada que tu hás-de construir o SIM da tua dignidade.

Vergílio Ferreira, Conta-Corrente

movies and words...

mia: don’t you hate that?

vincent: what?

mia: uncomfortable silences. why do we feel it’s necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?

vincent: i don’t know.

mia: that’s when you know you found somebody special. when you can just shut the fuck up for a minute, and comfortably share silence.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Diferenças relativas...

Como combater argumentos especistas:

"Imagino que todos aqui tenham uma idéia do que sejam direitos humanos. Por que é que todos os seres humanos, independetemente de suas capacidades cognitivas, têm o mesmo direito à vida, à integridade física e à liberdade? Simplesmente porque têm o mesmo interesse em continuar vivos, em não sofrer e em não serem aprisionados. Se os outros animais têm exatamente os mesmos interesses, por que não deveriam ter os mesmos direitos?
(...)

Respondendo à minha pergunta anterior, um especista diria que os outros animais não teriam os mesmos direitos básicos que os seres humanos porque eles pertenceriam a uma espécie diferente. Do mesmo modo que um racista negaria os mesmos direitos aos negros pelo fato destes últimos possuírem uma cor de pele diferente. Ou seja, discrimina-se com base em características biológicas irrelevantes para se defender privilégios inaceitáveis.
(...)

Só para concluir, o que há de mais errado na escravidão não é o modo como o escravo é tratado, mas o simples fato de que a sua própria vida não lhe pertence. Ao invés de questionarmos o modo como os chimpanzés são tratados nos circos, deveríamos nos questionar o porquê deles estarem lá em primeiro lugar. Quem foi que nos deu o direito de aprisioná-los e de usá-los para os nossos próprios fins? A lei do mais forte?
(...)

Peter Singer é um filósofo utilitarista, ou seja, sua abordagem não tem nada a ver com direitos, seja para humanos ou para outros animais. O seu objetivo é o da maximização do prazer e o da minimização da dor no mundo, mesmo que isto se dê às custas da violação do interesse de alguns, como no caso da vivissecção.
Os principais teóricos dos verdadeiros direitos animais são os americanos Tom Regan e Gary Francione, que se fundamentam na ética do dever."
(...)

Para que algum indivíduo seja titular de direitos básicos, o único requisito necessário é a sua capacidade de possuir interesses. E para que ele tenha interesses em sentido concreto, ele necessariamente deverá ser capaz de ter sensações. Como os vegetais não se enquadram nesta categoria, eu não estaria sendo especista ao matar um pé de alface, que não deixa de ser um organismo pertencente a uma espécie diferente.
(...)


Conheço o livro de Pollan, cuja tese é semelhante a de Peter Singer. Para ambos, não haveria problema ético algum em alguém ser um "onívoro consciencioso". Para eles, o que importa é o modo como o animal foi tratado e não o seu uso em si. Um onívoro consciencioso seria o equivalente a um senhor de escravos cujos escravos recebem tratamento exemplar, com ar condicionado nas senzalas, horas de descanso regulares e plano de saúde.
(...)

Sem contar que quando matamos um animal, necessariamente estaremos privando-o de suas experiências futuras, mesmo que ele tenha morrido com um sorriso de orelha à orelha. Para que um indivíduo tenha direito à vida, basta que ele seja capaz de desfrutá-la. Para que ele possa desfrutá-la, ele deverá ser capaz de ter sensações. O fato de ele não ter consciência da morte é irrelevante, pois muitos seres humanos também não têm e nem por isso deixam de ter direito à vida."


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O teu sabor...

Respiro o teu corpo: sabe a lua-de-água ao amanhecer, sabe a cal molhada, sabe a luz mordida, sabe a brisa nua, ao sangue dos rios, sabe a rosa louca, ao cair da noite sabe a pedra amarga, sabe à minha boca.







Eugénio de Andrade

movies and words...

Celine: You know what I want?

Jesse: What?

Celine: To be kissed.

Jesse: Well I can do that.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O mundo mudou e eu não sinto o mesmo...



O
mundo inteiro muda e eu... eu,não sinto o mesmo...olho à minha volta e vejo a mudança nas coisas: os cabelos brancos do meu pai, as rugas da minha mãe, os filhos dos amigos, os bisnetos dos meus avós, os meus cães a entrar na idade sénior, já não reconheço antigas ruas, os lugares de outro tempo desvaneceram-se. As palavras que ouço por aí soam-me de forma estranha, também elas sofreram uma qualquer mutação, os jornais trazem um português bizarro, o alento de sonhar ideais perde-se nas vontades, as cartas de amor não se escrevem em folhas de papel, o romance não tem mais o sabor a filme clássico, falo com estranhos que não me entendem, olham-me como se falasse outro idioma, até as árvores parecem florescer mais cedo, as aves traçam os céus perdidas, o mundo parece-me um local estranho, vejo a minha cidade que padece de um cinza mais carregado. As fotografias já não se representam em negativos, são agora de um digital falseado...
As crianças vejo-as crescer tão depressa, que me faz pensar que a vida é curta demais e que o envelhecer surge demasiado cedo...

Embora digam que mudei, não sinto em mim essa mudança, cresci, aprendi, continuo a aprender. Sem grandes certezas de nada, vou tentando exorcizar antigos demónios, vou conseguindo, outros vão surgindo e vou tentando lidar com eles, mas penso que a isso se chama ganhar maturidade...


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Conversas com amigos...



...e bem que às vezes, não sei se não estaria melhor, insanidade por insanidade, às tantas se estivesse resguardada deste hospício em que vivemos, seria mais feliz! Mas por enquanto, vou por cá ficar e chatear algumas das pessoas normais e aborrecidas, que por mim se vão cruzando...

E não, não falo de ti, porque felizmente não és muito normal, seja lá isso o que for...

Mas na verdade, não achas que vivemos no meio de uma sociedade amorfa, formatada...toda a gente diz as mesmas coisas, tem os mesmos comportamentos, vai aos mesmos sítios, veste as mesmas merdas, usa o mesmo corte de cabelo, acredita nas mesmas tangas, deseja o mesmo tipo de vida, tem os mesmos sonhos e expectativas... dasse, que falta de criatividade!....pelo menos num hospital psiquiátrico, tudo seria diferente!...

...emoções e acasos...

A vida, as suas perdas e os seus ganhos, a sua
mais que perfeita imprecisão, os dias que contam
quando não se espera, o atraso na preocupação
dos teus olhos, e as nuvens que caíram
mais depressa, nessa tarde, o círculo das relações
a abrir-se para dentro e para fora
dos sentidos que nada têm a ver com círculos,
quadrados, rectângulos, nas linhas
rectas e paralelas que se cruzam com as
linhas da mão;

a vida que traz consigo as emoções e os acasos,
a luz inexorável das profecias que nunca se realizaram
e dos encontros que sempre se soube que
se iriam dar, mesmo que nunca se soubesse com
quem e onde, nem quando; essa vida que leva consigo
o rosto sonhado numa hesitação de madrugada,
sob a luz indecisa que apenas mostra
as paredes nuas, de manchas húmidas
no gesso da memória;

a vida feita dos seus
corpos obscuros e das suas palavras
próximas.


Nuno Júdice