sexta-feira, 30 de março de 2012

"Sapatos de pele: insegurança e escravidão na Índia e no Brasil"

Analisámos a responsabilidade social de 10 marcas de sapatos. No terreno, as condições de trabalho da produção de pele são degradantes e os direitos humanos e dos animais atropelados. A Timberland destaca-se pelas melhores políticas.

Arriscar a vida pela sobrevivência da família é a regra nalgumas regiões do Brasil e da Índia. Mergulhando nas terras longínquas do Mato Grosso, Brasil, ou nas fábricas de curtume do estado de Tamil Nadu, Índia, a viagem entre a criação de gado, o transporte para o matadouro e o curtume das peles mostra-nos a sombria realidade por detrás de uns simples sapatos.




A maioria das marcas de sapatos recorre a fornecedores e mostra-se pouco interessada pelo controlo da política social ou ambiental, bem como pelas fases iniciais do processo, relacionadas, por exemplo, com o bem-estar animal.

Entre as marcas mais conhecidas, a Timberland e a Ecco são as mais responsáveis. A Timberland é a melhor em toda a linha, quer pelas boas medidas, quer pela informação que presta do controlo exercido sobre os fornecedores de curtumes.

Tal como em todas as marcas analisadas, o ponto crítico reside ao nível do bem-estar animal. Com boas políticas e controlo sobre as fábricas de pele, a Ecco também não assume medidas ao nível do fornecimento de peles em bruto e nos ranchos.

Bata, Aerosoles, Aldo, Camper, Foreva, Hush Puppies e Merrel chumbaram na responsabilidade social, pois não evidenciam iniciativas para garantir boas práticas ao longo da cadeia de fornecimento de pele. Nenhuma disponibiliza informação no seu sítio na Internet ou outros canais e recusaram-se a colaborar. 

Fonte: "Deco Pro Teste."

Já existem produtos sintéticos de excelente qualidade, não há porque sustentar estes atentados aos direitos de seres humanos e não humanos.

quinta-feira, 29 de março de 2012

movies and words...



Paige: I vow to help you love life, to always hold you with tenderness and to have the patience that love demands, to speak when words are needed and to share the silence when they are not and to live within the warmth of your heart and always call it home. 

Leo: I vow to fiercely love you in all your forms, now and forever. I promise to never forget that this is a once in a lifetime love. 

O PORTUGAL FUTURO

o portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro
Ruy Belo

quarta-feira, 28 de março de 2012

...


Um homem, o seu cavalo e o seu cão iam por um caminho. Quando passavam perto de uma árvore enorme, caiu um raio e os três morreram fulminados.

Mas o homem não se deu conta de que já tinha abandonado este mundo, e prosseguiu o seu caminho com os seus dois animais (às vezes os mortos andam um certo tempo antes de tomarem consciência da sua nova condição…)

O caminho era muito comprido e, colina acima, o Sol estava muito intenso; eles estavam suados e sedentos. Numa curva do caminho viram um magnífico portal de mármore, que conduzia a uma praça pavimentada com portais de ouro.

O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada e travou com ele, o seguinte diálogo: - Bons dias. - Bons dias – Respondeu o guardião. - Como se chama este lugar tão bonito? - Aqui é o céu.

- Que bom termos chegado ao Céu, porque estamos sedentos! - Você pode entrar e beber quanta água queira. E o guardião apontou a fonte. - Mas o meu cavalo e o meu cão também têm sede... - Sinto muito – disse o guardião – mas aqui não é permitida a entrada de animais.

O homem levantou-se com grande desgosto, visto que tinha muitíssima sede, mas não pensava em beber sozinho. Agradeceu ao guardião e seguiu adiante. Depois de caminhar um bom pedaço de tempo encosta acima, já exaustos os três, chegaram a um outro sítio, cuja entrada estava assinalada por uma porta velha que dava para um caminho de terra ladeado por árvores...

À sombra de uma das árvores estava deitado um homem, com a cabeça tapada por um chapéu. Dormia, provavelmente. - Bons dias – disse o caminhante. O homem respondeu com um aceno. - Temos muita sede, o meu cavalo, o meu cão e eu. - Há uma fonte no meio daquelas rochas – disse o homem apontando o lugar.

- Podeis beber toda a água que quiserdes. O homem, o cavalo e o cão foram até à fonte e mataram a sua sede. O caminhante voltou atrás, para agradecer ao homem. - Podeis voltar sempre que quiserdes – respondeu este.

- A propósito, como se chama este lugar? – perguntou o caminhante. - CÉU. - O Céu? Mas, o guardião do portão de mármore disse-me que ali é que era o Céu!

- Ali não é o Céu, é o inferno – contradisse o guardião. O caminhante ficou perplexo. - Deverias proibir que utilizem o vosso nome! Essa informação falsa deve provocar grandes confusões! – advertiu o caminhante.

- De modo nenhum! – respondeu o guardião – na realidade, fazem-nos um grande favor, porque ficam ali todos os que são capazes de abandonar os seus melhores amigos… 

Paulo Coelho

sexta-feira, 23 de março de 2012

Conversas soltas...

A propósito da notícia que informa o facto de nos E.U.A, treze estados passarem a permitir o porte legal de armas...

E. -  ...optimista como sou, já vislumbrei o meu futuro e não é bonito, envolve uma colecção de facas e catanas em casa para a proteger das pilhagens decorrentes dos inacabáveis tumultos sociais porque não há comida nem água e o governo fascista continua a espremer-nos...
C. - Acho que estás a exagerar...
E. -  já não é a selva?
 qual é o patamar que nos resta e que nos separa da anarquia total?
C. -  não é grande, na verdade.
E.-  pois, enfim
vamos esperando que o tempo não consuma os últimos vestígios de ética civilizacional que ainda nos restam....e tentando, com o nosso exemplo, não contribuir para a histeria crescente da sociedade em que parece que anda tudo nervoso e só é preciso um empurrãozinho para as pessoas se "passarem dos carretos"...

quinta-feira, 22 de março de 2012

" Remédios humanos podem ser letais em cães e gatos"

É comum ver em animais casos de intoxicação, alergias ou reações adversas a determinados remédios que são inofensivos aos humanos e a outras espécies.

“Parece que a adaptação do cão à vida doméstica aconteceu também no campo terapêutico e a automedicação tem se tornado cada vez mais comum”, revela Dra. Carla Berl, diretora do Hospital Veterinário Pet Care.

Além da intoxicação por conta do medicamento não ser adequado para cães, muitas vezes o remédio é administrado em doses inadequadas. “Outras vezes a intoxicação ocorre com medicamentos tópicos, pois o animal pode lamber pomadas e outras soluções”, pontua.

Gatos são ainda mais sensíveis e apresentam grande intolerância a medicamentos que são usados sem problemas em cães e humanos. “Não é raro um gato morrer ou correr sério risco de vida devido à intoxicação medicamentosa”, conta a veterinária.

“Em dezembro atendemos o Dourado, um lindo gato SRD que se intoxicou gravemente com a aplicação de um Piretróide usado no controle de pulgas e carrapatos. Ele ficou internado recebendo droga anticonvulsiva em infusão contínua por mais de 18 horas.

Ficou bem, mas muitas vezes não conseguimos reverter alguns quadros de intoxicação”, pontua Dra. Carla.

Para que cada vez menos casos como estes aconteçam, separamos uma pequena lista de medicamentos proibidos.

Alguns são fatais e outros podem causar reações adversas na dependência da dose e da sensibilidade do indivíduo. Lembre-se, procure SEMPRE a ajuda de um veterinário.

GATOS -MEDICAMENTOS PROIBIDOS:
Acido acetil salicílico (Aspirina®)
Paracetamol (Tylenol®, Anador®)
Pseudoefedrina (Claritin®, Tylenol Sinus®, Loratadina®)
Salicilato de Bismuto (Pepto Bismol®, Peptozil ®)
Iboprofeno (Advil®)
Piroxican (Feldene®, Inflamene®)
Enema de Fosfato (Fleet Enema®)
Xampu a base de Alcatrão (Sebotrat -O®, Ionil T®, Politar®)
Xampu com Benzoato de Benzila (Acarsan®)
Xampu com Acido salicílico.
Xampu com Sulfeto de Selênio (Selsun Ouro®, Selsun Azul®)
Peroxido de Benzoila – usar com cautela (Peroxidex®, Sana Dog®, Pertopic®)
Piretróide (Antiparasitário como Butox® )
Levamisol (Ascaridil®)
Azatioprina (Imuram®)
Piridium®
Diclofenaco potássio (Cataflan®)
Diclofenaco sódico (Voltaren®)

CÃES - MEDICAMENTOS PROIBIDOS:
Diclofenaco de potássio (Cataflan®)
Diclofenaco sódico (Voltaren®) e a grande maioria dos anti-inflamatórios de uso humano.
Piridium®.

CÃES - MEDICAMENTOS DE USO RESTRITO:
Ivermectina (Ivermec®, Vermectil®, Ivomec® entre outros). A ivermectina tem amplo uso em cães, mas os raças Collie, Border Collie, Pastor de Shetland, Sheepdog, Bearded Collie, Pastor Australiano e todos os seus cruzamentos são intolerantes ao seu princípio, apresentando sérias alterações neurológicas.

CÃES - MEDICAMENTOS DE USO CONTROVERSO:
Acetaminofem/Paracetamol (Tylenol®)
5- Fluororacil (Efurix®). De uso tópico se ingerido causa grave intoxicação.
Risperidona (Risperidon®).

CÃES - MEDICAMENTOS QUE REQUEREM CUIDADO NA DOSE:
Metronidazol (Flagyl®). Dose alta pode causar sintomas neurológicos.
Sulfa-Trimetroprina (Bactrim®). Quando em dose alta podem causar displasia de medula óssea levando a anemia e Hepatopatia em Labradores
Sulfassalazina (Azulfin®). Pode causar olho seco (KCS) nos cães.
Aspirina. A dose em cães deve ser muito menor que a dose em humanos.

Fonte: PetMag

Lido em "Animais S.O.S"

quarta-feira, 21 de março de 2012

Reflexo do nosso tempo...


Numa sociedade decadente, a arte, se for verdadeira, deve também reflectir a decadência. E a menos que queira atraiçoar a sua função social, a arte deve mostrar o mundo como mutável e ajudar a mudá-lo.
~Ernst Fischer

21 de Março - Dia Mundial da Poesia.


Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 20 de março de 2012

Bem vinda, Primavera!


Gosto das coisas de dentro. O que está por fora muda a cada estação. A essência, não.

Cecília Meireles


segunda-feira, 19 de março de 2012

"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais".


 JOSÉ

Há três meses, em Deli, conheci a tradutora dos livros de José Saramago para hindi. Antes, conheci tradutores dos seus livros para búlgaro, alemão, holandês, italiano, croata, húngaro, romeno, finlandês, etc. A partir de certa altura, deixou de ser invulgar para mim chegar a um país e, antes ou depois de me apresentarem alguém, sussurrarem-me: é o tradutor do José Saramago. Entre os tradutores, entre aqueles que atravessam fronteiras com a delicadeza das palavras, traduzir a obra de José Saramago é um estatuto. Não vale a pena explicar aqui e agora, com detalhe, as razões para esse privilégio. Não sou a pessoa indicada para essa tarefa, não quero ser.

José Saramago disse-me muitas vezes: o José tem de pensar na sua obra. O José era eu. Aquilo que recordo com mais nitidez neste instante são as conversas que chegámos a ter, essa voz que me ensinava, que me incentivava a não me afastar do essencial: a vida, a vida. Eu ouvia.

Não sei há quantos anos foi, mas sei que foi no dia 1 de Maio. Estava a participar na Feira do Livro de Buenos Aires e, enquanto me dirigia para a sessão com José Saramago, não imaginava aquilo que ia encontrar. Milhares de leitores, dezenas de jornalistas. Essas imagens passam-me agora pela memória. Tenho pena que, em Portugal, a maioria das pessoas não as conhece. Iriam ter orgulho, tenho a certeza.

Telefonam-me de jornais e pedem-me um comentário à morte de José Saramago. Quando desligo, duvido dos adjectivos que escolhi, das palavras que fui capaz de dizer em segundos. O José tem de pensar na sua obra. A obra é tão oposta a tudo isto. Eu, José, não sei o que pensar.

Estou em Londres. Recebi a notícia há pouco mais de uma hora, sem adjectivos, por mensagem de telemóvel. Estava ao lado do Tamisa e fiquei parado no passeio, a olhar para uma frase simples. Este tempo: sem chuva, sem sol, apenas um céu opaco de nuvens indistintas, uma massa compacta de branco.

A Pilar del Rio sorria quase sempre, chamava-lhe José. Ele sorria-lhe de volta. Antes de conhecê-lo, imaginava toda a espécie de coisas sobre ele. Tinha lido os seus livros e tinha um deles autografado em Coimbra, após uma espera na fila em que observei cada um dos seus gestos e em que, durante segundos, lhe disse o meu nome. Anos mais tarde, quando o conheci, percebi que era uma pessoa e que essa verdade simples, que sempre estivera ao meu alcance, era grandiosa. Lembro-me muito bem do seu sorriso.

Estou em Londres. Depois de receber a notícia, regressei ao meu quarto de hotel. Escrevo estas linhas e, entre parágrafos, vou à janela e fico a olhar a Russel Square por instantes, os autocarros, as pessoas que passam. Regresso ao computador, na internet, uma amiga do facebook cita Saramago: "Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais".

Recebo um email do Jornal de Letras com links para diversos textos antigos sobre José Saramago. Há um que me chama a atenção, chama-se "Todas as palavras". Penso na banalidade desse trocadilho com o título do romance de Saramago. Que título desengraçado, penso. Decido ler o texto e percebo que foi escrito por mim em 2005.

É a morte, essa palavra, que me confunde. Passou pouco mais de uma hora desde que recebi a notícia. José Saramago era uma grande quantidade de coisas, mas há uma quantidade ainda maior de coisas que continua e continuará a ser. Em todo o mundo, continuam os seus tradutores e continuam os seus leitores, continuam as inquietações, as respostas e os silêncios, também necessários, que construiu dentro deles. Num canto da Europa, junto ao oceano, continua o seu país.

Temos o nosso país, pequeno e grande, e temos, espalhadas por séculos, figuras com a força suficiente para erguer um espelho que nos reflecte enquanto portugueses e enquanto seres humanos. Este dia, 18 de Junho de 2010, ficará associado ao tempo de um desses enormes. Começaremos hoje a tentar perceber o tamanho do quanto perdemos. Esperemos ser capazes de não nos afastarmos do essencial: a vida, a vida. A vida, José.


(José Luís Peixoto - Publicado na revista Visão e no jornal El Mundo, em Junho 2010)

domingo, 18 de março de 2012

movies and words...


Anna: - I just have to say one thing and it's really important that you just listen to me. I just... It doesn't feel like this, this thing is gonna go away, it's always there. I can't... I can't get on with my life. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Arriscar é viver...


É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.

Theodore Roosevelt

"ESAD de Matosinhos recusa uso de pelo animal para produzir roupa".

Um excelente exemplo...

A Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Matosinhos assina, na quinta-feira, uma Declaração de Compromisso Ético, na qual se assume contra a utilização de pelo animal como matéria-prima para a produção de moda.

Em comunicado, a ESAD refere que, “em pleno século XXI, com uma imensa variedade de materiais tecnologicamente evoluídos à disposição, não faz sentido a um designer de moda a continuação do sacrifício inútil e cruel de centenas de milhares de seres dotados de senciência e de sensibilidade à dor”.

“Este compromisso, que abrange toda a licenciatura de design de moda, reunindo um amplo consenso entre os seus corpos docente e discente, é tomado de forma pública, testemunhado pelos presentes e pelos representantes da defesa animal”, acrescenta a escola.

A assinatura do compromisso vai encerrar o desfile de moda que ocorre no âmbito da semana aberta da ESAD.

Fonte: Porto24

quinta-feira, 15 de março de 2012

S.O.S Planet!

"What we do for ourselves dies with us – What we do for others and the world is immortal…"





quarta-feira, 14 de março de 2012

Crimes contra a humanidade...

Não é apenas o criminoso Joseph Kony, que tem que ser travado na sua loucura, existem muitos outros...


"In a recent trip across the Sudanese border into rebel-held territory in Sudan's Nuba Mountains, George Clooney witnessed rocket attacks and the effects of aerial bombardment by the Sudanese regime against the Nuban people. This trip diary was written and directed by George Clooney in the field with the Enough Project."


Mais informações em  www.EnoughProject.org
Informações sobre o projecto de lei em Act for Sudan.
Quem é Omar Al-Bashir

"Clube oferece pacotes de viagem ao Canadá para caça de ursos polares".

As atrocidades cometidas na China contra os direitos humanos, é do conhecimento de todos, mas poucos saberão das atrocidades que por lá se cometem contra os animais...Como se isso não chegasse, "patrocinam" as chacinas de elefantes e rinocerontes no continente Africano, por causa do marfim....agora isto:

"Os chineses apaixonados por caça descobriram um novo e macabro passatempo: uma viagem de 10 dias ao Canadá, destinada a todos os novos ricos que estejam dispostos a pagar cifras exorbitantes para seguir os rastros dos ursos polares. Um clube voltado a caçadores, com sede em Pequim, tem oferecido o pacote, com tudo incluso, a um preço de 60 mil euros. Também faz parte do ‘passeio’ a possibilidade de atirar certeiramente em um urso para que sua pelagem seja utilizada na confecção de um tapete de elevado valor comercial. As informações são do portal greenme.it e do jornal Daily Mail. Os panfletos turísticos anunciam a viagem como uma oportunidade de participar da caça ao mais perigoso e temido expoente do reino animal, presente no Canadá. Os machos dos ursos polares seriam, graças à cândida pelagem, o melhor prêmio que um caçador poderia receber em troca da própria coragem e habilidade. O presidente e fundador do clube de caça chinês, o californiano Scott Lupien, afirma que o preço da expedição é equivalente ao valor de aquisição de um tapete de pele de urso, com a garantia de que será possível experimentar a emoção de matar pessoalmente a presa pré-selecionada. As justificativas absurdas não terminam aqui. Ainda de acordo com Lupien, a completa extinção dos ursos polares está próxima devido ao derretimento das calotas polares. Portanto, caçá-los significaria simplesmente acelerar um processo já destinado a acontecer. A caça desta espécie de urso, na realidade, seria apenas mais um novo hobby de luxo. Aos participantes da expedição são oferecidos confortáveis quartos em hotéis e aulas de caça, que acontecem sob a supervisão de um instrutor. Estão à disposição dos caçadores ainda fuzis, projéteis e trenós puxados por cães, que também auxiliam perseguindo os rastros deixados pelos ursos na neve. A criticável experiência ficará sempre na lembrança graças a fotografias, tiradas de cada caçador ao lado da presa, e a um DVD filmado individualmente. O caso não passou batido pelos grupos em defesa dos animais americanos, ingleses e canadenses. Eles estão lutando para que o clube que promove a viagem seja imediatamente proibido de tal. Os ursos polares são uma das espécies animais com maior risco de extinção e a caça descontrolada deve constituir um perigo iminente. Robbie Marsland, diretora do Fundo Internacional para o Bem-estar Animal, espera convencer a população chinesa a desistir da matança dos ursos polares, contribuindo em vez para a defesa dos animais. O Canadá é a única nação a permitir a caça de ursos polares pelo puro divertimento, perseguido com avidez para transformar os pobres animais em troféus. Por causa deste fato, cerca de 500 ursos são mortos todos os anos em território canadense. A Noruega, por exemplo, proibiu completamente a caça de ursos polares, enquanto a Rússia, Alasca e Groenlândia permitem a caça apenas à população nativa como fonte de alimentação. Ativistas chineses estão começando a organizar protestos contra o clube fundado por Scott Lupien, na esperança que cedo ou tarde estas viagens sejam declaradas ilegais.


Fonte: Por Natalia Cesana (da Redação ANDA)" - Animais S.O.S

É este o tipo de parceiro económico que desejamos???? 

ah, claro, os interesses económicos...


Foto (c) Daily Mail

terça-feira, 13 de março de 2012

Consequências das alterações climáticas, são uma realidade!...

O Futuro, já começou...


Nikumaroro, um dos 32 atóis que formam o Kiribati

Kiribati, um pequeno país formado por 32 atóis e uma ilha-vulcão no Oceano Pacífico, quer mudar-se para as Fiji. O Beretitenti (Presidente) está a negociar a compra de 20km2 nas Fiji para mudar para lá toda a população.
Se os 103 mil habitantes já viviam apertados, em 811 km2, vão passar a viver ainda mais juntos.

Não se trata de um capricho dos governantes em Tarawa (a capital). Kiribati vai desaparecer devido à subida das águas provocada pelas alterações climáticas. Pensaram então em deslocar toda a gente para a maior e mais montanhosa das ilhas do arquipélago das Fiji, Viti Levu, explicou Filimoni Kau, o secretário das Terras e Recursos Naturais.

Filimoni Kau, que falou com a agência espanhola EFE por telefone, disse que as negociações ainda não terminaram. Os terrenos pertencem a um conjunto de igrejas que pedem pelos 20 quilómetros quadrados 7,5 milhões de euros.


“O nosso povo terá de ser deslocalizado quando as marés chegarem às povoações e às casas”, anunciara na semana passada o Presidente, Anote Tong, num discurso ao país.

Várias dezenas de pessoas já se mudaram, tornando-se refugiados climáticos, um estatuto que é reconhecido pelas Nações Unidas. Muitos dos já afectados vivem num acampamento provisório montado na capital. A subida das águas não é a única ameaça a Kiribati — também se regista uma crescente salinização dos aquíferos (as reservas de água doce). A água salgada contaminou os poços, o que quer dizer que não há água suficiente para os habitantes, para os animais e para as plantações; a população sobrevive cada vez mais de uma dieta de arroz e enlatados.

Se o acordo com as Fiji se concretizar, a população não será levada toda de uma vez para a sua nova terra. Terão de ser negociados muitos ítems. Por exemplo: serão refugiados, imigrantes, kiribatis? Poderão encontrar emprego sem ser tratados como indivíduos de segunda classe? “Teremos de ser imigrantes qualificados, gente que tem um lugar na comunidade”, disse Tong, que chegou a ponderar (porque quando as águas engolem um país nenhuma hipótese deve ser posta de lado) a possibilidade de Kiribati passar a ser um país sobre uma gigantesca plataforma sobre o mar, ou de construir muros altíssimos à volta de todas as ilhas habitadas. Há quatro anos que o Governo deste país que vive da exportação de peixe e do turismo negoceia com ilhas vizinhas a possibilidade de compra ou aluguer de terreno para alojar os seus 103 mil habitantes.

Kiribati não é o único arquipélago do Pacífico ameaçado pela subida das águas. A mesma ameaça paira sobre as Ilhas Marshall e sobre Tuvalu. Segundo os dados divulgados pelo Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas, o nível dos oceanos poderá subir de 18 a 59 centímetros até o fim do século.

Fonte: Publico.pt

Para ti, avô... porque faz um ano e porque estarás sempre no meu coração.

De ti, fica em mim, os teus lindos olhos azuis, que jamais esquecerei...

De ti, fica em mim, a recordação de felicidade quando me deste o meu primeiro triciclo...

De ti, fica em mim, todas as histórias de Domingo à tarde...

De ti, fica em mim, os almoços caseiros, dos pratos cozinhados no forno a lenha...

De ti, fica em mim, os teus ensinamentos...

De ti, fica em mim, teres cuidado da "Laika", quando precisou que o fizesses...

De ti, fica em mim, ver-te sair bem cedo para o campo, fosse Verão ou Inverno, só porque gostavas...

De ti, fica em mim, a imagem no coração e na mente dos teus diários passeios de bicicleta...e como eu pensava; que um dia queria ter a tua idade e a tua energia e força de viver...

De ti, fica em mim, o teu sentido prático da vida...

De ti, fica em mim, as vindimas, o desfolhar das espigas, o apanhar das batatas, das cenouras...

De ti, fica em mim, as galinhas, os coelhos...e todos os outros animais que pude conhecer vivos...

De ti, fica em mim, a tua vida...

E olha...  avô, terei sempre; um "olho vivo" !!!
Até sempre, avô...

segunda-feira, 12 de março de 2012

História inspiradora...

Para quem gosta de animais e não só, uma história inspiradora, vale a pena perder uns minutos e ver...



Parte I



Parte II


Parte III


Parte IV

A indiferença mata!

Números...

Em cem pessoas,
sabedoras de tudo melhor —
cinquenta e duas;

inseguras de cada passo —
quase todo o resto;

prontas para ajudar,
desde que não demore muito —
quarenta e nove;

sempre boas,
porque não conseguem de outra forma —
quatro, talvez cinco;

dispostas a admirar sem inveja —
dezoito;

constantemente receosas
de algo ou alguém —
setenta e sete;

aptas para a felicidade —
vinte e tal,
quando muito;

individualmente inofensivas,
em grupo ameaçadoras —
mais de metade, com certeza;

cruéis, 
por força das circunstâncias —
é melhor não sabê-lo,
nem aproximadamente;

com trancas na porta depois da casa roubada —
quase tantas como
aquelas que as têm, antes da casa roubada;

não levando nada da vida a não ser coisas —
quarenta, 
embora preferisse estar enganada;

agachadas, doloridas
e sem lanterna no escuro —
oitenta e três,
mais tarde ou mais cedo;

dignas de compaixão —
noventa e nove;

mortais —
cem em cem.
Número, até agora, não sujeito a alterações.

Wislawa Szymborska
 (Instante, Relógio d'Água)