quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pictures and words...



"Rita Calvário, do Bloco de Esquerda, questionou hoje o Ministério do Ambiente sobre a falta de actuação do ICNB perante a situação de três ursos"...

"Boa tarde,

A deputada Rita Calvário, do Bloco de Esquerda, questionou hoje o Ministério do Ambiente sobre a falta de actuação do ICNB perante a situação de três ursos que aguardam há cinco anos para serem transferidos de um atrelado de um camião para um local apropriado para o seu acolhimento.

Desde 2005 que três ursos-pardos, apreendidos ao circo Magic e ainda a viver à sua guarda em jaulas sem condições, em Marco de Canavezes, aguardam que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) efectue a sua transferência para um local adequado.

O ICNB está há cinco anos sem tomar uma decisão sobre esta transferência, apesar do Parque Biológico da Lousã e do Jardim Zoológico de Lisboa já se terem disponibilizado para receber os animais e os Serviços de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA-GNR) para participar no seu transporte.

Agora, em resposta à indignação da população e associações de protecção animal, o ICNB limitou-se a dizer que “ainda não há uma previsão” para a transferência dos três ursos, “porque se trata de um processo muito complexo”, havendo “outras questões que precisam de ser preparadas”.

O Bloco de Esquerda não compreende a morosidade deste processo, já que a apreensão destes animais selvagens deveria motivar uma resposta célere para os colocar em locais adequados, assegurando a sua protecção e bem-estar.
Existindo locais disponíveis para os receber, com condições de acolhimento e tratamento melhores que o local actual e com serviços de apoio técnico e veterinário, não entendemos as reservas do ICNB para avançar com a transferência. Além disso, parece que não tem sido realizado qualquer acompanhamento de proximidade do ICNB em relação a estes animais, já que no local onde estão há 5 anos não são cumpridas condições mínimas de alojamento e alimentação.
A pergunta encontra-se em anexo.


Com os melhores cumprimentos,
Hugo Evangelista
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda"

Por uma campanha global de esterilização de cães e gatos em Portugal...

"A delegação, em representação de mais de 200 figuras públicas signatárias do abaixo-assinado (em anexo com as 213 assinaturas) composta pela campeã olímpica Rosa Mota, a directora do Museu Casa das Histórias Paula Rego, Helena Freitas, o presidente da Opus Gay, António Serzedelo, a autarca Leonor Coutinho, e por 2 elementos da campanha de esterilização de animais abandonados, foi recebida pela Chefe de Gabinete, Engª Gabriela Freitas , uma vez que o Ministro se encontrava ausente.

Explanadas as razões dos subscritores, a Srª Chefe de Gabinete afirmou que a proposta de lançamento de uma Campanha Nacional de Esterilização de Cães e Gatos, coordenada pela Direcção Geral de Veterinária, vai ser ponderada politicamente pelo Sr. Ministro e tecnicamente pela DGV.

Prometeu, uma vez que estão sensibilizados e apoiam a intenção dos signatários, dadas as razões de bem estar animal e saúde pública subjacentes, dar uma resposta até ao inicio de Dezembro.
Foi ainda referido que a Campanha se poderá vir a iniciar através de projectos piloto nalguns municípios.
A Srª Chefe de Gabinete avançou a ideia de se puderem lançar campanhas de sensibilização da população com a colaboração das figuras públicas em causa."

Fonte : Campanha esterilização animal

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pictures and words...

"Ordem dos médicos veterinários promove campanha de esterilização de animais abandonados"

"O aumento de animais abandonados e a consciência de que esta questão é cada vez mais um problema social levou a que a Ordem dos Médicos Veterinários lançasse uma campanha de esterilização de cães e gatos abandonados a começar em Dezembro.

O apelo aos veterinários do país, para que se voluntariem e se juntem a municípios, canis e gatis e faculdades de medicina veterinária para as cirurgias, foi lançado no site da Ordem. A campanha terá início a 18 de Dezembro em Lisboa e as cirurgias vão docorrer em vários locais na área da grande Lisboa em formato de projecto-piloto. Depois a intenção é estender a iniciativa a outras cidades do país como Coimbra, Porto, Vila Real de Trás-os-Montes, Évora e Faro.

Em simultâneo uma petição assinada por cerca de duas centenas de pessoas da sociedade civil foi hoje entregue no Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, para pedir também que cães e gatos abandonados sejam esterilizados para colmatar o problema crescente de animais errantes, situação que, segundo uma das signatárias à agência Lusa, se tem agravado com a crise financeira e com as dificuldades orçamentais das famílias. Margarida Garrido lembrou também a questão humanitária por trás desta iniciativa, que pretende evitar o crescente abate de animais por parte de serviços municipais.

“O material de esterilização é relativamente barato, ao contrário do abate que, entre a recolha, alimentação durante o sequestro, a eutanásia e a cremação sai mais caro às autarquias”, explicou.

Margarida Garrido avançava à Lusa que, anualmente, estima-se sejam abatidos em Portugal cerca de 100 mil cães e gatos. "

Fonte: Jornal "Público"

"Veterinário municipal de Évora acusado de "abater ilegalmente" sete cães"

"Uma advogada e sócia de várias associações de proteção dos animais acusou ontem o veterinário municipal de Évora de ter promovido um "abate ilegal" de sete cães, considerando que se trata de "uma atitude abusiva e até poderá ter contornos de ordem criminal".



"O veterinário municipal dirigiu-se ao canil e abateu sete cães. O mais grave não é o abate dos animais. A questão é que cinco destes sete cães já tinham sido cedidos pelo canil para adoção", afirmou à agência Lusa Alexandra Moreira, que é sócia de várias associações da região.

O caso, que remota à passada quarta-feira, foi denunciado num e-mail enviado por duas veterinárias municipais à Câmara de Évora e que acabou por ser também divulgado em várias redes sociais na Internet. Alexandra Moreira considerou este abate de animais "uma atitude abusiva e que até poderá ter contornos de ordem criminal, relacionados com crime de dano", uma vez que cinco dos sete animais "já estavam inseridos num processo de adoção, faltando apenas entregar os cães aos novos donos".


Segundo a representante da proteção dos animais, o veterinário municipal justificou que o abate ocorreu porque "os animais já estavam no canil há meses e que não podiam lá ficar por tempo indeterminado". Recusando esta justificação, Alexandra Moreira explicou que "os animais já pertenciam a outras pessoas e, portanto, nem sequer eram da responsabilidade do canil".



"Para além da questão da legitimidade para destruir algo que já não pertencia ao canil, também não se percebe a legitimidade do senhor para estar preocupado com as questões dos custo para a câmara quando os animais não constituíam um custo", afirmou.

De acordo com a representante da proteção dos animais, o e-mail que denunciou o caso expõe ainda "outras ilegalidade no canil", como é o caso da "falta de um plano de profilaxia, obrigatório por lei, e o facto de os animais não serem vacinados nem tratados, à exceção de quando são entregues para adoção".

A Agência Lusa tentou ontem contactar com o veterinário responsável pelo canil municipal, mas as várias tentativas revelaram-se infrutíferas."


Fonte: "Os Bichos" JN

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

..."Só o ICNB pode dar destino aos ursos, mas "ainda não há uma previsão" de quando isso acontecerá"...


"São três ursos-pardos - dois machos e uma fêmea -, que cresceram no mundo do circo. Foram comprados ainda pequeninos, criados a biberão dentro das caravanas da família Torralvo e depressa se tornaram numa das maiores atracções do circo Magic. Na pista actuavam sempre juntos - eles retiravam rebuçados da boca do tratador, ela dançava em cima de uma cadeira.

Em 2005 acabaram-se os truques e, por determinação legal, os ursos deixaram de poder actuar em espectáculos por não terem a documentação necessária. "Quando foram comprados, a legislação era diferente e as exigências em termos de documentação também", recorda a filha do proprietário do circo, Odete Torralvo.

Na altura a família ainda pensou em legalizar os animais, mas "as autoridades disseram que já eram muito velhos para continuar a trabalhar, o que não era verdade", garante. Com ou sem ursos, as leis mudaram e o pequeno circo não teve capacidade para acompanhar as alterações. "Passou a ter de ser tudo certificado e isso custa muito dinheiro. Os grandes circos ainda conseguiram responder às exigências, mas mesmo assim com dificuldades", defende. O circo Magic continuou a fazer espectáculos com outros animais e, mais tarde, sem bichos, mas parou há seis meses. "E não sabemos se voltaremos a trabalhar", admite Odete. O chefe da família, Reinaldo Ferreira, já tem 66 anos e teve um AVC recentemente. O próprio negócio "tornou-se uma dor de cabeça". Passou de rentável a fonte de prejuízo.

Mesmo assim, a família Torralvo continua a viver em rulotes em Vila Boa do Bispo, perto de Marco de Canaveses.

Cinco anos e nem uma "previsão" Na altura em que foram apreendidos pelas autoridades, há cinco anos, decidiu-se que a família Torralvo ficaria como fiel depositária dos animais até que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) - a entidade encarregada, nestes casos, de providenciar um destino para os animais - conseguisse encontrar uma casa nova para os três ursos. Contudo, actualmente, o problema nem estará em conseguir um abrigo.

O Jardim Zoológico de Lisboa disponibilizou-se, há cerca de um mês, para acolher os animais de modo que possam cumprir o período de quarentena - procedimento necessário antes de os ursos serem deslocados para um novo habitat. O Parque Biológico da Lousã terá mostrado interesse em os abrigar definitivamente e os ursos "chegaram a ser visitados por técnicos do Parque Nacional da Peneda-Gerês", contou ao i a proprietária. Na altura, o ICNB garantiu que se a proposta do Parque Biológico da Lousã estivesse "em conformidade com a legislação", a situação seria resolvida.

Quase um mês depois, o Jardim Zoológico diz que continua interessado e que só está à espera "de directrizes do ICNB". Fonte do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, que seria responsável por colaborar no transporte dos três ursos, também garante "que está pronta a actuar".

Contactado pelo i, o ICNB diz, no entanto, que "ainda não há uma previsão" de quando poderá ser resolvida a situação dos animais, porque se trata de "um processo muito complexo". Além disso, explica o instituto, ainda há "questões de segurança por resolver e outras questões que precisam de ser preparadas", escusando-se a revelar mais detalhes. "Trata-se de uma mudança que terá de ser bem preparada", limitou-se a explicar o gabinete de comunicação do ICNB.

Enquanto isso, os proprietários do circo desesperam, apesar de garantirem que os animais "são bem tratados". Poderia haver a "possibilidade de os legalizar e tratar da documentação", explica Odete Torralvo, mas "isso custa muito dinheiro" e a família teme que, entretanto, as autoridades determinem outro fim para os ursos.

"Já passou demasiado tempo e mais valia dizerem-nos se deveríamos tentar tratar da legalização. Caso contrário, que lhes arranjem um destino rapidamente", apela. E que esse destino seja "um sítio digno", acrescenta a proprietária, que garante que toda a família está "muito afeiçoada" aos animais.

"Por vezes, as pessoas vêm aqui e pensam que são maltratados, por estarem enjaulados, mas são animais de circo, que sempre viveram assim", esclarece. Outra das preocupações da família é garantir que o patriarca, Reinaldo Ferreira, não esteja presente no momento em que os ursos forem transportados para Lisboa. "Teremos de tirar o meu pai daqui, porque não vai aguentar se os vir a ir embora", explica. Mesmo assim, e apesar da ansiedade de ver "a situação resolvida", Odete Torralvo coloca algumas reservas em relação à possibilidade de os ursos serem postos em liberdade: "São animais que cresceram e sempre viveram em cativeiro. Não estão habituados. Pode ser complicado", alerta."

Fonte: "I" Online

domingo, 14 de novembro de 2010

ESTE NATAL DIGA NÃO AO CIRCO COM ANIMAIS!



"O Circo Chen chegou a Lisboa e está a m...ontar o seu espectáculo no antigo terreno da feira popular. Para quem lá passa já se sente o cheiro dos animais confinados.
No dia 26 de Novembro às 21h30 o Circo Chen vai estar novamente com a RTP a passar o programa "Há Festa em Directo". DIGA NÃO! Os animais não são palhaços!"




...E já agora, o mesmo se aplica aos jardins zoológicos, o habitat natural dos animais não é atrás de grades, nem em espaços limitados para criança ver...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Analogia entre carne de cão e qualquer outro animal, para consciencializar...


...

"Bifes de Labrador, perna de Galgo, hamburguers de Afegão, salsichas de Dachshund e costeletas de Beagle. Estes são alguns dos produtos que têm estado a ser promovidos pela Animal Aid por todos os mercados do Reino Unido desde o início do mês. Exibindo fotografias de cães felizes e saudáveis, correndo livremente ao ar livre, perseguindo bolas ou nadando em ribeiros, com os dizeres “orgânico” e “criado ao ar livre”, os funcionários da roulote oferecem ao público carne de cão, com a garantia de que todos eles foram muito amados pelos seus donos e bem tratados antes de terem sido mortos.



Sejam orgânicos, criados ao ar livre, alimentados com milho ou descansando nos melhores colchões, no final do dia, o destino dos animais criados nas explorações agrícolas é o mesmo. Todos acabam nos matadouros, sozinhos e aterrorizados, pendurados de cabeça para baixo com as pernas traseiras atadas e sangrando até à morte, alerta a Animal Aid.



Esta organização tem estado a documentar a actividade de diversos matadouros no Reino Unido. Com esta campanha, em que oferecem “carne de cão”, a associação pretende alertar o público para a forma como os animais de criação estão a ser mortos. “Enquanto uns são indignos da nossa compaixão, outros são tratados como membros da família”, sublinham."


Fonte: "Os Bichos" JN

Mais desenvolvimentos aqui - Animal Aid

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uma pequena conversa sobre a felicidade...

(...)

- "Hoje, para mim, a felicidade não é mais do que um conceito, uma palavra, que se usa para definir um estado abstrato e utópico de ilimitado bem-estar, tendencialmente fantasiado como perpétuo depois de conquistado... Um estado imaginário que advém de um desejo, também sem limites, de concretizar o irreal no plano do real. Um desejo fundado no mais ancestral de nós mesmos, e eternamente frustrado: é como estar constantemente à espera de recuperar o paraíso há muito perdido; é como querer, por exemplo, regressar ao calor e à segurança do colo materno, aos braços de uma mãe contentora, a esse lugar em que um dia talvez tenhamos existido, e que em nós se marcou... Como escreveu Pear S. Buck, o problema, para mim, é passar-se ao lado das pequenas alegrias da vida enquanto se espera por essa "grande felicidade" que poderá não vir nunca. E depois apercebo-me, de quando em vez, que vou visitando esse lugar, em breves momentos em que, sem saber, em mim conjugo real e fantasia..."

- Nem mais, a felicidade é mesmo isso, um conceito abstracto...uma ânsia, nada mais...são momentos, momentos intensos de uma vivência, por norma simples, feita de coisas simples, no entanto, esperamos algo de inteiro, de global, a utopia, essa será sempre isso, a utopia. Normalmente passamos ao lado, desses pedaços de vida...por vezes, por receio de alguma coisa, ou falta de coragem, de iniciativa e capacidade de arriscar...esperamos pelo amanhã, na esperança de que amanhã sejamos felizes...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"Cães ajudam no desenvolvimento das crianças autistas"

Foto: O Melhor Amigo do Homem

"Um estudo recente desenvolvido por investigadores da Universidade de Montreal, no Canadá, concluiu que os cães desempenham um papel importantíssimo no desenvolvimento das crianças com necessidades especiais, segundo o site Softpedia, citando um estudo publicado na revista Psiconeuroendocrinologia. Sonia Lupien, investigadora sénior, professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Montreal e directora do Centro de Estudos de Stress Humano do Hospital Louis-H. Lafontaine, e os seus colegas, mediram a quantidade de cortisol presente na saliva de crianças autistas, para detectarem os níveis de stress. O corpo humano produz a hormona do cortisol em resposta ao stress, que atinge o seu pico meia hora depois do acordar e estabiliza ao longo do dia. “Tentámos avaliar o efeito que os cães tinham no nível de stress das crianças em três momentos diferentes: antes e durante a introdução do cão e família e depois de o cão abandonar a família”, explicou Sonia Lupien. Aos pais foi-lhe pedido que preenchessem um questionário sobre o comportamento das crianças nesses três momentos, os revelaram que as crianças revelaram 33 comportamentos problemáticos antes e depois de o cão chegar à família e apenas 25 quando o cão estava com eles. Este estudo permitiu concluir que cães devidamente treinados ajudam a diminuir os níveis de ansiedade nestas crianças e contribuem para incrementar a sua socialização. Lupien acrescentou ainda que a investigação “conclui que os cães têm um verdadeiro impacto nos níveis da hormona do stress nas crianças”.
Há várias décadas que é aconselhado às famílias com crianças autistas a terem um cão, mas este é o primeiro estudo científico que mede o impacto psicológico dos cães nestas crianças."

Fonte: "Os Bichos" - Jornal de Notícias

domingo, 7 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eat, pray and love...

"Eat, pray and love" - acho que é apenas um filme sobre o sentido da vida, sobre a procura de paz e equilíbrio interior, sobre uma busca dentro de nós próprios, antes de qualquer outra coisa, de um amor próprio.
A certa altura da vida, penso que, por um ou outro motivo, nos sentiremos perdidos, desorientados, sem chão, com a necessidade de encontrar respostas para os vazios que existirão em nós, nem saberemos o que procurar, apenas sentimos que poderá eventualmente faltar algo... pode até ser só uma enorme vontade de saciar um apetite, o inalar uma essência, ter apenas vontade de comer, ter vontade de se empanturrar com a vida... uma vontade algures perdida...

O filme fala também da necessidade de aprender que por vezes temos mesmo que saber deixar para trás, largar pesos mortos, aqueles aos quais nos prendemos e que só deixam como consequência frustrações e desânimos, que nos impedem de prosseguir...

A aprendizagem e todas essas descobertas só se revelam maioritariamente quando nos distanciamos do nosso mundo, das nossas coisas e quando nos libertamos de certas amarras. Só assim vemos com claridade o que nos falta e faz feliz, sendo que normalmente são só pequenas coisas, aquelas que já não valorizamos, tais como comer/beber com prazer, rezar/meditar e amar, amar e amar sem receio e livremente...

Contudo, o filme, desaponta quando comparado com o livro, muito nele (no filme) se perde...



Banda sonora - "Better Days" - Eddie Vedder

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Entre o céu e o inferno.

... "A paixão é independente, é música alternativa. O amor é hit parade, é sucesso na rádio cidade. O amor dificilmente viverá sem a paixão e não me venham dizer que o contrário também é verdade, porque pode muito bem ser e daria cabo de toda esta minha tese que conclui precisamente agora."
In "Espero bem que não"


Foto: (c) Carlos Garcia

Li isto e não pude deixar de ficar indiferente, nem deixar de pensar no assunto. Porque é mesmo assim, a paixão é o que cega o amor, a paixão é irracional, é temperamental, é impulsiva, é inconsequente, é o certo e o errado ao mesmo tempo, é o limite, é pele, é autenticidade, é loucura, é desejo, é o incerto, é o que ainda está para vir e o que já chegou. A paixão não tem paciência, não espera, é apressada, vive ao segundo, irascível, impiedosa, sôfrega, empírica. A paixão não tem de ser, a paixão é, sem precisar de mais nada. Não precisa de respostas, não precisa de querer, porque já tem. Não vive de ilusões, e pode ou não ser para sempre, não tem pretensões...porque vive do agora e do presente. A paixão é devoradora, entranha-se, não pede licença para entrar, é selvagem e irreverente, é audaz e mal educada, é o mar revolto e os ventos de uma tempestade, não é segura, mas é viciante. A paixão é um vinho bom, que embriaga, é uma fruta suculenta, é uma montanha russa, é um "sei lá" e um não querer saber, é um nada e é um tudo... Já o amor, é outra coisa bem diferente...

...

É preferível a angústia da busca à paz da acomodação.

In "Meu estranho mundo"

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fragilidades...

Foto: (c) Paulo Gomes

Ao longo do tempo, sempre existiu algo que me perseguiu e inquietou o espírito, essa coisa a que se chama perder a lucidez, o equilíbrio mental... enfim, a loucura.
Sempre achei que se fosse médica, seria psiquiatra porque nada me atrai mais que a mente humana... Mas isso, de perder a consciência de quem sou...ideia aterradora...a loucura, será o viver num mundo só nosso, o que não significa necessariamente ser algo de mau... pois nesse mundo alternativo, tudo terá um qualquer sentido, se é que isso importa. Mas o não saber que eu sou eu...não reconhecer em mim os que quero, as coisas que me fazem feliz, os cheiros de que gosto, as músicas, as cores, os animais, as flores, os locais, as minhas referências, as memórias... não me entender comigo mesma, estranhar-me... isso sim, assusta-me. Contudo, a insanidade parece-me um recurso natural da nossa mente, um refúgio, um casulo, um qualquer local dentro do nosso cérebro onde a alma se esconde quando já não aguenta a pressão de um qualquer conflito, de uma qualquer fragilidade...ou a dor da realidade se torna em algo insuportável, talvez ela procure aí um analgésico, uma fuga ao tormento...e cria, dessa forma, a sua própria tábua de salvação...


domingo, 31 de outubro de 2010

Para quando o novo canil/gatil municipal de Lisboa!??????

"Esclarecimento – o projecto das obras no canil /gatil municipal foi o mais votado pelos lisboetas no Orçamento Participativo de 2009/2010. Neste momento, está para votação o Orçamento Participativo de 2010/2011 que até tem direito a cartazes de rua.
Em 3 de Maio o Vereador Sá Fernandes declarou na RTP1, no programa «Portugal em Directo», que as obras no canil/ gatil se iriam iniciar em finais de Setembro/Outubro.

Agora, a 26 de Outubro, uma munícipe de Lisboa recebe um e-mail da Equipa do Orçamento Participativo, junto da qual protestou dizendo que “até deviam ter vergonha de falar neste orçamento participativo quando ainda não iniciaram os projectos aprovados no passado ano”, informando que o “ Projecto 3ª Fase de Construção do Canil/Gatil Municipal, um dos Projectos Vencedores do OP2009/2010, está a seguir os trâmites normais, estando o Projecto de Execução concluído e aguarda o Lançamento da Empreitada “.

Ou seja, quando reunimos com a CML em 1 de Julho foi-nos dito que o projecto tinha ido para a Divisão de Obras para o lançamento do concurso de empreitada e 4 meses depois, pelos vistos, aí continua bem paradinho.

Entretanto, as condições em que continuam os animais podem ser vistas neste vídeo feito em Outubro de 2010. Só não se sente o cheiro nauseabundo nem se ouve o choro incessante dos animais.

http://www.youtube.com/watch?v=a6OjgmsXmo8&feature=player_embedded

ver mais em http://campanhaesterilizacaoanimal.wordpress.com/"

......................

"O projecto que os munícipes votaram estava orçamentado em 375 000 euros

(http://www.cm-lisboa.pt/archi/doc/OP_343o_projectos_vencedores.pdf)

Agora em e-mail de 29/10 dirigido a um munícipe, a equipa do Orçamento Participativo escreve:

“A verba do projecto vencedor (350.000€) está cativa e aguarda-se o lançamento da empreitada para breve.

Todos os projectos vencedores nos Orçamentos Participativos da Câmara Municipal de Lisboa são implementados, conforme compromisso assumido com os cidadãos”.

O compromisso é de 375 000 euros e não de 350 000!"

Fonte: http://campanhaesterilizacaoanimal.wordpress.com/

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

... "ter intimidade"...

Foto: (c) Joana Guerra

(...) " Que significa "ter intimidade"?
- É uma coisa demasiado esquecida - explicou a raposa. - Significa "ter relações de proximidade".
- Ter relações de proximidade?
- Sim - confirmou a raposa.- Para mim, tu não passas de um rapazito semelhante a cem mil outros rapazitos.
Não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti, eu sou uma raposa semelhante a cem mil raposas. Mas se tiveres intimidade comigo, precisaremos um do outro.
Tu serás, para mim, único no mundo. E eu serei, para ti, único no mundo...
- Começo a compreender - disse o principezinho. - Há uma flor...julgo que ela tem intimidade comigo...
É possível - respondeu a raposa. - Vê-se de tudo na Terra...
- Oh!, não é na Terra - exclamou o principezinho.
A raposa mostrou-se intrigada:
- Noutro planeta?
- Sim.
- E nesse planeta há caçadores?
- Não.
- Isso interessa-me! E galinhas?
- Também não.
- Não há nada perfeito - suspirou a raposa.
Mas, retomando a sua ideia, a raposa prosseguiu:
- A minha vida é monótona. Caço galinhas e os homens caçam-me. Todas as galinhas se assemelham e todos os homens se assemelham. Por isso, aborreço-me um pouco. Mas se tiveres intimidade comigo, a minha vida encher-se-á de sol. Passarei a distinguir um ruído de passos diferentes de todos os outros. Os outros passos fazem-me esconder debaixo da terra. Os teus, como uma melodia, convidar-me-ão a sair da toca. E depois, olha! Vês além os campos de trigo? Eu não me alimento de pão. O trigo, para mim, para nada presta. Os campos de trigo nada me evocam. E isto é triste. Mas o teu cabelo é da cor de ouro. Se tiveres intimidade comigo, será maravilhoso. O trigo loiro far-me-á lembrar de ti. Apreciarei o sussurrar do vento por entre os trigais..."

(...)

" - Só se conhece aquilo com que se tem intimidade - comentou a raposa. - Os homens deixaram de ter tempo para conhecer seja o que for. Compram coisas feitas aos vendedores. E como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se quiseres ter um, tem intimidade comigo!
- Que hei-de fazer? - perguntou o principezinho.
- Precisas de ser muito perseverante - explicou a raposa. - Ao princípio, sentas-te ali na erva, um pouco longe de mim. Espreitar-te-ei pelo canto do olho e tu nada dirás. A linguagem é fonte de mal-entendidos. Depois, dia a dia, vens sentar-te um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era preferível teres vindo à mesma hora - disse a raposa. - Se vieres, por exemplo, às quatro horas da tarde, a partir das três horas começo a ser feliz. Quanto mais se aproximar a hora, mais feliz me sentirei. Às quatro horas perturbo-me e inquieto-me; descobrirei, assim, o valor da felicidade! Mas se vieres seja quando for, nunca sei a que horas hei-de ataviar o coração...São precisos ritos.
- Que é um rito? - perguntou o principezinho.
- É também uma coisa demasiado esquecida - respondeu a raposa. - É o que faz que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora das outras."(...)

In "Principezinho" de Saint - Exupéry.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pravi, precisa de ração, mantas e afins...

"A PRAVI está desesperada com falta de ração (e mantas) para alimentar todos os nossos animais existentes em hoteis e FAT’s.

Primeiro, vimos solicitar que nos ajudem com vista a angariar o mais rápido possível alguma ração. Segundo, estamos em vias de conseguir uma campanha de recolha de alimentos na zona de Lisboa, PRECISAMOS DE MAIS VOLUNTÁRIOS, aliás poderão inscrever-se apenas com vista a essa campanha que em princípio será bimensal.

Se todos dermos um bocadinho, tudo é mais fácil para nós e a carga alivia um pouco.

Muito obrigada.

Contacto: 91 910 45 76;

91 848 43 61;

92 541 11 38;

e.mail: botasebigodes@gmail.com

Pravi- Nucleo de Lisboa"

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nada mudou...

Foto: (c) João Correia

"O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha, A indústria enfraquece. O salário diminui. A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo."

Eça de Queirós