quarta-feira, 17 de abril de 2013

Pelo fim de mais uma barbárie contra animais não humanos...

"Assinem!
A produção de leite (de vaca) é claramente a atividade mais condenável, nos Açores.

Segundo o relatório ambiental dos Açores, solicitado pelo governo regional, é a atividade que causa maior poluição e impacto ambiental, 65% de todo o território açoriano é pasto... território esse que podia ser usado para a AGRICULTURA, contribuindo para uma maior RESILIÊNCIA da região.

Para produzirem leite, as vacas são engravidadas à força e continuamente... tão continuamente que, nos Açores, por serem um produto excedente, milhares e milhares de bezerros são INCINERADOS, de modo a que o PREÇO DA CARNE NÃO DESÇA (numa altura em que há cada vez mais açorianos a passar fome e todo o tipo de dificuldades).

Trata-se do desrespeito total pelos Animais (incluindo Humanos) e pela Natureza. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Resgatar e colocar animais abandonados para adopção requer muita responsabilidade!...ou mais vale estarem quietos...

Vale a pena reflectir. Se as adopções demorarem mais do que aquilo que se vê no vídeo (mera entrega de animais), a baixa tolerância à frustração de não poder iniciar de imediato a sua sádica tarefa fará com que a ansiedade do psicopata aflore e nos indique que algo não bate certo. Um bom analista de adopções "fareja" isso e recusa entregar o animal. A ansiedade do adoptante nunca é bom sinal, embora possa não corresponder a casos tão graves como este. 

Foram precisos cerca de 30.000 animais (estimativa da polícia) até que alguém se apercebesse que havia algo errado. Dá que pensar, não dá? 


Boas adopções!

Virgínia

-- 
AEZA - Associação Ecologista e Zoófila de Aljezur
www.aeza.org

domingo, 7 de abril de 2013

200 mil é muito bom e sempre a crescer...gente de consciência e coração!

Não imaginam a felicidade que sinto, sempre que leio notícias como esta...Se todos soubessem, tivessem a consciência de como são criados (produzidos), transportados e mortos os animais por esta indústria (a da carne), os vegetarianos seriam, concerteza, em número bem maior...

A alimentação vegetariana é, na maior parte das vezes, uma alternativa para quem procura um estilo de vida mais saudável e sustentável. Para além de questões ambientais, trata-se também de dimensões éticas, já que os vegetarianos e veganos não ingerem produtos que resultem da morte de animais. Segundo dados da Associação Vegetariana Portuguesa, são cerca de 200 mil os cidadãos vegetarianos em Portugal.

Para além disso, a dieta vegetariana pode prevenir uma grande variedade de problemas de saúde, como obesidade, cancro do pulmão e diabetes. Segundo o JPN, a Associação Portuguesa de Medicina Preventiva (APMP), afirma que o risco médio de doenças cardiovasculares de um homem que coma carne é de 45% enquanto que, para vegetarianos, a probabilidade baixa para os 15%.

No entanto, esta é uma transformação não só ao nível dos hábitos alimentares, mas também de filosofias de vida. O vegetarianismo e o veganismo são mais do que formas de comer – são formas de viver.

No mundo todo

Uma Aplicação do Google Trends mostra que mais e mais pessoas estão procurando por informações relacionadas ao termo “vegan” (vegano), no famoso Google.

Com a popularização da informação vem o crescimento da mudança de hábitos e do modo de vida. E não é só o veganismo que vem crescendo. Mesmo os onívoros, passaram a optar por mais refeições sem carne. Os americanos, por exemplo, estão escolhendo cada vez mais as refeições sem carne no seu dia a dia. O USDA espera um declínio contínuo no consumo de carne, com o americano médio comendo 12,2% menos carne hoje do que em 2007.

Além da ética e da compaixão, o vegetarianismo e o veganismo também se tornam muito populares pelos benefícios que agrega à saúde. Mesmo durante a gravidez, a dieta sem carnes não traz nenhum malefício, nem ao feto, nem à mãe. “Se a dieta e os cuidados da gestante forem adequados, não tem problema. Toda gestante que come carne é avaliada. A vegetariana também vai ser”, conta o médico nutrólogo Eric Slywitch.

Aliás, nem as crianças correm riscos, como muitos pensam. Até crescem mais saudáveis quando dentro de uma dieta vegetariana ou vegana. “A dieta vegetariana bem planejada, como deve ser qualquer dieta (mesmo as que contenham carne), não faz mal algum às crianças em desenvolvimento, pois contém todos os nutrientes necessários para o crescimento”, afirma Slywitch, acrescentando que as crianças vegetarianas tendem a ser mais saudáveis porque comem uma diversidade maior de alimentos de boa qualidade e costumam ter hábitos mais sadios.

Até mesmo famosos, militantes pelo veganismo, costumam contribuir para a causa animal. Artistas como Paul McCartney, o guitarrista Steve Vai, a atriz Alicia Silverstone, ou o músico britânico Morrissey motivam seus fãs através da informação, atreladas à sua imagem, e agregam protetores, veganos e vegetarianos, transformando vidas pelos direitos animais.

Fonte: Anda

Necessidade do consumo de leite...

Partilho um artigo interessante e de confirmação cientifica sobre o consumo de leite e a sua necessidade...Somos o único animal que bebe leite (e derivados) após a amamentação...evidentemente porque a natureza é sábia fazemo-lo sem necessidade e com consequências não positivas mas sim, nefastas para o nosso organismo... 

Aqui fica para os interessados.

Link:

Outros estudos sobre o tema:
Podem consultar o documentário "Got the facts on milk?", o artigo "Segredos da Longevidade" da National Geographic, ou o estudo científico "The china study".

Acrescento ainda este comentário esclarecedor (entre tantos outros) ao artigo em questão, cada um acredite no que quer ou dá mais jeito, mas informem-se ...


"Pedro Prata Santos • 2 dias atrás−
Depois do que aqui li tive mesmo que comentar:

Primeiro: durante todo o meu crescimento tive uma saúde
débil, até aos 27 anos começar a ler sobre alimentação em vez de produção de
alimentos. Sou engenheiro agrónomo, e após iniciar a pesquisa de fontes
alternativas às cientifico-convencionais, cheguei à conclusão que a dita
ciência académica internacionalmente instituida é TODA manipulada e corrompida
pela indústria!!!

Explico: está organizada num esquema piramidal no sentido
top-down, onde o que o topo (supremamente reverenciado na figura dos
profs-doutores com megabytes de referências ciêntificas, publicadas nas mais
“prestigiadas” revistas ciêncio-médico-agronómico-nutrição-veterinária-etc...) diz
como sendo verdade, o resto da pirâmide toma como sendo verdade!...é a
hierarquia a funcionar!!!

Então se um do “topo” diz que um determinado fármaco cura
isto! Até à base (os médicos, veterinários e nutricionistas) tudo diz que o
fármaco cura aquilo. Se o “topo” diz que o cálcio do leite é mais absorvido no
corpo humano do que o cálcio dos bróculos, os professores de nutrição da base é
isso que metem na cabeça dos seus alunos, que passam a ter essa ideia como
verdade fundamental da nutrição humana...mesmo sendo a mentira que é (o cálcio
do leite pouco é absorvido comparativamente ao cálcio dos bróculos ou da couve
– aliás uma tijela de caldo verde faz reter muito mais cálcio nos ossos do que
1 ou mesmo 2 copos de leite). Mas basta ver nações como o Japão onde não existe
tradição do consumo de lacticinios e também não existe osteoporose!

Para ajudar à compreensão deste 1º ponto deixo este artigo:http://www.scientificamerican/....

E outro que não encontro, mas que refere a revolta dos
estudantes de Harvard pelas continuas referências pelos seus professores, a
companhias comerciais que os financiam. Talvez este artigo venha na sequência
dessa revolta e da tentativa de libertação dessa influencia corruptiva!!!

Testemunho um dos meus trabalhos como cientista
convencional, onde me estavam a obrigar a publicar os resultados esperados em
vez dos realmente obtidos. Ainda na tentativa de aproximar os 2, estudei o
máximo de referências cientificas até encontrar 1 cujo autor estava com os
mesmos problemas que eu, e ao duvidar da validade dos estudos das referências
cientificas em que se baseava o seu trabalho, resolveu desistir do seu e avaliar
esses estudos...obteve o resultado que mais de 40% eram falsos!!!

Para concluir este primeiro ponto..., depois desses 27 anos
de idade, e após sofrer às mãos dos médicos e dos farmacêuticos durante todo
esse tempo, e após ler bastante das fontes alternativas, deixei por completo o
leite. Nunca mais adoeci!

Como engenheiro agrónomo iniciei o meu trabalho a produzir
convencionalmente, com todos aqueles venenos, que se o consumidor soubesse como
são produzidos os alimentos convencionais por certo deixaria de os comer!!!
Após questionar tudo aquilo que me disseram ser FUNDAMENTAL para poder produzir
alimentos em quantidade para alimentar o mundo, 
iniciei uma jornada de quebra total! 
Jornada em que descobri que não só era verdade que se podia produzir em
quantidade sem aqueles “axiomas”, como a qualidade obtida revelava todo um
mundo de sabores até então desconhecidos e que me remeteu a memórias de
infância a ouvir a minha avó dizer que “antigamente é que a comida sabia
bem”!!! foi quando provei o 1º tomate da minha produção e que não sabia a água
como os do supermercado!

Relativamente à produção animal é escandaloso o ponto a que
chegámos, a partir do momento em que a veterinária e os agrónomos-economistas
passaram a avaliar a dieta dos ruminantes em termos de unidades de hidratos de
carbono, proteina e gordura. O resultado foram forçar as vacas a comerem grãos,
soros, carne (até à doenças das vacas loucas)! Apesar dos avisos de alguns
“lunáticos” que o “topo” prontamente denuncia como paranóicos e maluquinhos da
teoria da conspiração!

A verdade é que as vacas como os outros ruminantes só podem
comer palhas e fenos e de preferência, alimentarem-se directametne das
pastagens. Alguns milhões de anos de evolução ditou essa dieta! Tudo o resto
chama-se forçagem!

Ao serem forçados a alimentarem-se de rações farináceas de
cereais, oleaginosas e proteaginosas, os seus sistemas imunitários descarrilam
e ficam sujeitas a várias infeções, sendo a mais comum a mastite. Ora a ciencia
agronómico-veterinária resolve isso com antibióticos, que passam para o leite
claro, mas além disso, de um lote de vacas a produzir leite há uma % que está
saudável (com os antibióticos) e outra que tem pré-sintomas de mastites (mesmo
com os antibióticos) e que por isso o seu leite vem com uma certa quantidade de
células de pús! E como o leite dessa vacaria vai todo para a mesma cuba, e em
todas as explorações bovino-leiteiras convencionais se passa o mesmo, a
indústria obrigou a legislar que o leite tinha que ser pasteurizado e que podia
conter até não sei quantos milhões de células de pús por litro!!!

E que a indústria anda bem atenta à comunicação social basta
ver alguns comentadores aqui tão activos. Por certo trabalham para eles! Ou
então ainda estão na fase imediatemente após a lavagem cerebral e julgam ser
verdade aquilo que afirmam!

Deixo a ressalva que não estou para aqui a defender o leite
de soja, que também tráz alguns problemas. O meu alvo é o leite de vaca,
apenas! Um alimento para transformar um bezerro de 40-50Kg num vitelo, que se
for desmamado aos 6 meses pesa mais de 200Kg e aos 18 meses é abatido com 400 a
500 Kg se for fêmea ou 800 a 900 Kg se for macho! E não para consumo humano.
Basta olhar para os nºs da saúde!"

segunda-feira, 25 de março de 2013

"Truth about Pet Food, Spain"

Mas será que não existe nada em que possamos acreditar!?...

"The use of euthanized pets in pet food has been suspect for years. Now, Spain is in the middle of a full investigation that will finally prove the absolute worst horrors of pet food. It has been stated many of the pet foods involved “have international presence and some are among the most prominent of the animal feed industry.”

Last May, investigators found two warehouses in Spain that were being used as clandestine warehouses for storing the animal corpses. One contained 15 tons of dead animals, most of them dogs. Similar gruesome discoveries were made in other locations in Spain.

An investigation in Spain uncovered an underground network of criminals involved in feed manufacture, tanneries, animal shelters, kennels involved in a heinous practice of using the corpses of sick and abandoned animals in the production of pet food. At least 40 pet food and animal feed companies are involved, with some products sold internationally.

Officials in Spain uncovered an organized group involved in taking stray dogs, sick and abandoned pets from shelters, euthanized pets from veterinarians, diseased livestock, horses, zoo animals to be sold for making pet food and animal feed ingredients. At least eleven people are involved in the plot, which include transporters, tanneries and other companies linked to the animal world.


Please read more:



Other sources: 





Also, a great source of info about a pet food scandal you will find in a great book by Ann Martin "Food Pets Die For: Shocking Facts About Pet Food" -the first expos‚ of the shocking practices within the pet food manufacturing industry:


Lido em:
Exposing the truth! Keep speaking out and sharing this page:
http://www.facebook.com/pages/Animal-Cruelty-Exposed/363725540304160 "




Photo: Euthanized shelter pets used in a pet food industry.

segunda-feira, 18 de março de 2013

"MAIS TEMPO? MUITO MAIS TEMPO!"

Como não poderia deixar de ser, aí está a catástrofe!
Passos Coelho ainda há dois ou três dias dizia que “não existe necessidade de alterar a trajectória”. Ainda ontem dizia que estava tudo bem, que a sétima avaliação tinha corrido bem, como hoje confirmaria em detalhe o ministro das finanças. Mas afinal os detalhes de hoje de Vítor Gaspar não confirmam nada disso. Confirmam a catástrofe que já se sabia, mas que a sociedade Passos & Gaspar ia tentando manter debaixo do tapete!
Isso mesmo: o inimputável Gaspar deixou de o ser. A partir de hoje não é mais inimputável!
O ministro das finanças só não meteu dó porque quem faz o que ele tem feito não consegue sequer despertar esse sentimento. E porque uma legião de jornalistas domesticados (uma única excepção para o jornalista da SIC) – serão os jornalistas presentes nas conferências de imprensa do salão nobre do ministério das finanças escolhidos pelo ministro? – pactua com aquele discurso opaco e misterioso, abdicando de perguntas assertivas e resignando-se às respostas manhosas e às omissões do ministro.
O défice é de 6,6% e não os 4,9% com que ainda há semanas Passos se cobria de glória, garantindo o cumprimento da meta do défice. Nem outro qualquer do cardápio que Vítor Gaspar hoje quis apresentar, pretendendo transmitir a ideia que, como os chapéus, défices há muitos. Que é só escolher e que o Eurostat escolheu aquele. Mas que ele escolhe outro. Ele escolhe o défice primário estrutural!
Que é coisa que não existe – e como é estranho que nenhum jornalista lhe tenha dito isto -, é virtual. Existe nas suas folhas de Excel, como se fosse em laboratório bacteriologicamente puro!
As previsões macroeconómicas são de novo revistas, confirmando a implosão do orçamento em curso. A recessão, que no orçamento está fixada em 1%, e que há um mês, logo em Fevereiro, foi revista para o dobro é, agora, um mês depois, estimada em 2,3%. Mas ainda não desta que acerta: está mais próxima da realidade, mas é ainda insuficiente. O PIB cairá mais que isso!
Gaspar já prevê o desemprego a crescer aos 19%, anunciando que lá para 2016, daqui a três anos, estaremos de regresso à actual taxa de desemprego. Isto porque lá para o último trimestre do ano diremos adeus à recessão, e em 2014 já cresceremos 0,6%. Quer dizer, e tendo em conta a falta de jeito para previsões, o país que Gaspar e Coelho criaram em menos de dois anos vai ficar com um desemprego estrutural acima de 20%!
Os PIB nominais que estão por trás destes números é que não se conhecem: diz Gaspar que ainda precisam de umas afinações antes de poderem ser divulgados. Bonito. E sério!
Ah! E em 2040 teremos acertado o passo com os níveis de endividamento requeridos pelas regras da moeda única, os tais 60% do PIB. Ridículo: quem não acerta uma previsão a dois meses, lança-se numa a 30 anos. E motivante: em excesso de dívida, e portanto sem autonomia para coisa nenhuma, por mais 30 anos!
Gaspar e Coelho criaram tudo isto em menos de dois anos. Começaram a cavar este buraco quando, logo que tomou posse, o governo foi buscar aos portugueses metade do subsídio de natal e aumentou indiscriminadamente o IVA, sem que tal fosse estritamente necessário para o objectivo do défice, garantido pela habilidade da transferência dos fundos de pensões da banca. Não foi só a primeira grande machadada no consumo interno, foi também desbaratar a confiança, mesmo que residual, que ainda existia e substituí-la pelo pânico. Generalizado!
Depois foi sempre a aprofundar, a cavar cada vez mais fundo, com uma espiral de fundamentalismo a alimentar outra espiral: a da recessão. De pouco vale hoje falar de mais tempo, o mesmo mais tempo que ainda hoje Vítor Gaspar, completamente perdido, continuava a negar. Como poderá negar mais tempo, se é tanto mais tempo que já nem cabe no tempo do programa?
Como poderá negar mais tempo, quando tempo é a única variável que manipula?
Uma variável ilimitada. Numa folha de Excel pode sempre acrescentar-se mais um, dois, três… dez anos. Até que o tempo permita esquecer quantos são…
O país é que não é ilimitado. Os portugueses - por muito que custe ao Ulrich - é que não aguentam. Não aguentam que tudo por que passaram não tenha servido de nada, nem aguentam que em cima da pobreza a que chegaram seja ainda posta mais pobreza. Todos os anos, mais em cada ano. Porque foi apenas este mais tempo a que Gaspar e Coelho conseguiram chegar!
Como vi hoje algures escrito pelo Pedro Marques Lopes: “ Um ministro das finanças consciente, no fim desta conferência de imprensa, dirigia-se a S. Bento e pedia a demissão. Um primeiro-ministro normal metia-se no carro e dirigia-se a Belém para anunciar a sua própria demissão ao Presidente da República”.

Lido aqui.

segunda-feira, 11 de março de 2013

..." O amor é sempre uma anormalidade que provoca graves atrasos mentais."

"Fazer um registo de propriedade é chato e difícil mas fazer uma declaração de amor ainda é pior. Ninguém sabe como. Não há minuta. Não há sequer um despachante ao qual o premente assunto se possa entregar. As declarações de amor têm de ser feitas pelo próprio. A experiência não serve de nada — por muitas declarações que já se tenham feito, cada uma é completamente diferente das anteriores. No amor, aliás, a experiência só demonstra uma coisa: que não tem nada que estar a demonstrar coisíssima nenhuma. É verdade — começa-se sempre do zero. Cada vez que uma pessoa se apaixona, regressa à suprema inocência, inépcia e barbárie da puberdade. Sobem-nos as bainhas das calças nas pernas e quando damos por nós estamos de calções. A experiência não serve de nada na luta contra o fogo do amor. Imaginem-se duas pessoas apanhadas no meio de um incêndio, sem poderem fugir, e veja-se o sentido que faria uma delas virar-se para a outra e dizer: «Ouve lá, tu que tens experiência de queimaduras do primeiro grau...»

Pode ter-se sessenta anos. Mas no dia em que o peito sacode com as aurículas a brincar aos carrinhos-de-choque com os ventrículos, Deus Nosso Senhor carrega no grande botão «CLEAR» que mandou pôr na consola consoladora dos nossos corações. Esquece-se tudo. Que garfo usar com o peixe. Que flores comprar. Que palavras dizer. Que gravata com que raio de casaco hei-de usar? Sabe-se nada. Nicles.
Olha-se para as mãos e parece uma cena de transformação dum filme de lobisomens — de onde outrora havia aqueles dedos tão ágeis e pianistas, brotam dez abortos de polegares. E o vinho entorna-se só de pensar nisso. E as solas dos sapatos passam a atrair magneticamente todos os excrementos caninos da cidade. E a voz que era toda FM Estéreo da Comercial quando vai para dizer «Gosto muito de ti» fica repentinamente Abelha Maia.
Tenha-se 17 ou 71 anos, regressa-se automaticamente aos 13 — à terrível idade do Clearasil e das sensações como que de absorção. Quem se apaixona dá mesmo saltos no ar e diz «Uau!» quando o Pai deixa usar a pasta de dentes dele. Qual «ternura dos quarenta», qual bota da tropa cheia de minhocas! O amor é sempre uma anormalidade que provoca graves atrasos mentais."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

na esperança que na prática seja assim mesmo...


Estas são boas notícias!!!



 "European Commissioner in charge of Health & Consumer Policy, Tonio Borg, stated: "Today's entry into force of the full marketing ban gives an important signal on the value that Europe attaches to animal welfare. The Commission is committed to continue supporting the development of alternative methods and to engage with third countries to follow our European approach. This is a great opportunity for Europe to set an example of responsible innovation in cosmetics without any compromise on consumer safety."

terça-feira, 5 de março de 2013

...e um dia...

"...todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve de nada.
ficaram só os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte.
os domingos e as noites que passamos a fazer planos não foram suficientes e foram
demasiados porque hoje são como sangue no teu rosto, são como lágrimas.

sei que nos amamos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, em cada hora,
não irei negar isso. não irei negar nunca que te amei. nem mesmo quando estiver deitado,
nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder..."

José Luis Peixoto, “A criança em ruínas”

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sem palavras...

"Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspetivas de vida social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida. Se perdemos o tempo da formação e o da esperança foi porque fomos desapossados do nosso presente. Temos apenas, em nós e diante de nós, um buraco negro.
O «empobrecimento» significa não ter aonde construir um fio de vida, porque se nos tirou o solo do presente que sustenta a existência. O passado de nada serve e o futuro entupiu.
O poder destrói o presente individual e coletivo de duas maneiras: sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo totalmente o tempo diário com obrigações laborais; ou retirando-lhe todo o trabalho, a capacidade de iniciativa, a possibilidade de investir, empreender, criar. Esmagando-o com horários de trabalho sobre-humanos ou reduzindo a zero o seu trabalho.
O Governo utiliza as duas maneiras com a sua política de austeridade obsessiva: por exemplo, mata os professores com horas suplementares, imperativos burocráticos excessivos e incessantes: stresse, depressões, patologias borderline enchem os gabinetes dos psiquiatras que os acolhem. É o massacre dos professores. Em exemplo contrário, com os aumentos de impostos, do desemprego, das falências, a política do Governo rouba o presente de trabalho (e de vida) aos portugueses (sobretudo jovens).
O presente não é uma dimensão abstrata do tempo, mas o que permite a consistência do movimento no fluir da vida. O que permite o encontro e a intensificação das forças vivas do passado e do futuro - para que possam irradiar no presente em múltiplas direções. Tiraram-nos os meios desse encontro, desapossaram-nos do que torna possível a afirmação da nossa presença no presente do espaço público.
Atualmente, as pessoas escondem-se, exilam-se, desaparecem enquanto seres sociais. O empobrecimento sistemático da sociedade está a produzir uma estranha atomização da população: não é já o «cada um por si», porque nada existe no horizonte do «por si». A sociabilidade esboroa-se aceleradamente, as famílias dispersam-se, fecham-se em si, e para o português o «outro» deixou de povoar os seus sonhos - porque a textura de que são feitos os sonhos está a esfarrapar-se. Não há tempo (real e mental) para o convivio. A solidariedade efetiva não chega para retecer o laço social perdido. O Governo não só está a desmantelar o Estado social, como está a destruir a sociedade civil.
Um fenómeno, propriamente terrível, está a formar-se: enquanto o buraco negro do presente engole vidas e se quebram os laços que nos ligam às coisas e aos seres, estes continuam lá, os prédios, os carros, as instituições, a sociedade. Apenas as correntes de vida que a eles nos uniam se romperam. Não pertenço já a esse mundo que permanece, mas sem uma parte de mim. O português foi expulso do seu próprio espaço continuando, paradoxalmente, a ocupá-lo. Como um zombie: deixei de ter substância, vida, estou no limite das minhas forças - em vias de me transformar num ser espetral. Sou dois: o que cumpre as ordens automaticamente e o que busca ainda uma réstia de vida para os seus, para os filhos, para si.
Sem presente, os portugueses estão a tornar-se os fantasmas de si mesmos, à procura de reaver a pura vida biológica ameaçada, de que se ausentou toda a dimensão espiritual. É a maior humilhação, a fantomatização em massa do povo português. Este Governo transforma-nos em espantalhos, humilha-nos, paralisa-nos, desapropria-nos do nosso poder de ação. É este que devemos, antes de tudo, recuperar, se queremos conquistar a nossa potência própria e o nosso país."

José Gil na revista Visão.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A todos os cães... principalmente aos que vivem no abandono...

Puka
Quando morre um cão, há uma tristeza específica. É fina e espeta-se no pensamento. Aleija só de imaginar. Deriva da pena de não termos sido capazes de estar à altura da pureza, da generosidade absoluta


Está deitada ao meu lado, a ressonar. Acredito que o som dos meus dedos no teclado do computador também a tranquiliza: o ritmo certo/incerto destas palavras: letras-letras-letras espaço letras-letras-letras espaço. Se assim for, se a minha escrita contribuir para a paz do seu sono, está apenas a devolver-lhe aquilo que também recebe deste corpo encostado a mim, a respirar profundamente, como se essa fosse a sua resposta ao tempo.
Quando lhe pouso a mão em cima, deixa-me fazer tudo. Não se incomoda. Essa é a forma que tem de mostrar a sua confiança ilimitada. Não acorda, como se escolhesse não acordar. Oferece o corpo às minhas festas e, se a aperto com um pouco de mais força, deixa escapar um som de prazer preguiçoso, arrastado, nasce-lhe na garganta.
Noutras horas, quando sente um barulho mínimo nas escadas, começa por rosnar e, se o barulho continua, quer ladrar contra a porta fechada. É preciso chamá-la e convencê-la a pensar noutro assunto. Agora, esses episódios parecem histórias inventadas. Neste momento, abrir os olhos e voltar a fechá-los logo a seguir é o máximo de incómodo que aceita. Está tão calma, tem tanto vagar. Às vezes, debaixo das minhas festas, espreguiça-se longamente. Depois, perde a força nos músculos e afunda-se ainda mais no sono.
Eu já estava aqui sentado, a escrever, quando ela chegou muito direita. Caminhou na minha direção sem hesitar, com as patinhas a riscarem um som leve. Numa agilidade súbita, deu um pequeno salto e ficou ao meu lado. Então, encostou-se à minha perna, formámos uma pequena união de calor, e adormeceu.
Foi também assim que chegou à minha vida. Eu não esperava nada, não procurava nada, ela chegou e, sem forçar, conquistou-me inteiro com a sua presença. Quando lhe faço festas na cabeça, os seus olhos descobrem-se entre o pêlo. Há uma certa tristeza nesse olhar antigo, como se carregasse restos de uma mágoa. Compreendo-a e, às vezes, chego a acreditar que também ela me compreende a mim, também ela é capaz de distinguir essa mesma idade no meu olhar, esse silêncio. Encontrámo-nos aqui, mas viemos de lugares distantes.
Durante o dia, passeia sossegada pela casa. Só ela sabe onde vai. Com frequência, escolhe um quadrado de sol no chão e deixa cair as orelhas. Nessas ocasiões, está preparada para qualquer surpresa.
De todas as palavras que existem no mundo, há duas que a enchem de eletricidade: "rua" e "bola". Rejuvenesce com cada uma delas, enlouquece. Na rua, muito interessada, como se estivesse a tomar conhecimento das últimas notícias, vai sempre cheirar os mesmo cantos. Fingindo não fazer caso, partilhamos o pudor do momento em que baixa as duas patinhas de trás e, depois, se afasta de uma pequena poça de chichi. Com a bola, dá saltos no ar, apoia-se em duas patas, chega a ficar assim alguns segundos, como no circo, e parece cega quando corre para apanhá-la. Vai buscá-la onde for preciso.
Quando eu andava na escola primária, numa visita de estudo ao Jardim Zoológico de Lisboa, admirei-me com o cemitério dos animais de estimação. Estava habituado a cães que mal tinham nome, que eram levados numa saca e enterrados no campo. Durante anos, habituávamo-nos a ver um cão quando passávamos numa certa rua, depois, um dia, deixávamos de vê-lo. Era assim.
Hoje, com esta cadelinha, sinto-me como aquele velho mal-humorado, a queixar-se de tudo, a culpar sempre os outros, mas que se derrete com os netos, lhes permite tudo, e quase parece outra pessoa. Talvez por isso, sou agora capaz de compreender que, quando morre um cão, há uma tristeza específica. É fina e espeta-se no pensamento. Aleija só de imaginar. Deriva da pena de não termos sido capazes de estar à altura da pureza, da generosidade absoluta.
Aqui, o tempo desta sala continua à mesma cadência, letras-letras-letras espaço letras-letras-letras espaço. Às vezes, ela estremece de repente. O arco da respiração perturba-se. Está talvez a sonhar. Aperto-a de encontro a mim. Nada te pode fazer mal, pequenina. Eu protejo-te com a mesma dedicação com que me proteges. Esta companhia que partilhamos é eterna.

José Luís Peixoto

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Lembras-te? foi por fim num dia de Verão...era Setembro...

Carta (Esboço)

Lembro-me agora que tenho de marcar um 

encontro contigo, num sítio em que ambos 
nos possamos falar, de facto, sem que nenhuma 
das ocorrências da vida venha 
interferir no que temos para nos dizer. Muitas 
vezes me lembrei de que esse sítio podia 
ser, até, um lugar sem nada de especial, 
como um canto de café, em frente de um espelho 
que poderia servir de pretexto 
para reflectir a alma, a impressão da tarde, 
o último estertor do dia antes de nos despedirmos, 
quando é preciso encontrar uma fórmula que 
disfarce o que, afinal, não conseguimos dizer. É 
que o amor nem sempre é uma palavra de uso, 
aquela que permite a passagem à comunicação
mais exacta de dois seres, a não ser que nos fale, 
de súbito, o sentido da despedida, e que cada um de nós 
leve, consigo, o outro, deixando atrás de si o próprio 
ser, como se uma troca de almas fosse possível 
neste mundo. Então, é natural que voltes atrás e 
me peças: «Vem comigo!», e devo dizer-te que muitas 
vezes pensei em fazer isso mesmo, mas era tarde, 
isto é, a porta tinha-se fechado até outro 
dia, que é aquele que acaba por nunca chegar, e então 
as palavras caem no vazio, como se nunca tivessem 
sido pensadas. No entanto, ao escrever-te para marcar 
um encontro contigo, sei que é irremediável o que temos 
para dizer um ao outro: a confissão mais exacta, que 
é também a mais absurda, de um sentimento; e, por 
trás disso, a certeza de que o mundo há-de ser outro no dia 
seguinte, como se o amor, de facto, pudesse mudar as cores 
do céu, do mar, da terra, e do próprio dia em que nos vamos 
encontrar, que há-de ser um dia azul, de verão, em que 
o vento poderá soprar do norte, como se fosse daí 
que viessem, nesta altura, as coisas mais precisas, 
que são as nossas: o verde das folhas e o amarelo 
das pétalas, o vermelho do sol e o branco dos muros.
Nuno Júdice, in “Poesia Reunida” 
 

























segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

...porque é uma delicia ouvir o que tem para dizer...

(...) temos muito a aprender com os animais.. um animal é de facto aquele que te ama incondicionalmente, ele só quer saber se tu chegas, não quer saber se lhe ralhaste de manhã, se vens chateado, ama-te incondicionalmente. (...) estão ali para nós, um conforto um companheirismo... (...) a defesa dos direitos dos animais, é uma coisa que germina em mim desde miúdo, porque eu apesar de ter medo de cães ( tinha em miúdo) nunca lhes desejava mal, e acho sobretudo é mais uma das zonas da vida que nos define enquanto pessoas.
(...) Como é possível tu pegares num animal estás a olha-lo nos olhos, sabendo que vais pegar nele e abandona-lo na estrada?
Pessoas que são capazes de fazer mal aos animais, para mim definem-se em muita coisa na vida. "

Rodrigo Guedes de Carvalho (Jornalista)

Entrevista: 
http://www.videosbacanas.com/rodrigo-guedes-de-carvalho-no-alta-definicao-sic-programa-do-dia-09-02-2013/

...

Estou deitado e o tempo passa sobre mim em crescentes lençóis
e durmo e nem ambiciono a posição da árvore
Aceito tudo e sou mais branco cada vez
que o sol se põe sobre a cansada imensidão do rosto
exposto ao ondular do trigo e à velha nova água 
Sou pedra ou esquecimento? Que serei?
Alguém responderá. Mas quem? Ou quando?
Estou assim entretanto. O meu modo de ser
é todo este não ser de perguntar e responder 
Sou uma enorme dúvida estendida da cabeça aos pés
Nem sei já se nasci - ou quando - ou se morri 
Não sou todo este ser que finalmente de si mesmo se cansou 
E abro muitas bocas. Quem à minha volta? 
Nunca estive mais perto de ninguém.

Ruy Belo
Foto:(c) Anka Zhuravleva

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"UE vai proibir testes em animais a partir de Março deste ano."


Vai ser proibida a venda de todos os produtos e ingredientes cosméticos, dos sabonetes às pastas de dentes, que tenham sido testados em animais


A luta dos activistas pelos direitos dos animais pode estar perto de uma nova vitória. Segundo Tonio Borg, Comissário Europeu da Saúde e Defesa do Consumidor, que deu a conhecer a informação, a importação e venda de cosméticos testados em animais vai mesmo ser proibida na União Europeia (UE), a partir de 11 de Março deste ano.

"Acredito que a proibição deverá entrar em vigor em Março de 2013, pois o Parlamento e o Conselho já decidiram", lê-se na carta que Borg endereçou aos activistas, divulgada pela Newswire.

O comissário acrescenta ainda que a proibição não deve ser "adiada ou revogada", já que esta decisão já vinha a ser planeada e consequentemente adiada desde 2009. Esta medida vai impedir a venda de todos os produtos e ingredientes cosméticos na União Europeia, dos sabonetes às pastas de dentes, que tenham sido testados em animais - seja qual for a parte do mundo em que tal tenha acontecido.

Contagem decrescente
A novidade está a deixar várias entidades satisfeitas, principalmente a cadeia The Body Shop e a organização Cruelty Free International que há mais de 20 anos levam a cabo uma campanha pelo fim dos testes em animais.

Paul McGreevy, director de valores internacionais da The Body Shop, realçou a "grande conquista" que considera como o esperado "encerramento de um capítulo", já que, afirma, "o futuro da beleza deve ser sem crueldade".

Michelle Thew, diretora executiva da Cruelty Free International, garante que esta decisão é só o começo e diz continuar a lutar "para garantir que o resto do mundo seguirá o mesmo caminho", disse.

Os defensores dos animais já estão em contagem decrescente para a data marcada e já têm algumas iniciativas comemorativas programadas. Mais mais importante ainda, esperam conseguir assim "inspirar" outros países a banir os testes em animais, como é o caso da China.

Lido em "P3"

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"Salvem o gato" ...

(Para melhor leitura, clicar na imagem...)


 Maria José Morgado | Expresso a 26 de janeiro de 2013