quinta-feira, 1 de março de 2012

Em sociedades evoluídas é assim...

(...) “Não existe espaço na nossa sociedade para animais selvagens usados para entretenimento nos circos. Os animais selvagens merecem o nosso respeito”, disse o ministro com a pasta do Bem-estar Animal, Lord Taylor, em comunicado.(...)

Fonte e desenvolvimento aqui- Público Ecosfera

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

From my window...







Nota: Fragmentos do local onde vivo; são fotos que vou tirando ao que me apaixona na localidade onde resido.(Clicar nas fotos para ampliar.)

"Não há nenhuma lei nem decreto-lei que proíba alimentar animais em espaços públicos."...

Este foi um e.mail (escrito por uma responsável de uma associação de protecção animal em Portugal) que recebi reenviado e que publico, por achar extremamente importante esta informação...Para se confirmar, o que é dito, é uma questão de se pesquisar a legislação portuguesa neste âmbito.


(...)"Não há nenhuma lei nem decreto-lei que proíba alimentar animais em espaços públicos. Há é regulamentos e posturas camarárias, de muitos municípios que proíbem alimentar animais em espaços públicos e temos que lutar contra elas. Se eles não criam centros de recolha com condições para os animais errantes serem acolhidos com dignidade, nem aplicam as coimas que devem aplicar a quem os abandona,  não podem impôr à população que não alimente animais famintos. Isso traduz-se numa brutal violência psicológica contra os cidadãos com sentimentos e princípios éticos. Deviamos era juntar-nos todos e propôr uma acção popular contra as Câmaras que proibem a alimentação de animais errantes e todas aquelas que têm canis de abate onde os animais, antes de abatidos, têm que sofrer horrores, o que também se traduz na violação dos sentimentos éticos dos cidadãos que presenciam tal sofrimento. Já que para eles os animais não representam coisa nenhuma, então temos que ir pela violação dos direitos dos cidadãos eticamente bem formados, aos quais é infligido, diariamente, um enorme sofrimento psicológico por terem que lidar com tanta crueldade contra os animais. Para além do mais, não alimentar animais famintos é um péssimo exemplo para as nossas crianças e jovens e só serve para perpetuar a falta de cultura do nosso povo relativamente ao sofrimento dos animais. Se conseguirmos um bom advogado pro bono que queira avançar com uma acção contra as Câmaras e para o Tribunal das comunidades, por incumprimento da Convenção Europeia de Protecção dos Animais de Companhia, eu estou à disposição para ajudar na fundamentação jurídica.


O nosso Direito é péssimo, mas nós nem esse exigimos que seja cumprido. Não defendemos sequer os nossos direitos. Esta é a triste realidade ..."

"Unlikely Friendships"

"O livro "Unlikely Friendships" (Amizades improváveis, na versão em português) mostra animais de espécies diferentes que foram flagrados em momentos de "amizade".
As 47 histórias compiladas pela escritora da National Geographic Jennifer S. Holland, especializada em ciência e história natural, mostram desde casos conhecidos, como o da gorila americana Koko e seu gato de estimação All Ball, até outros mais recentes.
A autora diz que, em alguns dos casos, o comportamento dos animais pode ser explicado pelos benefícios que eles ganham com a companhia de outras espécies." (...)




Como os animais são simplesmente 

maravilhosos!


"Grandes companheiros
Raposa faz amizade com cão na Inglaterra" - Link para desenvolvimento.



"Fotógrafo flagra panda em posição inusitada, na China" - Link para desenvolvimento.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"Investigação europeia arrasa zoos portugueses".

...Pelos vistos as denúncias à Comissão Europeia, funcionam...ao contrário do que acontece, com as mesmas, apresentadas junto das nossas autoridades. Como é usual, para as nossas autoridades o relatório está errado e é tudo um paraíso...

(...)"Em geral, diz o relatório, os zoos portugueses “não parecem dar um contributo significativo para a conservação das espécies”. No que se refere à segurança, no Zoo da Maia e no Europaradise não havia barreiras exteriores para impedir a fuga de animais. No Zoo de Lisboa foram mesmo observadas ratazanas à solta – uma situação que a instituição confirmou ao i, mas que é atribuída “aos esgotos da Câmara de Lisboa”, que já terá sido “alertada” para resolver o problema. A investigação mostra que há animais, em alguns casos selvagens, a “vaguear” pelos zoos e que quase todos os espaços encorajam os visitantes a tocar nos animais. “O que pode pôr em risco a saúde e o bem-estar do público.” No Zoo da Lourosa e no Europaradise, por exemplo, é permitido o contacto com casuares – aves de grande porte que podem ser agressivas. “Os parques devem ser obrigados a assumir uma responsabilidade muito maior na segurança do visitante”, recomenda a Born Free, que dá ainda nota negativa à generalidade dos espectáculos com animais apresentados ao público, por não mostrarem o “estado natural” das espécies. O relatório vai mais longe e diz que é necessária “uma investigação profunda”, por parte da DGV, “sobre se os delfinários do Zoo de Lisboa e do Zoomarine têm condições para atender aos requisitos da lei”." (...)

Fonte e desenvolvimento aqui - Jornal "i"

O movimento pela Abolição das Touradas em Portugal continua em 1º lugar !

Quando vão os nossos governantes perceber que a questão da defesa dos direitos dos animais e o seu bem estar, é cada vez mais relevante para a sociedade em geral. Também constitui uma prioridade!

O movimento pela Abolição das Touradas em Portugal continua em 1º lugar ! Vamos dar voz a quem a não tem! [Público 16/01/2012]



http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos.aspx?m=98

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

" A minha visita a um abrigo para animais em colonia - alemanha"

Em 2008 li este texto e comovi-me, fiquei a desejar que o meu país também assim tratasse os seus animais...continuo a sonhar e a acreditar que um dia chegaremos a este grau de evolução humana. Por isso republico.



Shelterkoln - O típico canil "municipal"/abrigo para animais na Alemanha, neste blog é descrita na primeira pessoa as condições físicas e funcionamento de um canil num país onde as leis protegem e respeitam a existência natural de um animal (errante)...

"O nível civilizacional de um povo mede-se pela forma como este trata os animais." - Gandhi

"WHAT A WONDERFUL WORLD "...

Este é o resultado da ganância dos países Asiáticos economicamente ascendentes, bem como da nossa vaidade e futilidade...CRIMINOSOS, todos: os que matam, traficam, pagam e compram.


Foto: AFP

Citando um amigo, concordo em absoluto: - "O expoente máximo da abjecção humana: dizimar outra espécie por causa de uns ornamentos. Resta esperar pela inevitável extinção da espécie humana para que o planeta reencontre a harmonia. De forma activa participo nesse desígnio. "O mundo começou sem humanos e acabará sem eles." Claude Lévi-Strauss."


"Caçadores furtivos fortemente armados abateram, em dois meses, cerca de 500 elefantes dentro do Parque Nacional Bouba Ndjida, nos Camarões, perto da fronteira com o Chade. A organização IFAW acredita que o número aumentará porque continuam a ouvir-se disparos na zona."(...)

Fonte e desenvolvimento aqui - Publico Ecoesfera

"Mais rinocerontes têm sido impiedosamente abatidos na província de Limpopo. Desta vez, os caçadores mataram dois deles e acabaram vitimando três – um rinoceronte de 2 anos de idade, sua mãe grávida e o filhote que estava em seu ventre prestes a nascer dentro de alguns dias. Eles foram estupidamente baleados na região de Letsitele, em plena luz do dia. Os chifres da mãe e do outro adulto foram removidos. As informações são da Sa-People."(...)

Fonte e desenvolvimento aqui - Anda

domingo, 26 de fevereiro de 2012

S.O.S Planet.




"Give a hand to wildlife."




Faz a tua parte, por um mundo melhor!...

Princípios


Podíamos saber um pouco mais
da morte. Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa. 


Podíamos saber um pouco mais
da vida. Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver. 


Podíamos saber um pouco mais
do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
sabemos do amor.

Nuno Júdice

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Poema à boca fechada.


Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais boiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.

José Saramago

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

UM DIA, ISTO TINHA DE ACONTECER.

Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

por Mia Couto

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Já não me importo


Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar. 
Sou um navio que chegou a um porto


E cujo movimento é ali estar.
Nada me resta
Do que quis ou achei. 
Cheguei da festa 
Como fui para lá ou ainda irei ...Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou, 
Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,
Com um olhar
Que, sem o poder ver, 
Sei que é sem ar
De olhar a valer.
E só me não cansa 
O que a brisa me traz
De súbita mudança 
No que nada me faz. 


Fernando Pessoa

domingo, 19 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Animais: dos filmes aos cosméticos.


"Li hoje na Visão um artigo da Time sobre a forma como são tratados os animais em Hollywood durante as filmagens. Será que longe vai o tempo em que um cavalo era vendado e empurrado de um penhasco sobre um lago, de modo a captar-se a imagem de um cowboy montado a saltar para a água? Tal sucedeu em 1939, durante as filmagens do western Jesse James. A indignação foi geral e surgiram novas regras para as gravações com animais.

Recentemente, e apesar dos esforços e acompanhamento da American Humane Association, um dos treinadores abateu um chimpanzé à frente de um supervisor durante a rodagem de Speed Racer, em 2008. Mas há casos de total respeito pelo bem-estar dos animais, como o novo filme de Steven Spielberg, Cavalo de Guerra. E a tecnologia pode dar uma ajuda: Planeta dos Macacos: a Origem foi filmado sem… um único símio.

Também a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) acompanha de perto o bem-estar dos animais, seja frente às câmaras ou noutras situações. Por isso a ONG segue questões tão importantes como testes em animais. Recentemente, a Avon, a Mary Kay e a Estée Lauder passaram a incluir a lista de marcas que fazem testes em animais (a lista pode ser consultada aqui). Esteja atento: na hora de comprar o gel de banho ou o creme facial, não é só o aroma que conta…"

Fonte: Gingko blog.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Porque é a minha hora favorita do dia...

Temos estas palavras. Agora, é aqui que estamos. Reparaste que utilizo a primeira pessoa do plural, nós, refiro-me, claro, a ti e a mim. Talvez haja outras pessoas a ler este texto mas, agora, neste preciso agora, só podemos ter a certeza acerca de nós, somos os únicos aqui. Eu sei que os nossos corpos estão em algum lugar específico, localizável por GPS, é possível que esteja uma temperatura perfeita nesse lugar, os milagres da climatização, mas também é possível que entre uma aragem gelada pela janela aberta, pela janela aberta do carro,também é possível que esse lugar seja ao ar livre. É possível, mas é pouco importante porque, agora, neste preciso agora, estamos aqui. A nossa atenção está toda nestas palavras.

Alguns, vários, passaram também por aqui, demoraram-se apenas durante quatro ou cinco linhas do início. Depois, tentando reter a a informação essencial, agarraram-se a uma ou duas linhas do meio e do final, infelizmente para eles, nem sempre a informação é o mais essencial. E, dessa forma, não chegaram a sentir aquilo que possuímos por estar aqui, aquilo que realmente importa: este tempo.

Repara na forma como passa este tempo lido. Temos muitas oportunidades para respirar. Se quisermos, apenas pela vontade do nosso entendimento, podemos alongar as palavras para fazer caber nelas os nossos caprichos mais lânguidos. Podemos também, sem pressa, demorarmo-nos na pontuação. Não temos horário rígido para chegar ao ponto final. Quanto lá chegarmos, o mundo estará todo à nossa espera. A propósito, onde está esse mundo enquanto lemos estas palavras?


Espero que tenhas desligado o telemóvel ou, pelo menos, espero que ninguém te ligue. O mundo, esse mundo cronometrado, aqui, é menos do que o horizonte que formos capazes de levantar através da nossa capacidade de imaginar, por exemplo, um pôr-do-sol. Aproveita bem este privilégio que possuímos, vou tentar aproveitá-lo contigo, ainda temos uma boa quantidade de tempo para permanecer aqui, nestas palavras. Olha lá para longe, o sol tão pesado, de cor tão madura, mel, o sol a esforçar-se para segurar os seus contornos, mas a transbordar de si mesmo, a descer a um ritmo que não conseguimos apreender completamente e que, no entanto, ninguém pode impedir. Aproxima-se cada vez mais do horizonte, irá tocá-lo, não tardará a tocá-lo. Temos agora consciência deste instante. E o sol toca o horizonte. Primeiro, fica pousado sobre ele, duas linhas que se tocam, sol e horizonte, um linha e um círculo ardente; depois, a terra abre-se para recebê-lo, o sol entra muito devagar no lugar que lhe pertence, como se quisesse proteger-se, como se regressasse. Mas, mais tempo, e o sol desaparece. Sobre o horizonte, fica o clarão de um sol que existiu, todo o tamanho do passado. E nós ainda estamos aqui, estas palavras. Ainda não sabemos o que acontecerá depois.

José Luís Peixoto, na revista Espiral do Tempo, Inverno 2011.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Acorda mundo!

Incrível como andamos distraídos com tudo e mais alguma coisa e não damos atenção nem importância ao que é relevante, propositado ou não... deixamos-nos levar e eles conseguem os seus perigosos objectivos!!! Há que acordar, o Iraque é o exemplo do país acusado de esconder armas de destruição massiva e o resultado é uma região totalmente destruída e esquecida pelo mundo...Nem tudo o que parece é.

(...) Estamos a assistir ao envio de forças navais, homens, sistemas de armamento de ponta, controlados através do comando estratégico norte-americano em Omaha, Nebrasca, e que envolve uma coordenação entre EUA, NATO e forças israelitas, além de outros aliados no golfo Pérsico (Arábia Saudita e estados do Golfo). Estas forças estão a postos. Isto não significa necessariamente que vamos entrar num cenário de terceira guerra mundial, mas os planos militares no Pentágono, nas bases da NATO, em Bruxelas e em Israel, estão a ser feitos. E temos de os levar muito a sério. Tudo pode acontecer, estamos numa encruzilhada muito perigosa e infelizmente a opinião pública está mal informada. Dão espaço a Hollywood, aos crimes e a todo o tipo de acontecimentos banais, mas, no que toca a este destacamento militar que poderá levar-nos a uma terceira guerra mundial, ninguém diz nada. Isso é um dos problemas, porque a opinião pública é muito importante para evitar esta guerra. E isso não está a acontecer, as pessoas não se estão a organizar para se oporem à guerra. Isto não é uma questão política, é um problema muito mais vasto, e tenho de dizer que os meios de comunicação ocidentais estão envolvidos em actos de camuflagem absolutamente criminosos. Só o facto de alinharem com a agenda militar, como estão a fazer na Síria, onde sabemos que os rebeldes são apoiados pela NATO, na Arábia Saudita e em Israel, e como fizeram na Líbia, é chocante do meu ponto de vista, porque as mentiras que se criam servem para justificar uma intervenção humanitária.(...)


Dias que lembramos...

Hoje jantaremos os quatro na cozinha como de costume, o jantar não será nada de extraordinário e a sobremesa é uma mousse de manga, espero que calhe bem. Não vai haver prendas (só os miminhos de sempre), nem spas a dois, nem roupas novas e vamos chegar a casa como de costume... As "crianças" ficam connosco como ficaram todos os dias desde o dia que nasceram. Perto das 11 da noite junto à lareira bebemos um vinho e comemos chocolate, ele sorri. Já passaram por nós 11 Dias dos Namorados, direi eu, que tenho essas coisas mais ou menos presentes...


(Texto adaptado...)