terça-feira, 25 de setembro de 2007

Sociedade Protectora dos Animais acusa Câmara de promover «caça às bruxas»

"A presidente da Sociedade Protectora dos Animais (SPA), Ermelinda Martins, acusou hoje a Câmara do Porto de promover uma «caça às bruxas» para retirar os cães perigosos dos bairros municipais, baseando-se numa postura que «não respeita a lei geral».

«Isto é uma ilegalidade. A lei permite ter um máximo de três animais em casa e, mesmo animais potencialmente perigosos, podem estar em casa desde que sejam cumpridos determinados requisitos», afirmou Ermelinda Martins, em declarações à Lusa.
Segundo a presidente da SPA/Porto, entre esses requisitos, destacam-se a obrigatoriedade dos animais potencialmente perigosos terem um chip identificativo e possuírem seguro, sendo ainda obrigatório que o proprietário não tenha cadastro criminal.
«A postura municipal não respeita a lei geral, obrigando a sair das habitações dos bairros camarários todos os cães potencialmente perigosos, sob pena dos seus proprietários serem despejados», denunciou.


Em causa, está a nova postura municipal do Porto sobre a permanência de cães potencialmente perigosos nas habitações municipais, em vigor desde Julho.
As raças de cães potencialmente perigosas são o cão de fila brasileiro, o dogue argentino, o pit bull terrier, o rottweiller, o staffordshire terrier americano, o staffordshire bull terrier e o tosa inu.

Postura de «caça às bruxas»
A nova postura, além de manter a anterior proibição de alojamento temporário ou permanente de animais perigosos ou potencialmente perigosos, também passou a proibir a circulação e permanência destes animais nas áreas comuns dos bairros municipais.
Para cumprir esta postura, a autarquia lançou uma campanha em que apela aos cidadãos para denunciarem casos que conheçam de animais perigosos nos bairros camarários.
«Isto é uma autêntica caça às bruxas, até arrepia», afirmou a presidente da SPA/Porto, que considerou «muito agressiva» a actuação da empresa municipal Domus Social, que gere os bairros camarários.


Segundo Ermelinda Martins, «à custa de tentar acabar com os animais perigosos que os traficantes de droga usam como armas, a câmara está a retirar todos os animais dos bairros municipais, mesmo os que se encontram legais, porque as pessoas ficam com medo de serem despejadas das suas casas se não se livrarem dos animais».
A presidente da SPA/Porto citou um caso recente ocorrido com o dono de uma cadela rotweiller com seis anos, companheira de brincadeiras da filha do proprietário, com três anos, que foi dada para adopção por receio de ver a família despejada da sua casa.

«O animal tem seguro, está dentro da lei, não há razão nenhuma para separar este cão da menina que ele viu nascer e acompanha desde essa altura sem ter criado qualquer problema até hoje», frisou.

A Câmara do Porto possui cerca de 14 mil habitações distribuídas por 48 bairros municipais, onde - segundo um levantamento feito pela Domus Social - foram detectados 117 cães das sete raças consideradas potencialmente perigosas.
Na sequência da entrada em vigor da nova postura municipal, a autarquia já admitiu que um número significativo destes animais foi retirado dos bairros municipais.

Com Lusa"

3 comentários:

Sofia Goncalves disse...

Sinceramente não sei o que pensar...Embora seja uma defensora radical dos animais, penso que em portugal, tem mesmo que ser assim. só mesmo "eliminando" todos os animais considerados perigosos das mãos desses traficantes e que os usam para lutas. Porque é que essas pessoas que vivem em bairros sociais não tem outro tipo de animais???Que tal raças mais pacificas?É sempre a mesma coisa; quando se tenta fazer alguma coisa para se eliminar este problema, vem logo os protestos. Então que as lutas de animais continuem, com o consentimento de todos.

Alexandra disse...

Bem...se calhar é mesmo esse o seu problema Dona Sofia, a senhora não sabe pensar, ou então não sabe do que está a falar. Esse é o tipo de comentário tacanho que se ouve muitas vezes da boca de quem não tem conhecimento de causa acerca do comportamento dos animais. Não existem "raças pacíficas de animais" como tão prontamente escreve; existem sim várias raças de cães, dos mais variados tamanhos e com as mais variadas personalidades. É óbvio que o estrago causado pelos dentes de um caniche não se comprara ao de um cão de porte grande. A questão não é essa, pois também concordo que quem escolhe um cão de raça grande tem de tomar as devidas precauções. Mas mais importante ainda, quem escolhe ter um cão de grande porte deveria ser obrigado a fazer uma avaliação psicológica pois é bem verdade que nem toda a gente tem noção do que é o instinto animal. Mas ainda assim as pessoas têm o direito de escolher a raça de cão que querem como animal de estimação.
Como disse antes os animais têm a sua personalidade inata mas, não se pode esquecer que, à semelhança do que se observa na espécie humana também a personalidade dos animais é condicionada pelos mais diversos factores tais como a educação, o tipo de lar em que estão inseridos e muito importante e muitas vezes esquecido o processo de socialização.
Muito me admiro que se intitule uma "defensora radical dos animais" quando logo a seguir defende a eliminação de determinadas raças. O verdadeiro problema não são as raças mas sim, como referi acima, o ambiente e a educação a que os animais são sujeitos. A solução não passa por eliminar os animais mas sim por controlar os verdadeiros causadores do problema; e aqui ambas sabemos que o verdadeiro causador é o Homem. Nem toda a gente que tem estes cães é traficante ou os cria com fins de entertenimento macabro. Essas pessoas sim deveriam ser afastadas da sociedade pois são elas as que constituem o verdadeiro perigo...mas quando toca à "eliminação" dos da nossa espécie curiosamente as pessoas já têm uma opinião bem contrária; pois somos muito "humanos" no que diz respeito ao "abate" do ser humano mas matamos de consciência bem tranquila animais que a uns não convém ter nos seus bairros.
Felizmente é, como refere no seu comentário, "sempre a mesma coisa; quando se tenta fazer alguma coisa para eliminar este problema". Felizmente as pessoas exercem o seu direito de protesto. Pergunto-lhe: Qual o seu conhecimento acerca das raças consideradas perigosas? Já teve a oportunidade de conviver com algum destes animais? Já observou o comportamento de cães de outras raças?
Eu tenho conhecimento pois para além de ter tido a oportunidade de trabalhar com várias raças de animais, sou também dona de três diferentes raças de animais, duas de pequeno porte e a terceira é uma das consideradas perigosas. Curiosamente, a que na sua opinião deveria ser eliminada é a mais dócil e a mais sociável das três.
Felizmente as pessoas protestam.
Tal como a Sofia sou completamente contra as lutas de animais, mas sejamos coerentes. A solução não é eliminar os animais é sim tentar controlar as pessoas que os têm. E existem formas de o fazer mas as entidades que podem e devem tomar essa atitude não estão preocupadas em fazê-lo. Por isso lhe digo mais uma vez FELIZMENTE AS PESSOAS PROTESTAM. E espero que o continuem a fazer.

freefun0616 disse...

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