quinta-feira, 22 de março de 2012

" Remédios humanos podem ser letais em cães e gatos"

É comum ver em animais casos de intoxicação, alergias ou reações adversas a determinados remédios que são inofensivos aos humanos e a outras espécies.

“Parece que a adaptação do cão à vida doméstica aconteceu também no campo terapêutico e a automedicação tem se tornado cada vez mais comum”, revela Dra. Carla Berl, diretora do Hospital Veterinário Pet Care.

Além da intoxicação por conta do medicamento não ser adequado para cães, muitas vezes o remédio é administrado em doses inadequadas. “Outras vezes a intoxicação ocorre com medicamentos tópicos, pois o animal pode lamber pomadas e outras soluções”, pontua.

Gatos são ainda mais sensíveis e apresentam grande intolerância a medicamentos que são usados sem problemas em cães e humanos. “Não é raro um gato morrer ou correr sério risco de vida devido à intoxicação medicamentosa”, conta a veterinária.

“Em dezembro atendemos o Dourado, um lindo gato SRD que se intoxicou gravemente com a aplicação de um Piretróide usado no controle de pulgas e carrapatos. Ele ficou internado recebendo droga anticonvulsiva em infusão contínua por mais de 18 horas.

Ficou bem, mas muitas vezes não conseguimos reverter alguns quadros de intoxicação”, pontua Dra. Carla.

Para que cada vez menos casos como estes aconteçam, separamos uma pequena lista de medicamentos proibidos.

Alguns são fatais e outros podem causar reações adversas na dependência da dose e da sensibilidade do indivíduo. Lembre-se, procure SEMPRE a ajuda de um veterinário.

GATOS -MEDICAMENTOS PROIBIDOS:
Acido acetil salicílico (Aspirina®)
Paracetamol (Tylenol®, Anador®)
Pseudoefedrina (Claritin®, Tylenol Sinus®, Loratadina®)
Salicilato de Bismuto (Pepto Bismol®, Peptozil ®)
Iboprofeno (Advil®)
Piroxican (Feldene®, Inflamene®)
Enema de Fosfato (Fleet Enema®)
Xampu a base de Alcatrão (Sebotrat -O®, Ionil T®, Politar®)
Xampu com Benzoato de Benzila (Acarsan®)
Xampu com Acido salicílico.
Xampu com Sulfeto de Selênio (Selsun Ouro®, Selsun Azul®)
Peroxido de Benzoila – usar com cautela (Peroxidex®, Sana Dog®, Pertopic®)
Piretróide (Antiparasitário como Butox® )
Levamisol (Ascaridil®)
Azatioprina (Imuram®)
Piridium®
Diclofenaco potássio (Cataflan®)
Diclofenaco sódico (Voltaren®)

CÃES - MEDICAMENTOS PROIBIDOS:
Diclofenaco de potássio (Cataflan®)
Diclofenaco sódico (Voltaren®) e a grande maioria dos anti-inflamatórios de uso humano.
Piridium®.

CÃES - MEDICAMENTOS DE USO RESTRITO:
Ivermectina (Ivermec®, Vermectil®, Ivomec® entre outros). A ivermectina tem amplo uso em cães, mas os raças Collie, Border Collie, Pastor de Shetland, Sheepdog, Bearded Collie, Pastor Australiano e todos os seus cruzamentos são intolerantes ao seu princípio, apresentando sérias alterações neurológicas.

CÃES - MEDICAMENTOS DE USO CONTROVERSO:
Acetaminofem/Paracetamol (Tylenol®)
5- Fluororacil (Efurix®). De uso tópico se ingerido causa grave intoxicação.
Risperidona (Risperidon®).

CÃES - MEDICAMENTOS QUE REQUEREM CUIDADO NA DOSE:
Metronidazol (Flagyl®). Dose alta pode causar sintomas neurológicos.
Sulfa-Trimetroprina (Bactrim®). Quando em dose alta podem causar displasia de medula óssea levando a anemia e Hepatopatia em Labradores
Sulfassalazina (Azulfin®). Pode causar olho seco (KCS) nos cães.
Aspirina. A dose em cães deve ser muito menor que a dose em humanos.

Fonte: PetMag

Lido em "Animais S.O.S"

quarta-feira, 21 de março de 2012

Reflexo do nosso tempo...


Numa sociedade decadente, a arte, se for verdadeira, deve também reflectir a decadência. E a menos que queira atraiçoar a sua função social, a arte deve mostrar o mundo como mutável e ajudar a mudá-lo.
~Ernst Fischer

21 de Março - Dia Mundial da Poesia.


Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 20 de março de 2012

Bem vinda, Primavera!


Gosto das coisas de dentro. O que está por fora muda a cada estação. A essência, não.

Cecília Meireles


segunda-feira, 19 de março de 2012

"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais".


 JOSÉ

Há três meses, em Deli, conheci a tradutora dos livros de José Saramago para hindi. Antes, conheci tradutores dos seus livros para búlgaro, alemão, holandês, italiano, croata, húngaro, romeno, finlandês, etc. A partir de certa altura, deixou de ser invulgar para mim chegar a um país e, antes ou depois de me apresentarem alguém, sussurrarem-me: é o tradutor do José Saramago. Entre os tradutores, entre aqueles que atravessam fronteiras com a delicadeza das palavras, traduzir a obra de José Saramago é um estatuto. Não vale a pena explicar aqui e agora, com detalhe, as razões para esse privilégio. Não sou a pessoa indicada para essa tarefa, não quero ser.

José Saramago disse-me muitas vezes: o José tem de pensar na sua obra. O José era eu. Aquilo que recordo com mais nitidez neste instante são as conversas que chegámos a ter, essa voz que me ensinava, que me incentivava a não me afastar do essencial: a vida, a vida. Eu ouvia.

Não sei há quantos anos foi, mas sei que foi no dia 1 de Maio. Estava a participar na Feira do Livro de Buenos Aires e, enquanto me dirigia para a sessão com José Saramago, não imaginava aquilo que ia encontrar. Milhares de leitores, dezenas de jornalistas. Essas imagens passam-me agora pela memória. Tenho pena que, em Portugal, a maioria das pessoas não as conhece. Iriam ter orgulho, tenho a certeza.

Telefonam-me de jornais e pedem-me um comentário à morte de José Saramago. Quando desligo, duvido dos adjectivos que escolhi, das palavras que fui capaz de dizer em segundos. O José tem de pensar na sua obra. A obra é tão oposta a tudo isto. Eu, José, não sei o que pensar.

Estou em Londres. Recebi a notícia há pouco mais de uma hora, sem adjectivos, por mensagem de telemóvel. Estava ao lado do Tamisa e fiquei parado no passeio, a olhar para uma frase simples. Este tempo: sem chuva, sem sol, apenas um céu opaco de nuvens indistintas, uma massa compacta de branco.

A Pilar del Rio sorria quase sempre, chamava-lhe José. Ele sorria-lhe de volta. Antes de conhecê-lo, imaginava toda a espécie de coisas sobre ele. Tinha lido os seus livros e tinha um deles autografado em Coimbra, após uma espera na fila em que observei cada um dos seus gestos e em que, durante segundos, lhe disse o meu nome. Anos mais tarde, quando o conheci, percebi que era uma pessoa e que essa verdade simples, que sempre estivera ao meu alcance, era grandiosa. Lembro-me muito bem do seu sorriso.

Estou em Londres. Depois de receber a notícia, regressei ao meu quarto de hotel. Escrevo estas linhas e, entre parágrafos, vou à janela e fico a olhar a Russel Square por instantes, os autocarros, as pessoas que passam. Regresso ao computador, na internet, uma amiga do facebook cita Saramago: "Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais".

Recebo um email do Jornal de Letras com links para diversos textos antigos sobre José Saramago. Há um que me chama a atenção, chama-se "Todas as palavras". Penso na banalidade desse trocadilho com o título do romance de Saramago. Que título desengraçado, penso. Decido ler o texto e percebo que foi escrito por mim em 2005.

É a morte, essa palavra, que me confunde. Passou pouco mais de uma hora desde que recebi a notícia. José Saramago era uma grande quantidade de coisas, mas há uma quantidade ainda maior de coisas que continua e continuará a ser. Em todo o mundo, continuam os seus tradutores e continuam os seus leitores, continuam as inquietações, as respostas e os silêncios, também necessários, que construiu dentro deles. Num canto da Europa, junto ao oceano, continua o seu país.

Temos o nosso país, pequeno e grande, e temos, espalhadas por séculos, figuras com a força suficiente para erguer um espelho que nos reflecte enquanto portugueses e enquanto seres humanos. Este dia, 18 de Junho de 2010, ficará associado ao tempo de um desses enormes. Começaremos hoje a tentar perceber o tamanho do quanto perdemos. Esperemos ser capazes de não nos afastarmos do essencial: a vida, a vida. A vida, José.


(José Luís Peixoto - Publicado na revista Visão e no jornal El Mundo, em Junho 2010)

domingo, 18 de março de 2012

movies and words...


Anna: - I just have to say one thing and it's really important that you just listen to me. I just... It doesn't feel like this, this thing is gonna go away, it's always there. I can't... I can't get on with my life. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Arriscar é viver...


É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.

Theodore Roosevelt

"ESAD de Matosinhos recusa uso de pelo animal para produzir roupa".

Um excelente exemplo...

A Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Matosinhos assina, na quinta-feira, uma Declaração de Compromisso Ético, na qual se assume contra a utilização de pelo animal como matéria-prima para a produção de moda.

Em comunicado, a ESAD refere que, “em pleno século XXI, com uma imensa variedade de materiais tecnologicamente evoluídos à disposição, não faz sentido a um designer de moda a continuação do sacrifício inútil e cruel de centenas de milhares de seres dotados de senciência e de sensibilidade à dor”.

“Este compromisso, que abrange toda a licenciatura de design de moda, reunindo um amplo consenso entre os seus corpos docente e discente, é tomado de forma pública, testemunhado pelos presentes e pelos representantes da defesa animal”, acrescenta a escola.

A assinatura do compromisso vai encerrar o desfile de moda que ocorre no âmbito da semana aberta da ESAD.

Fonte: Porto24

quinta-feira, 15 de março de 2012

S.O.S Planet!

"What we do for ourselves dies with us – What we do for others and the world is immortal…"





quarta-feira, 14 de março de 2012

Crimes contra a humanidade...

Não é apenas o criminoso Joseph Kony, que tem que ser travado na sua loucura, existem muitos outros...


"In a recent trip across the Sudanese border into rebel-held territory in Sudan's Nuba Mountains, George Clooney witnessed rocket attacks and the effects of aerial bombardment by the Sudanese regime against the Nuban people. This trip diary was written and directed by George Clooney in the field with the Enough Project."


Mais informações em  www.EnoughProject.org
Informações sobre o projecto de lei em Act for Sudan.
Quem é Omar Al-Bashir

"Clube oferece pacotes de viagem ao Canadá para caça de ursos polares".

As atrocidades cometidas na China contra os direitos humanos, é do conhecimento de todos, mas poucos saberão das atrocidades que por lá se cometem contra os animais...Como se isso não chegasse, "patrocinam" as chacinas de elefantes e rinocerontes no continente Africano, por causa do marfim....agora isto:

"Os chineses apaixonados por caça descobriram um novo e macabro passatempo: uma viagem de 10 dias ao Canadá, destinada a todos os novos ricos que estejam dispostos a pagar cifras exorbitantes para seguir os rastros dos ursos polares. Um clube voltado a caçadores, com sede em Pequim, tem oferecido o pacote, com tudo incluso, a um preço de 60 mil euros. Também faz parte do ‘passeio’ a possibilidade de atirar certeiramente em um urso para que sua pelagem seja utilizada na confecção de um tapete de elevado valor comercial. As informações são do portal greenme.it e do jornal Daily Mail. Os panfletos turísticos anunciam a viagem como uma oportunidade de participar da caça ao mais perigoso e temido expoente do reino animal, presente no Canadá. Os machos dos ursos polares seriam, graças à cândida pelagem, o melhor prêmio que um caçador poderia receber em troca da própria coragem e habilidade. O presidente e fundador do clube de caça chinês, o californiano Scott Lupien, afirma que o preço da expedição é equivalente ao valor de aquisição de um tapete de pele de urso, com a garantia de que será possível experimentar a emoção de matar pessoalmente a presa pré-selecionada. As justificativas absurdas não terminam aqui. Ainda de acordo com Lupien, a completa extinção dos ursos polares está próxima devido ao derretimento das calotas polares. Portanto, caçá-los significaria simplesmente acelerar um processo já destinado a acontecer. A caça desta espécie de urso, na realidade, seria apenas mais um novo hobby de luxo. Aos participantes da expedição são oferecidos confortáveis quartos em hotéis e aulas de caça, que acontecem sob a supervisão de um instrutor. Estão à disposição dos caçadores ainda fuzis, projéteis e trenós puxados por cães, que também auxiliam perseguindo os rastros deixados pelos ursos na neve. A criticável experiência ficará sempre na lembrança graças a fotografias, tiradas de cada caçador ao lado da presa, e a um DVD filmado individualmente. O caso não passou batido pelos grupos em defesa dos animais americanos, ingleses e canadenses. Eles estão lutando para que o clube que promove a viagem seja imediatamente proibido de tal. Os ursos polares são uma das espécies animais com maior risco de extinção e a caça descontrolada deve constituir um perigo iminente. Robbie Marsland, diretora do Fundo Internacional para o Bem-estar Animal, espera convencer a população chinesa a desistir da matança dos ursos polares, contribuindo em vez para a defesa dos animais. O Canadá é a única nação a permitir a caça de ursos polares pelo puro divertimento, perseguido com avidez para transformar os pobres animais em troféus. Por causa deste fato, cerca de 500 ursos são mortos todos os anos em território canadense. A Noruega, por exemplo, proibiu completamente a caça de ursos polares, enquanto a Rússia, Alasca e Groenlândia permitem a caça apenas à população nativa como fonte de alimentação. Ativistas chineses estão começando a organizar protestos contra o clube fundado por Scott Lupien, na esperança que cedo ou tarde estas viagens sejam declaradas ilegais.


Fonte: Por Natalia Cesana (da Redação ANDA)" - Animais S.O.S

É este o tipo de parceiro económico que desejamos???? 

ah, claro, os interesses económicos...


Foto (c) Daily Mail

terça-feira, 13 de março de 2012

Consequências das alterações climáticas, são uma realidade!...

O Futuro, já começou...


Nikumaroro, um dos 32 atóis que formam o Kiribati

Kiribati, um pequeno país formado por 32 atóis e uma ilha-vulcão no Oceano Pacífico, quer mudar-se para as Fiji. O Beretitenti (Presidente) está a negociar a compra de 20km2 nas Fiji para mudar para lá toda a população.
Se os 103 mil habitantes já viviam apertados, em 811 km2, vão passar a viver ainda mais juntos.

Não se trata de um capricho dos governantes em Tarawa (a capital). Kiribati vai desaparecer devido à subida das águas provocada pelas alterações climáticas. Pensaram então em deslocar toda a gente para a maior e mais montanhosa das ilhas do arquipélago das Fiji, Viti Levu, explicou Filimoni Kau, o secretário das Terras e Recursos Naturais.

Filimoni Kau, que falou com a agência espanhola EFE por telefone, disse que as negociações ainda não terminaram. Os terrenos pertencem a um conjunto de igrejas que pedem pelos 20 quilómetros quadrados 7,5 milhões de euros.


“O nosso povo terá de ser deslocalizado quando as marés chegarem às povoações e às casas”, anunciara na semana passada o Presidente, Anote Tong, num discurso ao país.

Várias dezenas de pessoas já se mudaram, tornando-se refugiados climáticos, um estatuto que é reconhecido pelas Nações Unidas. Muitos dos já afectados vivem num acampamento provisório montado na capital. A subida das águas não é a única ameaça a Kiribati — também se regista uma crescente salinização dos aquíferos (as reservas de água doce). A água salgada contaminou os poços, o que quer dizer que não há água suficiente para os habitantes, para os animais e para as plantações; a população sobrevive cada vez mais de uma dieta de arroz e enlatados.

Se o acordo com as Fiji se concretizar, a população não será levada toda de uma vez para a sua nova terra. Terão de ser negociados muitos ítems. Por exemplo: serão refugiados, imigrantes, kiribatis? Poderão encontrar emprego sem ser tratados como indivíduos de segunda classe? “Teremos de ser imigrantes qualificados, gente que tem um lugar na comunidade”, disse Tong, que chegou a ponderar (porque quando as águas engolem um país nenhuma hipótese deve ser posta de lado) a possibilidade de Kiribati passar a ser um país sobre uma gigantesca plataforma sobre o mar, ou de construir muros altíssimos à volta de todas as ilhas habitadas. Há quatro anos que o Governo deste país que vive da exportação de peixe e do turismo negoceia com ilhas vizinhas a possibilidade de compra ou aluguer de terreno para alojar os seus 103 mil habitantes.

Kiribati não é o único arquipélago do Pacífico ameaçado pela subida das águas. A mesma ameaça paira sobre as Ilhas Marshall e sobre Tuvalu. Segundo os dados divulgados pelo Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas, o nível dos oceanos poderá subir de 18 a 59 centímetros até o fim do século.

Fonte: Publico.pt

Para ti, avô... porque faz um ano e porque estarás sempre no meu coração.

De ti, fica em mim, os teus lindos olhos azuis, que jamais esquecerei...

De ti, fica em mim, a recordação de felicidade quando me deste o meu primeiro triciclo...

De ti, fica em mim, todas as histórias de Domingo à tarde...

De ti, fica em mim, os almoços caseiros, dos pratos cozinhados no forno a lenha...

De ti, fica em mim, os teus ensinamentos...

De ti, fica em mim, teres cuidado da "Laika", quando precisou que o fizesses...

De ti, fica em mim, ver-te sair bem cedo para o campo, fosse Verão ou Inverno, só porque gostavas...

De ti, fica em mim, a imagem no coração e na mente dos teus diários passeios de bicicleta...e como eu pensava; que um dia queria ter a tua idade e a tua energia e força de viver...

De ti, fica em mim, o teu sentido prático da vida...

De ti, fica em mim, as vindimas, o desfolhar das espigas, o apanhar das batatas, das cenouras...

De ti, fica em mim, as galinhas, os coelhos...e todos os outros animais que pude conhecer vivos...

De ti, fica em mim, a tua vida...

E olha...  avô, terei sempre; um "olho vivo" !!!
Até sempre, avô...

segunda-feira, 12 de março de 2012

História inspiradora...

Para quem gosta de animais e não só, uma história inspiradora, vale a pena perder uns minutos e ver...



Parte I



Parte II


Parte III


Parte IV

A indiferença mata!

Números...

Em cem pessoas,
sabedoras de tudo melhor —
cinquenta e duas;

inseguras de cada passo —
quase todo o resto;

prontas para ajudar,
desde que não demore muito —
quarenta e nove;

sempre boas,
porque não conseguem de outra forma —
quatro, talvez cinco;

dispostas a admirar sem inveja —
dezoito;

constantemente receosas
de algo ou alguém —
setenta e sete;

aptas para a felicidade —
vinte e tal,
quando muito;

individualmente inofensivas,
em grupo ameaçadoras —
mais de metade, com certeza;

cruéis, 
por força das circunstâncias —
é melhor não sabê-lo,
nem aproximadamente;

com trancas na porta depois da casa roubada —
quase tantas como
aquelas que as têm, antes da casa roubada;

não levando nada da vida a não ser coisas —
quarenta, 
embora preferisse estar enganada;

agachadas, doloridas
e sem lanterna no escuro —
oitenta e três,
mais tarde ou mais cedo;

dignas de compaixão —
noventa e nove;

mortais —
cem em cem.
Número, até agora, não sujeito a alterações.

Wislawa Szymborska
 (Instante, Relógio d'Água)


domingo, 11 de março de 2012

Porque boicotar o filme "The Grey"...



Foto: (c) National Geographic

"Este filme faz uma descrição falsa perigosa dos lobos.
Está para ser lançado o filme The GREY, em que os lobos, são retratados como predadores, comedores de homens, agressivos, demónios que caminham sobre a Terra (o diretor/autor do "roteiro" retratou os lobos com todos os atributos malignos dos humanos ...)

O lobo é o animal mais perseguidos na Terra, em grande parte baseado em contos de fadas, lendas, mentiras e vender o medo. O filme The Grey vai fazer por lobos exatamente o que o JAWS filme fez para os tubarões; aumentar o medo e a morte desses animais. O Lobo Cinzento está a ser massacrados nos EUA agora, e este filme sem um aviso, só vai fortalecer o medo infundado e ódio pelos lobos." (...)

Fonte - Weeac Portugal

Ver também os link's: 
- http://latimesblogs.latimes.com/nationnow/2012/01/the-grey-slammed-for-bloodthirsty-portrayal-of-wolves.html
http://www.kplu.org/post/groups-boycott-grey-liam-neeson-portrayal-wolves

sexta-feira, 9 de março de 2012

"O possível é o futuro do impossível"

É tão bom ter a melhor ideia da vida. Mesmo que se tenha três ou quatro vezes por semana a melhor ideia da vida, é tão bom de cada vez que acontece. Ao encontrar-se um novo sentido, é o mundo todo que renasce. Uma boa ideia carrega em si o tamanho do mundo, uma espécie de felicidade incandescente.
A explosão de um fósforo: a ideia inicia-se num ponto. Existe um mistério essencial nesse instante que separa o nada de qualquer coisa. O nada é transparente, pode ser atravessado por gestos e preenchido. A ideia é qualquer coisa e, por isso, fascina, cativa a atenção, como as lareiras das manhãs de inverno. A ideia ateia-se, expande-se através do sentido. Uma ideia pode incendiar o mundo inteiro. Os exemplos são tantos, é desnecessário enumerá-los. As ideias são fogo, fazem corar as faces. Quando se tenta contar uma ideia, luta-se com os limites das palavras. Nesse momento, a esperança é que o outro se possa inclinar nas janelas dos nossos olhos e, descobrindo-se no alto de uma torre, possa ver tudo o que contêm, horizonte, distância.
Então, pode muito bem acontecer que o outro fique a olhar com o rosto impassível, anestesiado, pálpebras semidescaídas, até ao momento em que, perante o silêncio e a obrigação de se pronunciar, diz: não, acho que não vai correr bem. Nesse momento, há algo que nos é roubado. Perdemos as chaves de casa, estamos, de repente, numa cidade estrangeira, deixamos de saber quem somos. Nesse momento, há uma reação térmica, fogo versus gelo, e há um desapontamento sem direção. Não sabemos se estamos dececionados com o outro por não ter conseguido compreender o alcance da ideia que tentámos descrever, ou se estamos dececionados connosco próprios por não termos sido capazes de descrevê-la, ou se estamos dececionados com a ideia por não ser à prova de descrença. É como se perdêssemos para sempre algo insubstituível, um par de botões de punho que passaram de geração em geração.
Este é o momento de dizer a esses pessimistas disfarçados de prudentes, de racionais ou de razoáveis, que não. Dizemos não ao não deles. Quando nunca se tentou contradizê-los, parece difícil. As primeiras tentativas de resposta, magoadas, escorregam nas paredes da sua intransigência. Mas a prática demonstra que é incrivelmente fácil resistir-lhes, basta deixar que a sua descrença nos atravesse, basta transformá-la em silêncio, subtrair com uma seringa invisível todo o sentido à sua descrença, basta não acreditar nela. A sua deceção total e permanente para com o mundo não nos arrastará.
Além disso, o impossível deles, aquilo a que chamam "impossível" é a matéria a que aspiramos. Temos fome desse impossível e é nele que exercemos a nossa ação. Antes de serem possíveis, os telefones, os aviões ou os telecomandos eram impossíveis. Como é que alguém pode acreditar que duas pessoas sejam capazes de falar e ouvir-se a milhares de quilómetros de distância? Como é que alguém pode acreditar que máquinas a pesarem toneladas levantem voo carregadas de pessoas e atravessem oceanos? Como é que alguém pode acreditar que se possa apontar uma pequena caixa de plástico para um retângulo e, carregando em pequenos botões, se mude imagens em movimento na superfície desse retângulo, escolhendo entre dezenas de alternativas, que chegam por cabos enterrados no chão?
O impossível de antes sempre foi possível, apenas não tinha acontecido que alguém tivesse sido capaz de chegar até ele. Faltava a quantidade de pessoas que acreditaram, que perseguiram o filão até o demonstrarem e construírem. O mesmo acontece com o impossível de agora. O impossível de agora não deve ser muito diferente do impossível de antes. Por sua vez, o impossível mesmo impossível existia num e continua a existir no outro, mas como não pode ser distinguido do impossível que será possível no futuro, a hipótese mais criadora, aquela que propõe mais esperança é a que considera que tudo o que formos capazes de imaginar poderá ser materializado. Ou seja, todo o impossível poderá vir a ser possível. Assim, não há nenhum motivo para fazer cara de peido e dizer: não, acho que não vai correr bem. Em primeiro lugar, porque a imaginação expande o mundo, ou expande aquilo que somos capazes de ver nele, o que é a mesma coisa. Em segundo lugar porque é muito provável que o "correr mal" deles seja o nosso "correr bem".
José Luís Peixoto

quinta-feira, 8 de março de 2012

"Após sucesso de vídeo contra Joseph Kony, ONG é criticada".

Actualização:

A quem possa interessar deixo os link´s abaixo; cuja informação, nos faz no mínimo reflectir sobre o assunto e de forma consciente agir...

- http://www.dw-world.com/dw/article/0,,6597914,00.html

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/africaandindianocean/uganda/9131469/Joseph-Kony-2012-growing-outrage-in-Uganda-over-film.html

- http://www.juanlusanchez.com/archivos/2012/03/09/la-onda-viral-de-kony-2012-levanta-pasiones-y-sospechas/



(...) - Após uma inicial onda de apoio e compartilhamento da campanha viral "Kony 2012" - que na manhã desta quinta-feira já tinha alcançado mais de 26 milhões de acessos no YouTube -, que pretende tornar notórios os crimes do líder terrorista Joseph Kony e levá-lo à Justiça, aumenta o número de internautas que postam críticas à ONG americana que idealizou e promove a iniciativa, a Invisible Children, levando a organização a colocar uma resposta na internet.

Diversos blogs e jornais estrangeiros voltaram os olhos para as táticas da IC para lidar com o chefe do Exército da Resistência do Senhor (ERS). Um dos principais blogs a alavancar a anticampanha é o Visible Children, criado por Grant Oyston, um estudante de sociologia canadense.
De acordo com números postados pelos críticos da Invisible Children, grande parte do dinheiro arrecadado pela organização foi usado para pagar as despesas de viagem da equipe, suas remunerações e os custos dos filmes que realizam - e acabam resultando em mais dinheiro para a ONG, a exemplo de "Kony 2012". Apenas 32% teriam sido gastos para serviços efetivos.
Junto com a multiplicação do vídeo e com o pedido para que cartazes sejam espalhados ao redor do mundo no dia 20 de abril, a Invisible Children, fundada em 2003 na Califórnia por três amigos, também pede ajuda em uma campanha de arrecadação de verba e tem a sua própria loja virtual para alavancar o recolhimento de dinheiro.
A ONG, porém, não permite que suas contas sejam independentemente auditadas, o que lhe rendeu apenas duas estrelas em quatro possíveis sobre sua contabilidade em uma avaliação feita pela Charity Navigator. A organização justifica o desempenho dizendo que tem apenas quatro dos cinco membros independentes de seu quadro diretor que votam na análise.
Diretores rebatem críticas no site da ONG
Além disso, os internautas atentam para o fato de a prisão ou morte de Kony não ser capaz de acabar com o problema que ele criou na África Central, já que suas ideias foram disseminadas e seus seguidores as obedecem como se realmente fossem leis sagradas - Kony diz ser um porta-voz divino. O ideal seria combater o caso de forma abrangente, para modificar a realidade da população de Uganda e dos países em que o líder do ERS atua.
Segundo críticos, a ONG teria ligações próximas com o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, que comanda um Exército também acusado de abusos aos direitos humanos. Apesar de a resposta oficial do site afirmar que nenhum dinheiro da IC vai para o governo ugandense e que não apoia os abusos cometidos pela Presidência e seu Exército, os próprios diretores admitem as falhas:
"Há um enorme problema com a corrupção política na África. Se tivermos a pureza de dizer que não vamos fazer parcerias com nenhum corrupto, não vamos fazer parcerias com ninguém", afirmou Jedediah Jenkins, diretor de desenvolvimento da Invisible Children, ao Blog Post, do jornal "Washington Post", numa espécie de mea culpa.
Por causa da chuva de críticas, a Invisible Children postou uma resposta em seu site, em que afirma que tem três campos de atuação: documentação, campanhas e ações diretas em Uganda. Segundo a ONG, cada campo recebe um terço de sua verba.
Jason Russell também diz que a foto que circula na web, dos três fundadores da ONG com armas pesadas na mão, ao lado de soldados do Exército de Libertação do Povo Sudanês, foi feita em um dos campos do Exército de Kony em 2008, enquanto eles tentavam um contato com o líder terrorista. Segundo ele, a foto era uma piada sobre sua atuação na luta pela paz, que seria mostrada para familiares e amigos. "A ironia sobre essa foto é que eu ODEIO armas. Sempre odiei", diz Jason.
A Visible Children também atenta para o fato de a IC defender uma intervenção militar, o que poderia resultar na morte de várias crianças que estão sob o poder de Kony. Ele não é visto em público desde 2006, logo após ter sido incluído na lista de acusados de crimes contra a Humanidade do Tribunal Penal Internacional. Acredita-se que ele não esteja em Uganda no momento.
Alguns usuários do Twitter também criticam a postura dos internautas que compartilham a campanha. Os ataques miram principalmente no ativismo virtual (tão criticado desde que protestos se tornaram muito mais comuns nas redes sociais do que nas ruas), na inércia em que as pessoas estavam há mais de duas décadas (Kony promove suas ações há 26 anos) e até no desconhecimento sobre a situação de Uganda e de outros países da África Central. Um tweet que fez sucesso entre os críticos diz "Antes de você me dizer o quão ativista pelo #stopKony e #Kony2012 você é, se importaria de fazer isso?" e, ao clicar no link, uma imagem convida o internauta a apontar Uganda em um mapa da África.
Publicado em - "Agência O Globo".

A propósito deste tema recomendo o filme - "
Machine Gun Preacher"



Saudade.

A minha saudade tem o mar aprisionado
na sua teia de datas e lugares.
É uma matéria vibrátil e nostálgica
que não consigo tocar sem receio,
porque queima os dedos,
porque fere os lábios,
porque dilacera os olhos.
E não me venham dizer que é inocente,
passiva e benigna porque não posso acreditar.
A minha saudade tem mulheres
agarradas ao pescoço dos que partem,
crianças a brincarem nos passeios,
amantes ocultando-se nas sebes,
soldados execrando guerras.
Pode ser uma casa ou uma rede
das que não prendem pássaros nem peixes,
das que têm malhas largas
para deixar passar o vento e a pressa
das ondas no corpo da areia.
Seria hipócrita se dissesse
que esta saudade não me vem à boca
com o sabor a fogo das coisas incumpridas.
Imagino-a distante e extinta, e contudo
cresce em mim como um distúrbio da paixão.
José Jorge Letria

quarta-feira, 7 de março de 2012

...Por isto e não só, digam não aos espectáculos de golfinhos em cativeiro! É simplesmente anti-natura!...

(...) "Cientistas sugerem que estes seres são tão brilhantes que devem ser tratados como “pessoas não humanas“. Estudos sobre o comportamente dos golfinhos relevaram a similitude de suas comunicações à dos seres humanos, ultrapassando à dos chimpanzés.

Isto foi respaldado por pesquisas anatômicas que mostram que os cérebros dos golfinhos têm muitas características chaves associadas com uma alta inteligência.


Os pesquisadores sustentam que seus estudos demonstram que é moralmente inaceitável manter estes animais inteligentes em parques de atrações, matá-los para comer, ou que estes tenham que morrer por acidentes de pesca. Cerca de 300 mil baleias, golfinhos e botos morrem desta maneira a cada ano."(...)

Fonte e desenvolvimento aquigolfinhosmissionarios.wordpress

E ainda:

(...)Caça de baleias perde popularidade no Japão. 


A detenção de Erwin Vermeulen pretendia intimidar-nos para que abandonássemos Taiji”, povoado pesqueiro onde os golfinhos são encurralados para serem mortos em massa, denunciou Scott West, diretor de pesquisas da organização norte-americana Sea Shepherd Conservation Society (SSCS). “Contudo, o efeito foi contrário, mais voluntários estão a inscrever-se para participar de nossas atividades contra a matança de golfinhos e baleias”, disse West.(...)

Fonte e desenvolvimento aqui
- AnimaiS.O.S